domingo, 28 de março de 2021

A OPERAÇÃO LAVA JATO SAIU DERROTADA. QUEM GANHOU FOI A LAVA LULA...

 

Guilherme Fiuza

A Lava Jato é uma operação suspeita, decidiu o STF – em votação na Segunda Turma. Não sabemos nada sobre essa turma. Mas sabemos que tem turma que é braba. Quem cresceu andando pelas ruas e atravessando territórios urbanos sabe que diante de certas turmas é melhor mudar de calçada. E dependendo do gueto nem adianta. Eles vão pegar a vítima onde ela estiver.


Também não adianta ser juiz e ter liderado o combate à delinquência no poder. Quando a turma é braba mesmo não está nem aí para currículos. Todos são iguais perante o gueto – tem pau e pedra para todo mundo. No início ficavam xingando o juiz de longe. Aí o juiz deixou de ser juiz e foi para Brasília. Movimento arriscado para quem não domina o universo das gangues.


De cara o ex-juiz foi roubado. Os ladrões levaram uma grande quantidade de mensagens privadas dele, em comunicações telefônicas com seus parceiros de força-tarefa. A polícia até pegou os ladrões, mas os mandantes do roubo jamais foram identificados. O fato é que a muamba foi parar nas mãos de uma turma braba – e aí virou festa. Roubado é mais gostoso, como se diz no gueto.


Com ajuda do jornalismo de viela, foi montada uma ópera do malandro otário – que transformou essa muamba em relíquia. Uma obra-prima para transmutar o maior ladrão do país em vítima inocente dos homens da lei. A batata do ex-juiz começou a assar. Ele não sabia com quem estava se metendo. Subestimou a confluência pródiga de capa preta e imprensa marrom.


E ainda resolveu dar uma pirueta circense em pleno território das gangues de Brasília, montando um show político para tentar agradar a mesma imprensa marrom que queria o seu escalpo. Ou seja: um trouxa (foi a leitura imediata dos parasitas de todas as turmas locais).


Assim é a vida. Um astronauta capaz de chefiar uma missão espacial pode se tornar um desastre chefiando uma reunião de condomínio. Ainda mais se achar que a quilometragem do seu foguete é credencial para hipnotizar os vizinhos da assembleia. Esse astronauta é um lunático – concluíram as aves de rapina. E foram para cima dele com gosto de sangue na boca.


Três anos antes o então juiz tinha prendido o então ladrão – que ainda não era condecorado como ladrão inocente, tanto que a Justiça confirmou a sentença em três instâncias. Na ocasião nenhuma turma xingou o juiz, pelo menos não ostensivamente. Ao contrário: os defensores do ladrão tentaram em vão um habeas corpus preventivo – expressão que no mundo das gangues quer dizer não toca nele senão te pego lá fora. Ninguém afiançou a pele do delinquente e valeu o escrito pelo juiz: cana.


Se o processo era perfeito e as provas estavam todas lá, suficiente e solidamente, reconhecidas até na Corte máxima, e não se sucedeu nada que tivesse o condão de revogar o passado, como podem ter trocado de lugar o juiz e o ladrão?


Mistério. No momento só há um caminho realmente concreto para elucidá-lo: sigam o dinheiro. Quem encomendou a muamba? De onde veio a montanha de dinheiro vivo – quase R$100 mil – encontrada com os delinquentes presos por roubar mensagens privadas do juiz? Quem contratou os ladrõezinhos que trabalharam em favor do ladrãozão e seus simpatizantes mais ou menos graduados?


O que não mudou, com toda certeza, nesses três anos foi o desejo de justiça da população. Ela transbordou as ruas quando viu a ameaça de desviarem o ladrãozão do caminho do xadrez. E não vai negar fogo para exigir punição aos mentores da operação Lava Lula.

@@@ - A manchete e imagem não fazem parte do texto original.

sábado, 20 de março de 2021

O GENOCIDA BUNDA SUJA, AO JUNTAR-SE COM SEU GADO PERTENCE AO GRUPO DA "AL QAEDA" ESTÃO FAZENDO AMEAÇA EXPLÍCITA AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

 


Reinaldo Azevedo


O presidente Jair Bolsonaro fez a sua "Live Al Qaeda" de ontem falando manso, quase baixo. Jogo de cena. Note-se que, como é quem é, fez uma caricatura de uma pessoa sufocada pela Covid-19. Tentou ser engraçado. Impossível não trazer a memória o que diz a literatura especializada sobre a falta de empatia dos psicopatas. Se o presidente não é um deles, ele os imita muito bem. Ademais, como sabem, psicopatas bonzinhos, que só se insurgem contra os maus, é coisa de ficção. O segredo do sucesso da serie "Dexter" — quem não conhece pode pesquisar — é excitar na imaginação do espectador delírios punitivos, mas só contra os maus, como em alguns filmes de Tarantino. Acho um sentimento  perigoso. Na vida real, os congenitamente maus não selecionam seus alvos. Apenas cuidam de seus próprios interesses. Adiante.


O governo realmente recorreu ao Supremo com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para que o tribunal revise matéria já votada, com um resultado de 11 a zero contra a pretensão do governo. Decisão: Estados e municípios têm competência concorrente para adotar medidas de restrição de circulação e outras. A decisão se ancora na Constituição. Mais: fez-se uma interpretação, conforme a Carta, da Lei 13.979, votada pelo Congresso e sancionada pelo próprio Bolsonaro, que regulamenta tal competência.


Como não é possível atacar por meio de uma ADI os decretos país afora a que recorrem, no desespero, governadores e prefeitos, o truque consistiu em recorrer contra medidas adotadas no Distrito Federal, Bahia e Rio Grande do Sul. Caso venha a ser bem-sucedido, criar-se-ia jurisprudência para o resto do país. O governo já tentou ter o monopólio dessas ações por meio da Medida Provisória 926. Não conseguiu. Por 11 a zero.


O presidente anunciou o recurso na live de ontem. Fez ameaças, como já vimos aqui. Voltou a fazê-las nesta sexta em conversa com seus apoiadores. Falou em "medida dura": "Que que é (medida) dura? É para dar liberdade pro povo, é para dar o direito do povo trabalhar. Não é ditadura não, uns hipócritas aí falando de ditadura o tempo todo, uns imbecis. Agora, um terreno fértil para ditadura é exatamente a miséria, a fome, a pobreza, onde o homem com necessidade perde a razão. Estamos esperando o quê? Vai chegar o momento, eu gostaria que não chegasse esse momento, vai acabar chegando."


Achando pouco, votou a incitar seus seguidores contra governadores e prefeitos. Repetiu a expressão "meu Exército". "Jamais adotaria o lockdown no Brasil. E digo mais como também já disse: o meu Exército não vai para a rua para cumprir decreto de governadores. Não vai. Se o povo começar a sair [de casa], entrar na desobediência civil, não adianta pedir Exército, que o meu Exército não vai. Nem por ordem do Papa, não vai".


A população está com medo da Covid-19, no que faz muito bem. Mais de 70% dos ouvidos em pesquisas aprovam medidas de restrição de circulação. Os únicos que ameaçam recorrer a ações violentas são partidários do próprio presidente, que ele convida agora, ainda que de maneira oblíqua, para a ação direta. E depois diz que "seu Exército" — que ele privatizou — não combateria eventuais ações violentas.


O Artigo 142 da Constituição prevê que, em caso de grave ameaça à segurança pública, as Forças Armadas podem atuar como subsidiárias das forças policiais, a pedido de qualquer dos Poderes da República. Na prática, o presidente está dizendo que, caso ele próprio concorde com uma eventual e grave agressão à ordem, as Forças Armadas nada fariam. Ao contrário: ele ameaça empregá-las — e só assim imporia "medida dura" — para garantir o seu ponto de vista, que é minoritário. E menor a cada dia, diga-se


ESTIMULA O DESASTRE E CRITICA OS EFEITOS -  O grande responsável pelo caos que vivemos é Jair Bolsonaro. Já sabem disso 42% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha. Ficará crescentemente claro que é assim. Ao estimular o desrespeito a qualquer padrão de distanciamento social, ele contribuiu para levar o sistema de Saúde ao colapso. Já morrem pessoas por falta de oxigênio também no Rio Grande do Sul. O setor opera no limite. Em breve, o país pode virar uma Manaus continental.


Bolsonaro finge — porque sabe que é mentira — que as dificuldades, inclusive as econômicas, em curso decorrem de um "lockdown" que nunca existiu. Na live desta quinta, ele já deixou claro qual é seu ideal de vida — que é também de morte: vida normal e sem máscara. Sim, ele voltou a dizer que, em transportes coletivos lotados, a proteção não serve para nada, o que é uma mentira estúpida.


Na conversa com apoiadores, em que ameaçou com golpe, afirmou: "Espero que essa minha ação no Supremo Tribunal Federal no dia de ontem... que os decretos falam em simplesmente toque de recolher... O que é toque de recolher? Só em países ditatoriais. Estão aqui aplicando a legislação do estado de sítio prevista na Constituição, que não basta eu decretar estado de sítio, o Congresso tem que validar embaixo. E governadores e prefeitos humilhando a população, dizendo que estão defendendo a vida deles. Ora bolas, que defendendo a vida, estão matando essas pessoas".


Como se nota, a responsabilidade sobre o desastre em curso, para ele, recai sobre os ombros de quem tentou evitar o caos. Milhares de pessoas aguardam à espera de uma vaga nas UTIs. Medicamentos estão chegando ao fim. Associar toque de recorrer à noite a "estado de sítio" ou de "defesa" não é só uma mentira. É também uma burrice.


Reitero: ele, sim, está tentando cavar uma oportunidade para botar a tropa na rua. Sempre quis isso. Começou a fazer pregação golpista em 2019, quando nem oposição organizada a seu governo havia ainda. O que o atrapalhava era a simples existência de outros dois Poderes na República.


PODERES DE BICO FECHADO -  Até agora, nem o presidente do Supremo, Luiz Fux, nem os respectivos presidentes das Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, soltaram um pio. Devem achar que, se fizerem como o avestruz não faz -- enfiar a cabeça no buraco --, a coisa passa.


Andrea Sadi informa em seu blog que Fux ligou para Bolsonaro porque teria recebido "informações desencontradas" (hein?) sobre declarações do presidente... Como está no Rio, teria indagado ao presidente se seria o caso de voltar a Brasília.

Como é que é? Em vez de uma declaração forte e necessária em defesa da Constituição, esse papinho furado?. Bolsonaro pretende que suas ameaças funcionem agora como o tuíte do general Villas Bôas funcionou no dia 3 de abril de 2018 para manter Lula na cadeia: ou o Supremo faz o que eu quero, anulando a si mesmo, ou viro a mesa.


Vira mesmo? Ainda que contasse com celerados que aceitassem a empreitada, duraria quanto tempo? A propósito: como o nosso "arauto da liberdade" garantiria o direito de todo mundo ao trabalho? Empurrando-os para morte debaixo de baionetas? Essa era já tem a sua imagem-símbolo: o presidente, na live, a fazer pouco caso de um doente sufocado pela Covid-19.


@@@ - A manchete e imagem não fazem parte do texto original. 

sexta-feira, 19 de março de 2021

A CARCAÇA PODRE DO SEBOSO DE CAETÉS, AGORA É QUE VOLTOU A MENTIR... XÔ, CARNIÇA!!!

 



Mário Sabino

A entrevista que Lula deu ao jornal francês Le Monde é prova de que prisão curta dificilmente tem efeito reeducativos.  Os petistas elogiam a entrevista como muito “didática”. De fato, o didatismo sobre a capacidade de Lula mentir é evidente.


Tanto a entrevista ao jornal Le Monde como a aparição de Lula na CNN americana, no programa de Christiane Amanpour, fazem parte da velha, mas eficaz, estratégia do PT e da esquerda em geral: usar as conexões internacionais na imprensa para promover-se, vitimizar-se ou ambos, a depender da necessidade. Depois de Estados Unidos e França, eu chutaria que as próximas entrevistas de Lula serão a jornais da Espanha, Alemanha, Itália e Reino Unido. Vamos ver se os assessores petistas cumprirão diligentemente a agenda, como deve ser.


Mesmo que os jornais estejam povoados de militantes sobre os quais não temos dúvidas, apenas certezas, Lula solto voltou a ser um personagem relevante, embora não mais tão interessante ao leitor estrangeiro. A entrevista foi publicada no jornal Le Monde às 10h58, horário francês, e até este momento, 12h29, horário brasileiro, o aplicativo do jornal do qual sou assinante não mostra nenhum comentário. É bom os petistas tomarem logo providências.


Na entrevista publicada hoje, Lula mente sobre a Lava Jato, para não variar, dizendo que Sergio Moro e os procuradores que o denunciaram se comportaram com “gângsters” e que “hoje a verdade está sobre a mesa”. Nenhuma palavra — e também nenhum pergunta — sobre os bilhões desviados da Petrobras. Não há mais nem a necessidade de dizer que ele não sabia de nada. Outra mentira repisada: a que “a decisão do juiz Edson Fachin, no início de março, provou a minha inocência, com cinco anos de atraso”. Fachin não declarou Lula inocente, somente facilitou o caminho para que os crimes de Lula prescrevessem, ao declarar que Sergio Moro era incompetente para julgar o petista. Roubaram a verdade e a mesa.


Lula também mente ao afirmar que “honestamente” não sabe se será candidato a presidente em 2022. Honestamente, ele é candidato e já está em campanha. Está tão em campanha que, ao contrário daquele Lula radical da presepada de 7 de abril de 2018, quando ele ensaiou resistir à prisão, em assembleia permanente e indecorosa na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, agora novamente se apresenta como o presidente que governou “também para os banqueiros e os empresários”. E afirma que o seu vice, José de Alencar, era “empresário trabalhador, honesto, vindo de uma partido de centro-direita, que foi o melhor vice-presidente que este planeta já conheceu!”. É o Lula de centro, da Carta aos Brasileiros, doido para voltar ao Planalto e para deixar os Guilhermes Boulos úteis pelo caminho.


Quando perguntado sobre o fato de a esquerda brasileira não ter produzido “novos dirigentes da mesma estatura sua”, o petista faz uma comparação futebolística, também para não variar (ele já havia feito outra antes, ao dizer que o PT era como o Paris Saint-Germain): “Quanto tempo foi necessário para que a França produzisse um Kylian Mbappé ou um Zidane? Muito tempo, não? A política, é a mesma coisa. Foi necessário pelo menos um século para que as esquerdas europeias produzissem um François Mitterrand ou um Willy Brandt. Demora! Mas eu lembro que o PT dispõe de muitas figuras importantes, que poderiam muito bem ser candidatos à eleição presidencial. Esse partido é um produtor de talentos, desde a antiga presidenta Dilma Rousseff até o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad”. Ter Lula Mbappé e as suas comparações futebolísticas de volta é mesmo doloroso, especialmente para explicar como ele se acha incomparável. A falsa modéstia é uma virtude que Lula, o criador de postes (e Deus nos livre deles), não tem.


Perguntado sobre por que falou tão pouco de ambiente na sua última entrevista à imprensa brasileira (eu chamaria de comício), ele respondeu que o desmatamento na Amazônia atingia 27 mil quilômetros quadrados por ano e que “nós baixamos essa cifra para 4.000 km2. Nós conseguimos reduzir os gases do efeito estufa em 69%. Nós criamos 114 zonas de preservação ambiental, um Instituto Nacional de Pesquisa Especiais, o Inpe, para controlar o desmatamento e os incêndios. Bolsonaro terminou com esse instituto porque ele não queria diminuir os incêndios”. Antes de mais nada, o Inpe existe desde 1961, não foi Lula que o criou, e o instituto controla os incêndios na Amazônia desde 1988, quando o presidente era José Sarney, como mostra a série histórica que o próprio instituto mantém no ar. O Inpe foi alvo de Bolsonaro, mas não foi extinto, como pode supor o leitor francês pela resposta de Lula. Quanto ao desmatamento na Amazônia, em 2003, primeiro ano do primeiro mandato do petista, o Inpe registrou a destruição de 25.396 quilômetros quadrados. Em 2004, esse número subiu para 27.772 quilômetros quadrados, a segunda maior da série histórica; em 2005, diminuiu para 19.014 quilômetros quadrados. Foi nesse momento, se bem me lembro, que a Veja publicou uma reportagem de capa sobre como o PT estava destruindo a Amazônia. A tendência foi de queda a partir de 2005, mas durante o governo Lula somente em 2009 e 2010 a cifra ficou abaixo de 10.000 quilômetros quadrados, passando à casa dos 7.000 quilômetros quadrados. Ou seja, durante a maior parte do governo do chefão petista, o desmatamento na Amazônia manteve-se acima do verificado em 2019, primeiro ano de mandato de Bolsonaro, quando a barbárie voltou a crescer e atingiu 10.129 quilômetros quadrados. Os dados são do Inpe, lembre-se, aquele instituto que Lula não criou, que começou a medir o desmatamento na Amazônia no governo de José Sarney e que não foi extinto sob o atual presidente.


Lula foi muito didático, ainda, ao dizer que a cultura do ódio surgiu com Bolsonaro, que o povo brasileiro foi “bombardeado, nesses últimos anos, por um discurso de ódio e fanatismo que negou a política. Antes, se encontrávamos um adversário político do Brasil num restaurante, a gente apertava a mão. Hoje, arriscamos tomar um tiro de fuzil! É preciso desmontar tudo isso. A democracia, é o oposto: é a civilidade, a maturidade”. Foi com o petista na presidência que o discurso de “nós contra eles” ganhou intensidade. Foi com o petista na presidência que foram financiados blogs sujos para atingir oponentes políticos e jornalistas que apontavam os crimes do PT e do próprio Lula. Foi com o petista na presidência que dossiês falsos eram criados para tumultuar o processo eleitoral. Foi com o petista na Presidência que a democracia foi sabotada com a compra de parlamentares a baciada e campanhas eleitorais financiadas com dinheiro roubado. Foi com o petista na  presidência que se tentou criar um Conselho Federal de Jornalismo para amordaçar a imprensa. Foi com o petista na presidência que eu fui indiciado pela PF lulista, como redator-chefe da Veja, a mando do ministro da Justiça que funcionava como advogado de defesa de Lula. O sociopata atual deu continuidade formidável ao trabalho iniciado pelo mitômano.


Surfar nas enormidades assassinas de Jair Bolsonaro é fácil, basta dizer o óbvio sobre as medidas de enfrentamento da pandemia, assim como Lula fez na entrevista; difícil é reeducar-se em prisão curta interrompida por decisão do STF, o tribunal que propiciou a um criminoso condenado em três instâncias inaugurar a categoria de ex-condenado — e, desse modo, avacalhar a Justiça brasileira na imprensa internacional, para dizer o mínimo.


@@@ - A manchete e imagem  não fazem parte do texto original. 


PLENO DO TSE VAI MARCAR NOVA ELEIÇÃO PARA CAPOEIRAS, QUE MAIS UMA VEZ TERÁ UM CANDIDATO DE MÃOS LIMPAS

 



Por Altamir Pinheiro


O mãos sujas Dudu, definitivamente,  se despediu da política de Capoeiras por receber uma grande e justa punição do TRE-PE e do TSE-DF, quando foi barrado pela justiça eleitoral por não ter zelo com a coisa pública e NÃO rezar na cartilha da honestidade,   quando foi prefeito entre 2013 a 2016. A JUSTIÇA ELEITORAL DISSE NÃO A DUDU!!! Em Pernambuco, ele levou uma surra de 6 X 0 dos desembargadores, já em Brasília, tudo indica que o placar será de 7 X 0, aplicado  pelos ministros do TSE. Quer dizer, nos dois casos   ele perderá por unanimidade. Ou seja,  foi humilhado perante o seu povo e ainda ficou com um carimbo na testa onde se lê: DESONESTO!!!


O Blog Capoeiras acabou de informar que até o momento votaram negando provimento ao recurso apresentado pela defesa de Dudu, os Ministros: Edson Fachin (Relator), Alexandre de Moraes, Luiz Felipe Salomão, Mauro Campbell, e Tarcísio Vieira de Carvalho. Faltam os votos dos Ministros: Sergio Banhos e Luís Roberto Barroso. Daí, deduz-se que, a decisão final deve ser proferida ainda nesta sexta-feira quando será BATIDO, eleitoralmente falando, o último prego do caixão  sepultando de uma vez por toda a pretensão do candidato ficha-suja governar o município de Capoeiras. Portanto,  Dudu despede-se melancolicamente da política de sua terra  por ficar impedido de se candidatar a qualquer cargo eletivo durante oito longos  anos. 


Diante de todas essas mazelas, tome uma atitude coerente, eleitor!!! Vote com sua consciência limpa e pura. Candidato ou candidata  apoiado por  ficha-suja deverá ficar de  fora da nova eleição que  será marcada logo, logo. Este é o sentimento e o desejo que deve predominar em uma parcela significativa do povo de Capoeiras que tinha certeza que Dudu seria barrado pela lei eleitoral.  Eleitor, nessa nova eleição, não deixe de votar, não vote em branco nem anule o voto. Faça uma escolha consciente para prefeito  que tenha as mãos limpas. A eleição que será  remarcada para este ano de 2021  determinará o futuro de Capoeiras para os próximos 3 anos e meio. É  fundamental que cada eleitor faça a sua opção de modo consciente e com seriedade. De uma vez por toda, fique atento e diga NÃO ao candidato ou candidata que será apoiado pelo ex-prefeito cassado pelo TSE por possuir as mãos sujas ao misturar o dinheiro dele com o da prefeitura e depois não saber tirar o seu...


É bom que se diga que, nesses últimos 20 anos surgiu no cenário político de Capoeiras, uma dupla,  então jovens NENÉM & NEIDE, esse casal governou o município por quase duas  décadas e, juntos, goste-se ou não deles, o casal em muito contribuiu para com o desenvolvimento de sua terra natal. Com o término do ciclo dos dois,  Capoeiras precisa enveredar pelo caminho ou a procura  de uma  nova liderança e o posto hoje está vago. Elegendo-se prefeito nas eleições vindouras, a novidade deste pleito é, sem sombra de dúvidas, o empresário Nego do Mercado. Para se transformar num líder político o candidato a prefeito pelo PSB precisa se eleger  para conhecer o poder e se consolidar, porque como gestor de seus empreendimentos ele já mostrou alta capacidade pela sua vitoriosa trajetória de empresário local.


Ontem,  quinta-feira(18),   em um depoimento corajoso  de pouco mais de 20 minutos, em que  o ex-prefeito Neném deu na rádio local, quando afirmou que em Capoeiras, a verdade deu de goleada na  mentira. E que mais uma vez  a Justiça comprovou o que ele sempre vinha pregando   sobre o desastrado  ex-candidato  Dudu que não pode mais se candidatar a nadica de nada. Na verdade, corajosamente, Neném rasgou o verbo e botou pra lascar a tampa do tabaqueiro tanto nas falcatruas do mãos sujas  Dudu,  como de seu filho, pois só não os chamou de santo, mas do resto saiu de um tudo.



quinta-feira, 18 de março de 2021

VICENTE CELESTINO; O ÉBRIO QUE JAMAIS BEBEU EM TODA SUA VIDA



Por Altamir Pinheiro


Para começo de conversa, assim como Elvis Presley, Vicente Celestino era abstêmio. Os dois tinham pavor a bebida alcoólica, o máximo que bebiam era uma única taça de vinho nas quatro festas do ano.  Em sua biografia consta que é  de sua autoria a música que o tornou conhecido através dos tempos: "O Ébrio", que foi transformado num dos filmes de maior bilheteria do país em 1946, dirigido por sua esposa Gilda de Abreu. Também são suas as músicas "Ouvindo-te", "Coração Materno", "Patativa" e "Porta Aberta". Tendo cantado sempre no Brasil, foi ídolo de quatro gerações e cantou, sempre em seu estilo com o vozeirão de tenor, mesmo músicas mais modernas e de caráter intimista, como canções de bossa nova "Se Todos Fossem Iguais a Você". Em pleno tropicalismo.


O jornalista e escritor  capoeirense radicado há muito tempo  em Garanhuns, Roberto Almeida,   que é um bom crítico de cinema,  música e literatura, através de suas pesquisas nos confirma que  Antônio Vicente Celestino nasceu no Rio no final do Século XIX  e morreu em São Paulo, às vésperas de completar 74 anos, em 1968. O artista, que tinha voz de tenor e muitos o queriam vê-lo cantando ópera, teve uma das carreiras mais longas do Brasil. Foram 54 anos interpretando suas canções pelo país, sem nunca ver diminuída sua popularidade. Cantou em festas, serenatas, restaurantes, até passar pelo teatro e chegar à popularidade com o lançamento dos primeiros discos. Gravou na fase “mecânica” da canção, depois na fase “elétrica”, produzindo 137 discos em 78 rotações, 31 LPs e mais 10 compactos, com mais de 300 músicas.


Falando-se de O Ébrio, no telão, a película cinematográfica O Ébrio é um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema brasileiro. Estima-se que tenha sido vista por mais de 12 milhões de pessoas desde seu lançamento. Baseia-se na canção homônima de Vicente Celestino  que tocou  nas rádios pela primeira vez no ano  de 1936. A música completou 85 anos de lançada e o filme 75. O Ébrio, que teve como protagonista o próprio Vicente Celestino e na direção, sua esposa Gilda Abreu, lançado no final do ano de 1946, diga-se de passagem,  foi um dos filmes mais populares do Brasil, ficando duas décadas em cartaz e também o filme brasileiro do qual mais cópias se tiraram na época (500). No período de lançamento, superou com facilidade a bilheteria em Farrapo Humano, de Billy Wilder.


No campo musical, sua inigualável voz de tenor, fizeram com que o povo o elegesse como “A Voz Orgulho do Brasil”. Vicente Celestino tinha um potencial de voz  tão grande que nos teatros que ele se apresentava não usava microfone. Aliás, como nos conta o publicitário Túlio Ceci Villaça, em estúdios ele dava as costas ao microfone e cantava para as paredes para não haver interferência no som. Afinal,  na época não tinha tantos recursos e nada de tecnologia. De longe um dos  mais importante intérprete da música popular brasileira, possuía uma  voz de tenor. Quer dizer, a única maneira de conseguir gravar sem abandonar seu estilo foi virar de costas, e passar a gravar voltado para a parede.


Naquela época, cantor que se prezava  tinha voz e não precisava de calça jeans justa e camisa xadrez com mangas dobradas nem se dopar com anabolizante, tinha que ter gogó. No caso do Ébrio ou de toda  música boa ela  é atemporal. Tanto faz  se estamos  ouvindo em 2021 ou 2071, é indiferente. É por essas e outras que a letra  de O Ébrio é uma  pérola!!! Quem presta atenção nesta música, fica emocionado e muitos chegam a chorar. Ela tem uma declamação no disco original que traz toda a história do Ébrio. A pena que faz é essa baita voz ser  esquecida no tempo em  um país sem memória. Na Argentina, Carlos Gardel teve seu reconhecimento,  já no Brasil  Vicente Celestino foi quase que esquecido.


Pois bem, o  baiano Gerivaldo Neves que é Juiz de Direito e Psicólogo, levanta uma tese bastante interessante quando afirma com todas as letras que geralmente  as pessoas são solidárias, PRINCIPALMENTE A ALA MASCULINA, tanto na traição quanto no alcoolismo. Basta ver que, há 85 anos, o cantor Vicente Celestino gravou uma canção que se transformaria em um clássico de estrondoso sucesso por várias décadas: Na letra e melodia de O Ébrio muitas gerações de ébrios por este Brasil afora se solidarizaram com a história desse homem e cantaram essa música com forte emoção, como se fosse a sua própria história.


O Ébrio, em sua letra   nos mostra que ela  retrata a história de um cantor de sucesso que teve muitas mulheres, mas que terminava fugindo com outros homens, apesar de lhe jurarem amor eterno.  Nos versos finais da canção, um último pedido: “Quando eu morrer, à minha campa(lápide) nenhuma inscrição. Deixai que os vermes pouco a pouco venham terminar este ébrio triste e este triste coração. Quero somente que na campa em que eu repousar, os ébrios loucos como eu venham depositar os seus segredos ao meu derradeiro abrigo e suas lágrimas de dor ao peito amigo”.


Noutra canção mais recente, também cantada  por ébrios e abstêmios, o pernambucano de Recife,  Reginaldo Rossi,  narra a história de um homem que recebeu uma carta de seu grande amor avisando que iria se casar e, por isso mesmo, em uma mesa de bar, adverte ao garçom: “E pra matar a tristeza, só mesa de bar. Quero tomar todas, vou me embriagar. Se eu pegar no sono, me deite no chão”.


Para ficar apenas em clássicos da música brasileira, Waldick Soriano, também em uma mesa de cabaré, lamenta ao garçom amigo que a formosa dama de vermelho já lhe pertenceu, como se fosse um objeto, e agora morre de ciúmes até do perfume que ela deixa no salão. Novamente, o pedido ao garçom: “Apague a luz da minha mesa, eu não quero que ela note em mim tanta tristeza. Traga mais uma garrafa, hoje eu vou me embriagar. Quero dormir para não ver outro homem em meu lugar”.


Na verdade, o álcool e a embriaguez servem de consolo para homens traídos e abandonados por suas mulheres. Nessas canções, as razões das mulheres não existem e os homens são apresentados como pobres coitados que precisam afogar suas mágoas na cachaça. Até mesmo as antigas marchinhas de carnaval fazem referência à cachaça e ao comportamento de se embriagar como algo natural e divertido. Alguns exemplos: “Pode me faltar o amor (Disto eu até acho graça), só não quero que me falte a danada da cachaça”, na marchinha “Cachaça não é água”, e “Não vai dar? Não vai dar não? Você vai ver a grande confusão que eu vou fazer bebendo até cair. Me dá, me dá, me dá, oi! Me dá um dinheiro aí!”.


Finalmente, a melodia O Ébrio  é de um sentimento de muita profundidade.  A  letra, de poesia espetacular e a voz dele é  de um poder e beleza formidáveis, pois, em nossa retina fica  a imaginar  de esplendor, a magnitude da canção, a voz impressionante que o Vicente Celestino tinha e a mensagem que não deixa de ser atual 85 anos depois de gravada. Vicente Celestino teve suas músicas regravadas por grandes nomes, como Caetano Veloso, Marisa Monte e Mutantes. Essa música conta uma história, nada diferente da vida de muitos que se jogaram na bebida, por algum momento de desilusão. Tornou-se num  verdadeiro hino  dos abandonados, traídos, tristes e infelizes que dormem nas calçadas frias  das marquises da vida...

https://www.youtube.com/watch?v=BFOO-HFoMSg

terça-feira, 9 de março de 2021

AO TIRAR LULA DA FOGUEIRA, SUPREMO SE CARBONIZA



Josias de Souza

Um tribunal chamado Supremo tem o mesmo problema de uma mulher chamada Vitória. A qualquer momento, seu comportamento pode desmentir o seu nome. A supremacia do Supremo convive com a ameaça constante de uma notícia inusitada —como o despacho do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, que anulou as condenações impostas a Lula, reabilitando eleitoralmente o personagem. Depois dessa decisão, a supremacia do Supremo, já tão diminuta, passou a caber numa caixa de fósforos. Resta-lhe o papel de Ministério substituto da Saúde.


O brasileiro não gosta do que não entende. E a decisão de Fachin é 100% feita de contradição. O resgate de Lula grudou no Supremo a aparência de uma Corte autossuficiente. Ela mesma deu mão forte a Curitiba para julgar Lula, ela mesma autorizou a prisão de Lula, ela mesma revogou a regra que mantivera Lula em cana por um ano e sete meses… Agora, a mesma Suprema Corte retira o aval que concedera a Curitiba para virar Lula do avesso. Anula as sentenças. Entre elas a do tríplex do Guarujá, reafirmada em três instâncias do Judiciário.


Todo esse vaivém pode ser resumido em duas palavras: insegurança jurídica. Anuladas as sentenças, os processos contra Lula voltam à primeira instância, dessa vez na Justiça Federal de Brasília. Alega-se que as condenações de Curitiba podem ser reafirmadas. Lorota. Serão sepultadas. Se não morrerem a golpes de caneta de um juiz de primeiro grau, fenecerão pela prescrição dos crimes atribuídos a Lula: corrupção passiva e lavagem de dinheiro.


O mais inusitado é que coube justamente a Fachin, principal defensor da Lava Jato na Suprema Corte, jogar terra em cima do buraco em que operação se meteu. Alega-se nos subterrâneos que o ministro quis evitar o mal maior: a reabilitação eleitoral de Lula por meio de um veredicto em que a Segunda Turma do Supremo grudaria na testa de Sergio Moro a pecha de juiz parcial. Algo que, na visão de Fachin, empurraria para cima do telhado uma penca de sentenças da Lava Jato.


A manobra pode ter vida curta. Fachin anotou em seu despacho que a anulação da sentença sobre o tríplex do Guarujá torna desnecessário o julgamento do pedido de suspeição de Moro, escorado nas mensagens tóxicas que o ex-juiz trocou com procuradores. O problema é que Gilmar Mendes, responsável por levar a encrenca à pauta da Segunda Turma do Supremo, não parece disposto a abrir mão de esfolar a reputação do ex-juiz da Lava Jato.


Gilmar conta com os votos do lulista Ricardo Lewandowski e do bolsonarista Nunes Marques para formar uma maioria de 3 a 2 contra Moro. Além de reacender a polarização que deve resultar num embate de Lula com Bolsonaro em 2022, a decisão enfraqueceria a articulação para colocar a candidatura de Moro entre os dois.


Nessa hipótese, Fachin terá poupado o trabalho dos advogados de Lula. A defesa nem precisará pedir que a anulação referente ao tríplex seja estendida ao caso do sítio de Atibaia. A menos que o plenário do Supremo reveja a decisão de Fachin, o que parece improvável, Lula vai a 2022 com pose de inocente. Trata-se de uma inocência de fancaria, pois a anulação das sentenças não cancelou as provas.


Fachin rememorou os dados que demonstram que as empreiteiras OAS e Odebrecht financiaram os confortos de Lula em troca de contratos fraudulentos firmados com o Estado. Deve-se a anulação das sentenças à alegação de que tais contratos não foram firmados apenas com a Petrobras, o que retiraria de Curitiba a primazia para julgar os processos.


No alvorecer da Lava Jato, Sergio Moro arrastou para Curitiba a apuração de crimes praticados nos mais variados escaninhos do Estado, desde que tivessem um liame qualquer com a Petrobras. O Supremo avalizou esse entendimento, empurrando para o colo de Moro gente graúda como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o próprio Lula. Os réus reclamavam da vala comum de Curitiba há pelo menos cinco anos.


Aos pouquinhos, o Supremo foi fatiando os processos, distribuindo-os por diferentes praças. Fachin acabou se transformando na Segunda Turma numa espécie voto vencido perpétuo.


Ironicamente, Fachin lembrou no despacho sobre Lula que Gilmar Mendes já esteve do seu lado. Reproduziu manifestação em que Gilmar votou contra o esvaziamento da Vara que Moro comandava. “No fundo, o que se espera é que processos saiam de Curitiba e não tenham a devida sequência em outros lugares. É essa a expectativa”, escreveu esse Gilmar de outrora.


No processo autodestrutivo a que se dedica o Supremo, a reabilitação política de Lula é o penúltimo prego num caixão que vem sendo confeccionado há tempos. A decisão de Fachin chega nas pegadas do sepultamento das denúncias contra os quadrilhões do MDB de Renan Calheiros e Cia. e do PP de Arthur Lira e Cia..


“A Justiça, além de imparcial, precisa ser apartidária”, escreveu Edson Fachin, como se desejasse realçar que já não fazia sentido manter apenas Lula na fogueira. Engano. Ao retirar das labaredas símbolo mais vistoso do esforço anticorrupção, Fachin apressou a conversão da manobra de reabilitação de Lula num processo de carbonização do Supremo Tribunal Federal. 

QUE PAÍS É ESTE?!?!?! RASGARAM AS CONDENAÇÕES DO SEBOSO DE CAETÉS E JOGARAM NO LIXO...

 


Magno Martins

O que o ministro Edson Fachin, nomeado pela ex-presidente Dilma para o Supremo Tribunal Federal, fez, ontem, numa decisão monocrática, salvando Lula de todas as condenações, atingiu o coração da justiça brasileira numa flechada mortal, a flecha da imoralidade, da impunidade. Fachin devolveu a Lula, seu ídolo maior, o prêmio de ter sido nomeado por Dilma para a alta corte da justiça brasileira.


Como advogado militante, Fachin já pediu voto para Dilma, conforme vídeo postado ontem neste blog e em vários sites do País. E logo após a petista ser eleita, foi nomeado ministro do STF. Como poderia contrariar o PT? Ao rasgar todas as condenações de Lula – três ao todo, uma delas tendo levado o ex-presidente ao xadrez – o Fachin de bigodão branco tingido de vermelho envergonhou a Nação.


Por mais que explique sua decisão, que julgou incompetente a Justiça do Paraná a condenar Lula, o bigodudo de coração vermelho não convence. Enterrou com uma só canetada todo legado da Lava Jato no País. O Brasil definitivamente não é para amadores, é o País da impunidade, que impera fortemente, protegendo bandidos, assaltantes do dinheiro público, uma quadrilha como a do PT que assaltou a feriu de morte a Petrobras.


O que mais estranha nessa decisão é a demora. Fachin levou quatro anos para decidir, assistiu tudo que ocorreu em Curitiba de camarote, mesmo o STF, a sua casa, tenha criado jurisprudência em casos do gênero. Só corrobora para aumentar ainda mais a insegurança jurídica no País. A anulação, mesmo que tenha sustentação jurídica, é ruim para o País, porque Lula é, verdadeiramente, culpado das acusações do maior assalto aos cofres públicos da história nacional.


Canoniza, ministro! – Se Fachin acha que Lula é um santo, não ganhou triplex, sitio em Atibaia nem recebeu dinheiro sujo para montar o seu instituto então vai uma sugestão do blog: que canonize o ex-presidente. Triste povo brasileiro, que tem culpa no cartório: a corrupção política é apenas uma consequência das escolhas do povo. Não é a política que é corrupta, os políticos é que são e Lula é um deles para 83% dos brasileiros ouvidos em pesquisas, menos para Fachin, que o julga um santo.

@@@ - A manchete e a imagem não fazem parte do texto original.

DECISÃO ABSURDA DE FACHIN MOSTRA A QUE PONTO CHEGOU A PODRIDÃO DO STF...

 


Carlos Newton

A defesa do ex-presidente Lula da Silva diz ter recebido “com serenidade” a inusitada decisão proferida nesta segunda-feira pelo ministro Edson Fachin, que veio a acolher o habeas corpus impetrado em 3 de novembro de 2020 e reconheceu a incompetência da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba para julgar as quatro denúncias que foram apresentadas pela extinta “força-tarefa” da Lava Jato, consequentemente anulando todas as condenações até agora aplicadas.


Quem não pode receber “com serenidade” essa decisão é a opinião pública brasileira. A competência da Justiça Federal de Curitiba sempre foi óbvia, por se tratar de processos abertos a partir da delações premiadas das empreiteiras Odebrecht e OAS na Operação Lava Jato.


ARRANCOU A MÁSCARA – Mas o ministro Fachin deixou o carnaval passar, resolveu imitar o presidente Jair Bolsonaro e arrancou a máscara da face, para exibir ao respeitável público seu verdadeiro semblante, eivad0 de covardia, subserviência e servidão.


Essa incompetência do então juiz Sérgio Moro, segundo a própria defesa de Lula, foi denunciada desde a primeira hora e se viu desprezada por cinco anos em instâncias superiores, como o Tribunal Regional Federal, o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal.


Somente agora o trêfego bufão Fachin – não mais que de repente, como diria Vinicius de Moraes – decidiu reconhecer a incompetência da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, e seu pífio argumento é digno da Piada do Ano.


DISSE FACHIN – O ilustre relator se justificou de forma bisonha, bizarra e burlesca. Afirmou que a questão da competência já havia sido levantada “indiretamente” pela defesa, mas que esta foi a primeira vez que os advogados apresentaram um pedido que “reúne condições processuais de ser examinado, diante do aprofundamento e aperfeiçoamento da matéria pelo STF”.


Ora, ora, em nota oficial a defesa diz que esgrime esse argumento há cinco anos, em todas as instâncias, “desde a primeira manifestação escrita que apresentamos nos processos, ainda em 2016”. Mas o acrobático Fachin inventa que até agora a tese foi levantada apenas “indiretamente”?


DECISÃO INCOMPLETA – O pior de tudo é que, ao exercitar seu contorcionismo jurídico, Fachin esqueceu o principal. Sentenciou que o juiz Moro não tinha a competência, anulou tudo, mas não afirmou qual é Vara Criminal Federal que deve refazer o julgamento.


Vejam a que ponto de desfaçatez e falta de caráter chega esse tipo de magistrado. Em tradução simultânea, sua sentença apenas diz que Moro não é competente e manda os processos voltarem à primeira instância. Então é hora de perguntar a Fachin: “De qual Vara é a competência?”. Mas esse magistrado de fancaria só pode responder: “Não sei”. É isso que se extrai de sua decisão. Além disso, se as denúncias não envolviam a Petrobras, através da Odebrecht e da OAS, envolviam o quê?


Aguarda-se uma posição firme do presidente Luiz Fux, que precisa colocar para julgamento em plenário essa triste e vexatória decisão de Fachin, para mostrar que ainda há juízes em Brasília.

segunda-feira, 8 de março de 2021

O SEBOSO DE CAETÉS, CONSIDERADO O VÍRUS MAIS LETAL DA CORRUPÇÃO, ESCANDALOSAMENTE ESTÁ LIVRE, SOLTO, RINDO À TOA, BARRIGA CHEIA E PALITANDO OS DENTES...



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que tem cara de sacristão,  concedeu Habeas Corpus e declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar quatro processos que envolvem o ex-presidente e ex-presidiário, Luiz Inácio Lula da Silva: o do tripléx, o do sítio de Atibaia, o do Instituto Lula e o de doações para o mesmo instituto.


O ex-advogado do MST, Fachin,  declara a "NULIDADE" dos atos decisórios, inclusive do recebimento das denúncias contra Lula.


Os autos, agora, devem ser remetidos para a Justiça do Distrito Federal. E, segundo o ministro, caberá ao "juízo competente decidir acerca da possibilidade da convalidação dos atos instrutórios", no caso de depoimentos e coleta de provas.


A decisão, incrivelmente, acaba beneficiando o ex-juiz Sérgio Moro que deverá se eleger, tranquilamente, presidente da República o ano que vem.  


Os advogados do Seboso disseram  que ainda vão se manifestar sobre o caso.


CONFIRA A DECISÃO: 


"Ante o exposto, com fundamento no art. 192, caput , do RISTF e no art. 654, § 2º, do Código de Processo Penal, concedo a ordem de habeas corpus para declarar a incompetência da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba para o processo e julgamento das Ações Penais n. 5046512-94.2016.4.04.7000/PR (Triplex do Guarujá), 5021365-32.2017.4.04.7000/PR (Sítio de Atibaia), 5063130-17.2018.4.04.7000/PR (sede do Instituto Lula) e 5044305-83.2020.4.04.7000/PR (doações ao Instituto Lula), determinando a remessa dos respectivos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal. Declaro, como corolário e por força do disposto no art. 567 do Código de Processo Penal, a nulidade apenas dos atos decisórios praticados nas respectivas ações penais, inclusive os recebimentos das denúncias, devendo o juízo competente decidir acerca da possibilidade da convalidação dos atos instrutórios. Considerada a extensão das nulidades ora reconhecidas, com fundamento no art. 21, IX, do RISTF, declaro a perda do objeto das pretensões de duzidas nos habeas corpus 164.493, 165.973, 190.943, 192.045, 193.433, 198.041, 178.596, 184.496, 174.988, 180.985, bem como nas Reclamações 43.806, 45.948, 43.969 e 45.325. Junte-se cópia desta decisão nos autos dos processos relacionados, arquivando-os. Comunique-se a Presidência do Supremo Tribunal Federal, perante a qual tramita o ARE 1.311.925. Publique-se. Intime-se. Brasília, 8 de março de 2021.

NA VIDA, EXISTEM LIMITES PARA TUDO, MAS FLÁVIO BOLSONARO ULTRAPASSOU TODOS OS LIMITES

 



Carlos Newton

Na democracia, todos são iguais diante da lei e submetidos a limites, sem exceção. Séculos antes de Cristo, o filósofo grego Sócrates já ensinava que sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância. E o barão de Montesquieu, que doutrinou as bases do regime democrático, assinalava que “até a virtude precisa de limites”. Tanto tempo depois desses ensinamentos, a democracia brasileira passou a viver sem limites, nesse desgoverno liderado por Jair Bolsonaro.


O capitão-presidente realmente se comporta como se não fosse submetido a limites, vive num mundo à parte, no qual seus principais conselheiros não são os generais que o assessoram no Planalto.


TRÊS RECRUTAS ZERO – Nas lições da História, já houve muitos governantes que se apoiaram em conselheiros, como os Lourenço Médici com Maquiavel, Nicolau II com Rasputin e Luiz XIII com Richelieu. Governar pode até ser definido como “ouvir assessores e decidir”, não há novidade alguma.


O problema, no caso da atual conjuntura brasileira, é que o capitão-presidente despreza os experientes generais que o cercam e claramente prefere ouvir os filhos, que ele próprio rotula de recrutas e os identifica como Zero Um, Zero Dois e Zero Três, em homenagem às histórias em quadrinhos, e a família inteira segue os extravagantes conselhos do filósofo Olavo de Carvalho, uma espécie de guru de extrema-direita.


É claro, é óbvio, é evidente que um governo com essa hierarquia se posiciona de cabeça para baixo (ou de ponta-cabeça, como dizem em São Paulo). Isso não pode dar certo, porque recrutas não têm como comandar generais.


A COMPRA DA MANSÃO – O capitão-presidente demonstra claramente que não se preocupa com o interesse público. Suas preocupações principais são a reeleição e a anulação de inquéritos contra os filhos, que não têm a mínima condição de provar inocência e, para escapar da Justiça, dependem de tecnicalidades jurídicas e da boa vontade de magistrados desprovidos de caráter e dignidade.


O caso da compra da mansão pelo recruta Zero Um representa não somente uma afronta ao país, mas também a desmoralização dos generais que continuam a trabalhar no Planalto e não podem ficar eternamente fazendo olhar de paisagem, como se não estivesse acontecendo nada a seu redor.


Tudo na vida tem um limite. E a família Bolsonaro acaba de ultrapassar todos os limites, com a acintosa, indecorosa e insultuosa demonstração de enriquecimento ilícito.


DIZ LYA LUFT – Essa situação nos faz lembrar um pensamento da grande escritora gaúcha Lya Luft: “A crise da autoridade começa em casa, quando temos medo de dar ordens e limites ou mesmo castigos aos filhos. Estamos iludidos por uma série de psicologismos falsos. Muito crime, pouco castigo! Leis antiquadas, ou insuficientes. Assim chegamos a essa situação, como reféns em casa ou ratos assustados na rua”.


Lya Luft votou em Bolsonaro em 2018 e agora está arrependida, como tantos milhões de brasileiros. E ao contrário desses generais que se humilham diariamente perante o capitão-presidente, ela não se omite e faz questão de demonstrar seu desagrado.


###

terça-feira, 2 de março de 2021

O Rei das Rachadinhas Flávio Bolsonaro VERSUS o Ronaldinho dos Negócios, Lulinha...



Naquela intransponível crença nacional de que dois erros fazem um acerto, a mansão comprada por Flávio Bolsonaro, em Brasília, foi comparada ao triplex de Lula no Guarujá. Para o bem da Nação, contudo, é preciso medir alhos com alhos e bugalhos e com bugalhos. No caso, os bugalhos são Flávio e Fábio Luís Lula da Silva, primogênitos de Jair Bolsonaro e do Grande Timoneiro do PT, respectivamente.


Certo de que a Justiça divinamente superior garantirá o seu Estado de Direito privado, Flávio decidiu entrar para o vasto clube dos políticos e autoridades que adquirem imóveis de luxo com preços bem acima do que permitiriam os seus proventos declarados. Talvez aconselhado por homens retos e verticais, como o advogado Frederick Wassef e Fabrício Queiroz, de profissão indefinida, Flávio, o 01 do papai na política, cometeu a delicadeza de lavrar a escritura de compra do imóvel na aprazível cidade-satélite de Brazlândia, a 45 quilômetros do Plano Piloto. Já Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, praticou a cortesia de não comprar casa nenhuma. Alugou um apartamento de luxo em São Paulo do empresário Jonas Suassuna, aquele mesmo que emprestava metade do sítio em Atibaia para Lula e Marisa Letícia — a mesma Atibaia onde Wassef escondeu Queiroz, em outros quinhentos. Curiosamente, a casa de Flávio foi comprada por aproximadamente 6 milhões de reais, o mesmo valor do apartamento alugado por Lulinha, a preço de 2015.


Fábio Luís teve a mão profissional de Jonas Suassuna; Flávio contou com a seriedade e competência do presidente do Banco Regional de Brasília, Paulo Henrique Costa, apadrinhado do governador Ibaneis Rocha e cotado para presidir o Banco do Brasil. O primogênito de Jair Bolsonaro pagou à vista 3,1 milhão de reais pela mansão, apesar do seu patrimônio declarado em 2018 ser de 1,7 milhão, e convenceu, provavelmente a duras penas, o presidente do banco a lhe emprestar o restante. Está vendo aquele financiamento ali? Não? É porque foi a perder de vista. Está vendo aquela mansão que baixou de preço em tempos de valorização de imóveis?Senador atento às oportunidades é assim. Sem gastos com uma família construída por ele próprio, Carlos Bolsonaro não precisou de financiamento: pôde contentar-se com um apartamento de 470 mil reais, comprado à vista no ano passado na capital federal, em nome da mãe. Mas esse é outro bugalho, assim como Eduardo e Renan Bolsonaro.


Flávio é empresário no ramo do chocolate. Só não alcançou maior sucesso porque tem de dedicar aos interesses do povo brasileiro, questão de sacerdócio, e o setor chocolateiro anda muito rachado entre diversos competidores de maior peso. Sem o chamado vocacional para a política, embora tenha tentado entrar no negócios pela porta dos fundos, Fábio Luís é empresário nas adjacências do ramo dos jogos eletrônicos. Experimentou um sucesso fulgurante, tanto que Lula se referiu a ele como o seu Ronaldinho, mas as multinacionais gananciosas e impiedosas decidiram não mais admitir concorrência nacional. Seria preciso resolver isso aí, mas o governo liberal só se preocupa em subsidiar o preço do petróleo com dinheiro do pagador de impostos.


Em 2022, se tudo der certo para eles e errado para o Brasil, Jair Bolsonaro e Lula poderão incluir na disputa do segundo turno a história dos seus dois filhos mais velhos.  E culpar o Ministério Público e a imprensa independente pelo fato de ambos os rebentos terem tido as suas aptidões para os negócios colocadas em dúvida. O mercado também não anda fácil. Alhos com alhos, bugalhos com bugalhos, honestamente. (Fonte: O Antagonista).

segunda-feira, 1 de março de 2021