quarta-feira, 18 de setembro de 2019

terça-feira, 17 de setembro de 2019

O PETISMO NADA APRENDEU COM SEUS FRACASSOS


 JOSIAS DE SOUZA

O principal problema ético-político do PT é que o pedaço da sociedade que se desiludiu com o partido é incapaz de reconhecer nele disposição para evoluir. E a legenda é incapaz de demonstrá-la. Surgiram no final de semana duas novas evidências de que a rotina do PT virou um pesadelo do qual a direção partidária já não faz muita questão de acordar.

O PT emitiu nota oficial para rebater entrevista na qual o governador petista da Bahia, Rui Costa, ousou expor à revista Veja uma raridade no petismo: bom senso. De resto, o PT celebrou entrevista de Lula ao jornal argentino Página 12. Nela, o mártir petista recobriu-se de autoelogios. Enalteceu seus feitos no poder como se não houvesse roubalheira e Dilma Rousseff.

Rui Costa disse, entre outras coisas: 1) que o PT deveria apresentar "propostas concretas" em vez de "ficar só na negativa"; 2) que a adesão ao "Lula Livre" não deveria ser condição para a formação de uma frente oposicionista; 3) que o apoio incondicional ao regime bolivariano da Venezuela é "um problema". O partido não deu o braço a torcer.

Lula declarou: "Gerei 22 milhões de empregos, aumentei o salário mínimo em 75%. Disponibilizei 52 milhões de hectares de terra para fazer a reforma agrária. Fiz o maior programa social em toda história do Brasil. [...] Esse foi o crime que eu cometi."

O PT bateu bumbo como se confundisse memória fraca com consciência limpa. Apagou da lembrança horrores como o mensalão, o petrolão, a gestão empregocida de Dilma. Tudo isso está vinculado a Lula. Os escândalos têm raízes fincadas nos dois mandatos da divindade petista. É de autoria de Lula a lenda segundo a qual Dilma seria uma supergerente.

Embora o petismo ainda não tenha notado, o PT perde espaço na preferência do eleitorado há uma década. Lula prevaleceu em 2002 e 2006 com 61% dos votos válidos. Em 2010, Dilma foi enviada ao Planalto com 56%. Em 2014, Dilma amealhou 52%.

Na disputa de 2018, Fernando Haddad obteve 44,87% dos votos válidos. A derrota para Bolsonaro atrasou o relógio do PT para 1989, quando Lula amealhara 47% dos votos, perdendo para Fernando Collor, com 53%.

O eleitorado cobra do PT, em prestações, a fatura dos seus descalabros. Ainda que Haddad tivesse vencido, o partido precisaria parar de arrastar as correntes de Lula. Com a derrota, a legenda deveria se dedicar a uma fisioterapia política que lhe permitisse andar sem a sua muleta. Mas o petismo parece não ter aprendido nada com os seus fracassos.

A ELEIÇÃO INTERNA DO PT VIROU UMA GANDAIA COM ROUBO PRA TUDO QUANTO É LADO!!!


Sérgio Roxo

Denúncias de fraudes marcaram o processo de eleição interna do PT realizado no último dia 8. As acusações vão da presença de pessoas mortas nas listas de filiados que votaram ao transporte de eleitores em carro oficial, além da intimidação do trabalho de fiscais. Os petistas foram às urnas para escolher os presidentes dos diretórios municipais e os delegados que vão eleger os presidentes estaduais e o presidente nacional.

As supostas irregularidades aparecem em recursos apresentados por chapas que saíram perdedoras. Em São Paulo, Minas Gerais, Rio e Pernambuco, as fraudes teriam favorecido a Construindo um Novo Brasil (CNB), a corrente majoritária do partido. Os diretórios estaduais agora vão analisar as alegações apresentadas e decidir se serão realizadas novas eleições nas cidades que tiveram problemas.

“VERGONHA” – As denúncias de desvios de conduta em eleições internas do PT são recorrentes. Para um integrante da executiva nacional, porém, a quantidade constatada neste ano é “uma vergonha” para a legenda. Até 2013, o partido escolhia o seu presidente nacional por meio da votação direta dos filiados, mas o modelo está temporariamente suspenso, justamente por causa das queixas de irregularidades.

Em novembro, o PT vai reunir os 800 delegados escolhidos na votação de domingo para eleger o seu presidente nacional. A deputada federal Gleisi Hoffmann (PR) é candidata à reeleição para permanecer no comando da sigla e conta com o apoio do ex-presidente Lula.

CANDIDATOS – Até quarta-feira, dia 11, com 87% dos votos apurados, a CNB, corrente que apoia Gleisi, tinha 52% dos votos contra 13% da segunda colocada, a chapa composta pelas correntes Democracia Socialista (DS) e Militância Socialista. Além da atual presidente, devem se candidatar a presidente os deputados federais Paulo Pimenta (RS) e Paulo Teixeira (SP), e o professor Valter Pomar.

Em São Paulo, a chapa Lula Livre pela Renovação do PT, de oposição ao atual presidente Luiz Marinho (da CNB), pediu a impugnação da votação nas cidades de Tupi Paulista, Carapicuíba e Suzano. Eles dizem que há presença de mortos na lista de filiados que votaram. Em Suzano, também foi verificada a existência de cerca de 20 assinaturas similares na lista de votantes, segundo as denúncias. A chapa opositora ainda disse ter contatado por telefone cinco filiados que afirmaram não terem participado da eleição, apesar das confirmações de presença nos documentos oficiais.

AUDITORIA – Além das impugnações, foram pedidas auditorias em 31 cidades com participação de filiados acima da média estadual. Em Uirapuru, todos os 42 filiadores votaram. A média de comparecimento do estado foi de 23%. Dos 42 votantes, 39 escolheram a chapa da CNB e três votaram em branco.

Em Minas, um grupo de parlamentares, entre eles quatro deputados federais, apresentaram recurso com acusações de terem encontrado dificuldade para ter acesso às listas de votação. Disseram também terem sido impedidos de realizar a fiscalização da apuração porque a sede do partido no estado permaneceu fechada na manhã de quarta-feira. Na representação, os parlamentares escrevem que foram entregues atas de apuração e listas de presença de cidades que não participaram da eleição do dia 8.

FILIAÇÃO EM MASSA – Em Virginópolis, no interior do estado, a vereadora Maria Ângela Coelho acusa o deputado federal Reginaldo Lopes de ter promovido filiação em massa na cidade no último dia antes do prazo final para definir os participantes da eleição interna. No processo, teriam se filiado “inclusive eleitores bolsonaristas”. A direção municipal não deu anuência para as novas adesões.

Reginaldo Lopes nega as acusações e diz que a denúncia apresentada pelo vereadora já foi rejeitada pela cúpula do partido. “É mentira dela. Não aconteceu nada disso. Ela é que veio do PMDB e faz essas acusações infundadas”, afirmou. No Rio, o ex-deputado federal Wadih Damous, candidato a presidente do diretório estadual em oposição à CNB, se queixou de intimidação de fiscais e levantou suspeitas de compra de eleitores na cidade de Niterói.

” O que aconteceu em outros estados, aconteceu aqui também, o que mostra um determinado padrão ruim desse processo eleitoral interno. Houve casos de ameça de agressão física a fiscais de chapas de oposição. E tivemos relatos, que eu ainda não posso endossar, de pagamentos a eleitores. Está sendo apurado”, disse.

IMPUGNAÇÃO – Em Pernambuco, a chapa Força Militante, que tem como principal liderança a deputada federal Marília Arraes, pediu a impugnação da votação em boa parte das zonas de Recife e na cidade de Paulista. Na capital, foram encontradas cédulas em que o filiado era identificado com o nome, o que fazia com que o voto deixasse de ser secreto. Em Paulista, na região metropolitana, segundo a impugnação apresentada, eleitores foram flagrados sendo transportados em uma van que presta serviço para a secretaria de Educação da Prefeitura de Recife, que é administrada pelo PSB.

Os petistas da CNB trabalham por uma aliança com o socialistas na capital pernambucana na eleição do próximo ano. A secretária de organização do PT , Gleide Andrade, disse que as denúncias de irregularidades ainda não chegaram na executiva nacional porque os recursos ainda serão apreciados nos estados. “Efetivamente não tem nada. A nossa avaliação da eleição é a melhor possível. Tivemos votação em 4.800 municípios. Já apuramos 310 mil votos.  No dia da eleição, tudo foi muito tranquilo. Essas coisas que começam a aparecer precisam ser apuradas, tem que ver direitinho”, finalizou.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

O JORNALISTA PICARETA, ELIO GASPARI, VIVE NO MUNDO DA ILUSÃO DE SHERLOCK HOLMES E AGATHA CHRISTIE AO AFIRMAR QUE MORO É O CULPADO


Pedro do Coutto
No espaço que ocupa em O Globo e na Folha de São Paulo nas edições de domingo, com seu estilo esmerado, Elio Gaspari ingressou no universo do romance policial que tem Conan Doyle e Agatha Christie como maiores destaques. Na trilha de Sherlock Holmes e Hercule Poirot, o jornalista percorre minuciosamente horários nas conversas mantidas pelo ministro Sérgio Moro quando estava à frente do juízo de Curitiba e construiu o processo que culminou com a condenação do ex-presidente Lula, entre outros réus acusados de corrupção.
Gaspari diz que, antes porém, Sérgio Moro divulgou o telefonema entre Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, episódio que impediu a nomeação do líder do PT para a Chefia da Casa Civil.
ESQUECIMENTO  Gaspari, entretanto, esqueceu de dizer que o STF decidiu contra a posse do grande eleitor de Dilma Rousseff e responsável pela sustentação, até o limite do possível, da sua ex-candidata e sucessora no Palácio do Planalto.
Gaspari não leva em conta os resultados concretos da atuação de Sérgio Moro, não considerando um aspecto essencial: não fosse ele, o mar de corrupção teria continuado na praia da omissão e do silêncio conivente.
Mas falei no grampeamento do telefonema entre Lula e Dilma, o acontecimento hoje faz parte da história. Mas como no Brasil até o passado é imprevisível, nos dias atuais de fato a divulgação da conversa retirou o combustível numa estrada que transportaria o líder do PT à chefia da Casa Civil.
OUTROS DETALHES  Por trás da divulgação desses fatos de 2016, está a hipótese de anulação das sentenças do juiz então do Paraná não observa que a condenação de Lula foi ampliada pelo Tribunal Regional Federal nº 4, e, no lance subsequente reduzida pelo Superior Tribunal de Justiça. Portanto, anular uma das sentenças apenas revela o absurdo do projeto em curso, por diversas vezes nas últimas semanas levantado por Elio Gaspari. Assim, como poderia ser feita tal anulação?
O artigo de ontem não é um texto isolado, pelo contrário. O jornalista vem abordando a hipótese, como disse acima há algum tempo. Deixa a impressão que se assemelha à tese certa vez erguida pelo General Golberi do Couto e Silva que a utilizava para explicar um ponto comum de convergência para que fossem agudamente interpretado contextos políticos inesperados. Mas esta é outra questão.
CONTRADIÇÃO  Agora a questão essencial está em que, ao condenar as interferências telefônicas entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, o jornalista Elio Gaspari, para criticar Moro baseia-se num processo semelhante criado pelo site Intercept. Quer dizer, não vale articulação do atual Ministro da Justiça no episódio Lula, mas vale a interceptação do mesmo tipo praticada pela Intercept…
No raciocínio do jornalista, só é ilegítima a atuação do atual Ministro da Justiça. Para finalizar, uma observação que julgo importante para análise do conflito Sérgio Moro e Intercept. As gravações da Intercept foram realizadas em 2016. Qual o motivo da demora de três anos para sua divulgação? - A manchete e a imagem não fazem parte do texto original. - 

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

KIRK DOUGLAS: A ÚNICA LENDA MASCULINA VIVA DE HOLLYWOOD




Por Altamir Pinheiro

Já costuma dizer o CINÉFILO  George Batista que, “A cinefilia é uma espécie de confraria onde nem todos se conhecem, mas todos têm um ideal em comum”. Pois bem, no meu caso específico sou um cinéfilo diferenciado: só gosto mesmo de filme de faroeste, caubói ou bangue bangue. Adoro, e porque não dizer sou apaixonado por este gênero cinematográfico de peripécias movimentadas criado no país do Presidente Donald Trump e que relata as aventuras dos desbravadores do Oeste norte-americano, em pleno Século XIX. Começarei esta minha pequena e humilde confabulação com os leitores deste blog pelo ótimo intérprete do Oeste americano que é o lendário e centenário,  aindo vivo, o baixinho KIRK DOUGLAS. Nome artístico de Issur Danielovitch que  é um ator norte-americano de origem judaica. O veterano Douglas é amplamente considerado um dos melhores atores da história do cinema. É pai do talentoso ator MICHAEL DOUGLAS(hoje, com 74 anos).  Kirk Douglas é mais que uma lenda viva do cinema. Na verdade, ele é o último “Durão de Hollyood”. Não é à toa que, no próximo dia 9 de dezembro completará 103 anos de idade. Se a data já é histórica para qualquer ser humano, imagine para alguém que foi um dos principais galãs das telonas dos filmes faroestes. KIRK DOUGLAS é um dos poucos representantes vivos da famosa era de ouro de Hollywood.

Em dezembro de 2019, A imprensa cinematográfica mundial vai comemorar 103 anos de "um gigante", "uma lenda viva", "um monstro sagrado". O ator marcou a história do cinema com dezenas de papéis fascinantes, entre eles, Spartacus, como também o inesquecível marinheiro Ned, de Vinte Mil Léguas Submarinas e a espetacular película de faroeste intitulada O Último Pôr-do-Sol de 1961, donde, ele contracena com a exuberante Dorothy Malone e o magistral Rock Hudson(primeiro famoso a morrer de AIDS). O Último Pôr-do-Sol  é um filme que, se não é a maior maravilha em faroestes, ganha pontos por ser um western diferente, agradável, forte e muito bem feito.


Kirk Douglas é conhecido como o  Eterno Spartacus fez cerca de 100 filmes em sua carreira, mas nenhum o marcou tanto como aquele em que vive um escravo na Roma Antiga, Spartacus. Naquele ano de 1961, o Oscar foi para seu companheiro de elenco, o excelente Peter Ustinov, que levou a estatueta por seu papel como Batiatus. Douglas sequer chegou a ser indicado, mas sua figura máscula entrou para o imaginário dos fãs do cinema. No início dos anos 1960, ele já era um ídolo, mas nenhum personagem havia lhe dado tamanha popularidade mundial como aquele.

Kirk Douglas foi indicado três vezes ao Oscar de Melhor Ator, mas não levou nenhum. Ele concorreu por Campeão, em 1950, quando perdeu para Broderick Crawford com A Grande Ilusão. Voltou a concorrer em 1953 por Cativos do Mal, mas quem venceu foi Gary Cooper por seu trabalho em Matar ou Morrer. Por fim, Douglas entrou no páreo com sua elogiada atuação em A Vida Apaixonada de Van Gogh, em que vivia o pintor holandês, mas acabou derrotado por Yuri Brynner, por O Rei e Eu. O ator só veio ganhar o Oscar Honorário em 1996, pelo conjunto da obra.

Galã dos anos 50, esse tesouro chamado Kirk, com quase 103 anos, em aparição raríssima em Beverly Hills é um sobrevivente, tanto de um acidente de avião quanto de um derrame, e continua a ser uma lenda viva em plena superação dos  mais de 100 anos de idade, ao lado de sua esposa, Anne Buydens, também centenária(101). E como se isso tudo não bastasse, ele é pai de outro grande astro do cinema: o ator Michael Douglas. Kirk pertence a uma  época de ouro. Só se destacava quem tivesse talento. Hoje, com todos os efeitos especiais e tecnologia, não sabemos direito se o ator tem talento ou são os efeitos especiais que predominam. Kirk Douglas foi muito mais ator que Michael. Fez dezenas de papéis memoráveis. E, mesmo assim, Michael tem um Oscar e ele não. Coisas de Hollywood...

O ator que simboliza uma época  interpretou papéis que marcaram a história do cinema, certa vez ele  revelou em um texto especial escrito para a revista Closer Weekly, em 2016,  por ocasião do aniversário de 100 anos que sua segunda e atual esposa, Anne, que hoje é dona de preciosos  101 anos, tem sido a inspiração para superar as adversidades com o passar das décadas. longevidade que o astro atribui a um "maravilhoso casamento" de mais de seis décadas. Já o seu filho, Michael Douglas, afirmou:  "Ultrapassar a barreira do centenário  de idade certamente é um marco, mas os fatos são o que papai realizou em todo esse tempo. Para mim, sua resistência e tenacidade são as qualidades que mais se destacam. Me ensinou a dar o melhor em qualquer coisa que faça. Ele é o pacote completo".

Eis uma pequena e singular visão que tenho desta centenária modalidade de laser, predominantemente masculina. Acho que não conheço nenhuma mulher que diga "ADORO FAROESTE" ou que tenha o bom e velho western como seu estilo preferido, o que é uma pena. Considerado o cinema americano por excelência, o filme de cowboy tem uma importância para a história da sétima arte que muitas vezes passa despercebida. Um dos gêneros mais antigos do cinema americano, como já escreveram alguns historiadores, o bang bang ainda hoje é rotulado como "FILME PARA HOMEM" mas, se prestarmos  bastante atenção, vemos que não se trata apenas de um rostinho bom, mau ou feio e sim de um gênero que, além de fundamental para o cinema, também é um registro da história dessa grande  nação capitalista, democrática, onde lá as instituições funcionam muito bem e o estado democrático de direito é assegurado ao cidadão. Já na “ lei da bala” e no estado da “lei do faroeste” quem reinou  absoluto nos filmes onde Xerife é Xerife e estamos conversados, foram  os Papas  John Wayne e Kirk Douglas.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

A MARIDA DE VERDEVALDO ADORA UMA RACHADINHA

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Juliana Dal Piva e João Paulo Saconi
Um relatório enviado pelo Coaf ao Ministério Público do Rio dois dias depois de o site The Intercept Brasil começar a divulgar mensagens atribuídas a autoridades da Lava-Jato aponta que o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) fez “movimentações atípicas” de R$ 2,5 milhões em sua conta bancária entre 2 de abril de 2018 e 28 de março de 2019. Miranda é casado com o jornalista Glenn Greenwald, editor do Intercept.
A partir do documento, o Ministério Público do Rio abriu uma investigação sobre as movimentações de Miranda. Nesta terça-feira, conforme antecipou o colunista Lauro Jardim , a 16ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro, barrou a tentativa do MP de quebrar o sigilo fiscal e bancário do deputado.
DEPOIMENTOS – Em despacho de sete páginas que decretou o segredo de justiça do caso, o juiz Marcelo da Silva pede que o deputado e outras quatro pessoas, entre assessores e ex-assessores dele, sejam ouvidos antes de qualquer ação cautelar.  “Entendo prudente postergar a análise do pleito para o momento posterior à instauração do contraditório”, escreveu Silva.
Procurado pelo Globo, Miranda afirmou, através de sua equipe, que o cargo de deputado não é a sua única fonte de renda e, portanto, “as movimentações são compatíveis com sua renda familiar”. O deputado recebe R$ 33,7 mil de salário. Ele afirmou que depósitos fracionados detectados pelo Coaf vêm dessa outra fonte, uma empresa de turismo da qual é sócio com Glenn Greenwald. Ele, porém, não informou os serviços prestados pela companhia e, por meio de sua assessoria, disse que os demais esclarecimentos seriam prestados no Judiciário.
O relatório do Coaf sobre Miranda foi feito em meio a uma investigação que apurava supostas ilegalidades em gráficas no município de Mangaratiba, na região metropolitana do Rio, e não tem relação direta com ele. O deputado contratou os serviços de uma das empresas investigadas e, por isso, acabou tendo as movimentações financeiras em sua conta enviadas pelo Coaf ao MP.
ENTRADAS E SAÍDAS – No período analisado, o Coaf aponta que R$ 1,3 milhão entrou na conta corrente do parlamentar, registrada em uma agência do Banco do Brasil em Ipanema, na Zona Sul do Rio. As saídas da conta somaram R$ 1,2 milhão no mesmo período. A movimentação considerada atípica pelo órgão não significa que tenha sido identificada uma ilegalidade. O deputado alega receber na conta o salário de parlamentar e valores oriundos de uma empresa na qual é sócio com Greenwald.
O Coaf informa no relatório que considera “suspeita de ocultação de origem” uma série de depósitos de valores que giravam entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil, feitos em espécie. Os analistas do órgão destacam no relatório o fracionamento dos depósitos e também a existência de repasses de funcionários do gabinete ao deputado.
“RACHADINHA” – Quatro assessores e ex-assessores de Miranda também tiveram a quebra do sigilo pedida pela 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Capital ao Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) na 16ª Vara de Fazenda Pública, porque foram identificados depósitos deles na conta de Miranda.
Para investigadores, existe a suspeita de um esquema de “rachadinha”, de devolução de parte dos salários ao parlamentar. Os pedidos do Ministério Público de quebra de sigilo foram negados pela Justiça, ao menos até que os depoimentos sejam tomados.
Estão incluídos no pedido de quebra de sigilo Reginaldo Oliveira da Silva e Silvia Mundstock, que atualmente trabalham no gabinete de Miranda na Câmara dos Deputados, em Brasília. O trabalho de ambos foi iniciado em fevereiro deste ano, quando o parlamentar assumiu o mandato após a desistência do colega de partido, Jean Wyllys.
QUEBRA DE SIGILO O MP ainda pediu a quebra de sigilo fiscal e bancário de Camila Souza Menezes e Nagela Rithyele Pereira Dantas, que desde o início do ano estão lotadas na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nos gabinetes das deputadas estaduais Renata Souza e Mônica Francisco, ambas do PSOL, mesmo partido de Miranda. A investigação apura a “prática de improbidade administrativa”, delito da esfera cível.
Também foi aberta uma investigação sobre suposto crime de peculato e lavagem de dinheiro, mas, como Miranda é deputado federal, esse procedimento foi remetido da 24ª Promotoria de Investigação Penal para a Procuradoria-Geral da República, em Brasília.
Miranda nega irregularidades. À Justiça Eleitoral, ele declarou participar da sociedade da Enzuli Management (nos Estados Unidos) e da Enzuli Viagens e Turismo (no Brasil). O deputado é dono de 18,75% da companhia americana e de 1% da brasileira, e ambas também têm participação do jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil.
INCOMPATÍVEL – Ao pedir quebra de sigilo, o MP apontou a movimentação atípica de R$ 2,5 milhões e “possível evolução patrimonial incompatível com a do então vereador municipal”.
Na eleição passada,  em 2018, Miranda declarou à Justiça Eleitoral que era dono de um patrimônio de R$ 353,4 mil, dos quais quase 20% eram referentes a um carro e o restante a investimentos em renda fixa e quinhões de capital.  Já na eleição de 2016, o patrimônio declarado era de R$ 74.825,00.
O deputado também afirmou que “diante da ausência de provas e evidências sobre qualquer ilegalidade, não há dúvida de que (a investigação) é uma retaliação”. Para ele, “a suposição que motivou o pedido de quebra de sigilo não faz sentido” e “é óbvio que é uma resposta ao trabalho do The Intercept Brasil na cobertura da Vaza-Jato”.
Miranda vê as investigações como “uma perseguição via aparato estatal” e afirmou que está “providenciando os extratos da conta da empresa que originou os saques e correspondentes depósitos” e que está à disposição da Justiça.
DISSE GREENWALD  Na semana passada, em entrevista ao “Roda Viva”, da TV Cultura, Greenwald foi questionado sobre o caso que envolve o deputado. Aos entrevistadores, o jornalista disse que não vão existir evidências contra Miranda porque ele não cometeu crimes.
– Estamos totalmente tranquilos porque é uma mentira. É exatamente o tipo de jogo sujo que eles fazem e não vamos parar por causa disso — afirmou Greenwald.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

ROUBO DO LOBÃO: 908 MILHÕES DE REAIS (QUASE 1 BILHÃO) DEPOSITADOS EM DINHEIRO VIVO...


Chamou a atenção da Lava Jato os depósitos em dinheiro de quantias absurdas em contas da família Lobão.

Em janeiro de 2011, contou o procurador Roberson Pozzobom na coletiva para explicar a Operação Galeria, foi feito um depósito de 908 milhões de reais em uma conta: dinheiro vivo entrando em uma agência bancária.

Também foram feitos saques em espécie dessas contas — alguns deles, segundo a Lava Jato, por Rute Ribeiro da Silva, que trabalhava no gabinete de Edison Lobão.

Na coletiva para explicar a Operação Galeria, o procurador Athayde Ribeiro Costa lembrou o codinome de Edison Lobão nas planilhas de pagamentos de propinas: Edison Lobão, o Esquálido.


@@@ - Fonte: O Antagonista.

VERGONHA CAVALAR: ERROS JUDICIÁRIOS BENEFICIAM O BANDDIDO VACCARI, O ESCROTO PETRALHA QUE PREJUDICOU 8.500 BANCÁRIOS.



José Nêumanne

No fim da semana passada, uma série de medidas comuns, mas que demonstram o absurdo a que chega a impunidade no Brasil, mercê principalmente da cumplicidade de partidos e políticos com corruptos, estelionatários e outros delinquentes, descambou em grave erro judiciário. Só que, desta vez, ao contrário do mais notório do gênero no Brasil, O Caso dos Irmãos Naves, transformado em clássico do cinema brasileiro por Luís Sérgio Person, baseado em livro homônimo de João Alamy Filho, resultou em benefício do réu e em prejuízo de suas milhares de vítimas. O protagonista do feito é o bancário e dirigente político João Vaccari Neto. Suas vítimas são 8.500 colegas de ofício que viram economias de vidas inteiras, descontadas de seus salários, se desfazerem em pó.

Em 1996, o sindicalista Ricardo Berzoíni, que seria deputado federal, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e ministro das Comunicações no governo Lula, fundou a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop). O objetivo declarado era fazer com que a categoria profissional dispusesse de meios de financiamento de casa própria. O líder do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Gushiken, teve importância capital na criação e no crescimento do PT, do período sindical até o poder federal. Ele antecedeu Berzoíni na pasta, responsável por um dos maiores projetos de privatização no Brasil depois da Constituição de 1988. Sob sua subordinação, travou-se uma das disputas empresariais mais sujas da História da República, a “guerra das teles”. Ela foi deflagrada após a transferência acionária da estatal Telebrás para consórcios multinacionais, iniciada na gestão tucana e levada ao auge na petista. E chega ao desenlace inevitável agora com a falência anunciada da pretensa “supertele”, Oi.

Em 19 de agosto passado, resumi em post contendo comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado, intitulado Afilhados de Lula quebraram a Oi, o sórdido episódio. “Em 1943, Getúlio Vargas atendeu a um pleito exclusivo de seu às vezes desafeto e às vezes aliado Assis Chateaubriand e criou uma lei para garantir o pátrio poder do “Velho Capitão” sobre a filha fora do casamento. A lei passou, Chatô teve o que queria e o texto entrou na História como Lei Teresoca. Em 2008, Lula fez o Congresso aprovar uma lei só para garantir aos compadres Carlos Jereissati e Sérgio Andrade o comando do que o marketing do PT apelidou de “supertele” brasileira. Virou a Lei Telezoca. Em fevereiro de 2020, 12 anos depois, a Oi faliu e a solução seria cassar-lhe a concessão e pô-la em leilão. Mas o governo Bolsonaro o fará?” Eis a questão reaberta.

Eis que, como toda safadeza sem solução, esta se desdobrou em algo mais pernicioso para o País e mais rendoso para os picaretas que a empreenderam. Conforme registro no Wikipedia, “a Bancoop vem sendo investigada pelo Ministério Público desde 2007, por acusações de lavagem de dinheiro, superfaturamento e desvio de recursos. Um dos indícios da malversação é a situação financeira da empresa. Outrora uma das mais importantes construtoras de imóveis do Estado de São Paulo, com mais de 15 mil cooperados, e mesmo tendo recebido vultosos aportes financeiros, somando mais de R$ 40 milhões a partir de 2003, por parte de fundos de pensões controlados por pessoas ligadas ao PT, transformou-se numa empresa com um déficit estimado em mais de R$ 100 milhões.” Uau!

Com Berzoini instalado nos cargos de direção do PT, entrou neste conto de terror para os bancários lesados outro bruxo. Segundo a revista Veja de 10 de março de 2010, o MP paulista teve autorização da Justiça para acessar mais de 8 mil páginas de registros de transações bancárias realizadas pela Bancoop entre 2001 e 2008. De acordo com a reportagem, em 2002 empreiteiros que prestavam serviços à cooperativa teriam de emitir notas frias em seu favor, os diretores das empreiteiras descontavam os cheques, recebidos como pagamento pelos serviços inexistentes, e repassavam os valores ao técnico em edificações Hélio Malheiro, que depositava o dinheiro em agência de um grande banco. E o na época presidente da entidade Luiz Malheiro, que mandava sacar o dinheiro, então entregue ao na época sindicalista João Vaccari Neto para bancar a campanha de Lula à Presidência da República, em 2002.

O escândalo aumentou mais depois da posse do petista, quando João Vaccari Neto passou a contabilizar as propinas das empreiteiras para o PT e seus chefões, ele inclusive. O ex-tesoureiro, apontado como principal operador de propinas do PT na Petrobrás, foi condenado pelo juiz Sergio Moro, da 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, a 45 anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF 4) baixou-a para 37 anos e quatro meses.

Em agosto último, a Justiça Federal do Paraná aceitou um pedido da defesa de Vaccari e reduziu 24 anos de sua pena total. O benefício foi possível mercê de indulto concedido pelo ex-presidente Michel Temer, do MDB. Sucessor de Dilma Rousseff, do PT, após impeachment dela. O indulto seria confirmado em maio por sete votos a quatro pelo Supremo Tribunal Federal e foi pioneiro por beneficiar presos por crimes de colarinho branco, como corrupção e peculato, entre eles Vaccari.

A decisão da Justiça do Paraná permite que o ex-tesoureiro passe a cumprir a pena em regime semiaberto com tornozeleira eletrônica. Pela lei, os presos neste tipo de regime podem sair da prisão durante o dia para trabalhar, mas voltam à noite para dormir. Vaccari ficará na casa de um tio que mora em Curitiba e trabalhará na sede paranaense da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da qual foi dirigente nacional. No local, segundo o site Buzzfeed, já trabalha outro ex-tesoureiro petista, Delúbio Soares, que foi condenado na Lava-Jato e cumpre pena no regime semiaberto.

Além das cinco ações penais julgadas em Curitiba, Vaccari responde a outras quatro ações que podem levá-lo de volta à prisão. Em nota, a defesa do petista disse que a decisão foi justa. “Vaccari faz jus à concessão deste benefício e, mais uma vez, reitera sua confiança na Justiça”, diz.

Em vídeo divulgado em redes sociais de deputados de seu partido, Vaccari agradeceu ao apoio que teve de toda a militância do PT nos quatro anos e quatro meses em que esteve preso “por injustiça do juiz Sergio Moro”. E pontificou ainda: “Tudo o que nós fizemos foi respeitar a lei e, acima de tudo, cumprir a vontade do partido. E também a vontade política da sociedade brasileira”. Mostrando-se fiel ao cinismo e à débil memória do líder e inspirador Lula, que também cumpre pena, ele tratou os ditames do chefe e do partido como se superassem a Constituição e tivessem dom de verbo divino. E omitiu as derrotas do PT e da esquerda nas duas últimas eleições, além de suas nada confortáveis perspectivas para as próximas.

O fato de não ter recorrido a delação premiada para reduzir a pena inicial, mas contando apenas com sua capacidade de resistência à prisão e a leniência dos legisladores comprometidos com as práticas pelas quais foi condenado, o tornou uma espécie de herói. Compartilha essa condição de mártir da causa socialista com outro membro da cúpula partidária, José Dirceu de Oliveira, que, como ele, teria muito a delatar, mas preferiu contar com as brechas de um sistema judicial com consistência de peneira larga. Por isso, não sofreu as reprimendas assacadas pelos petistas presos ou ameaçados de prisão a outro comandante da nau pirata petista, o ex-ministro da Fazenda de Lula e chefe da Casa Civil de Dilma, Antonio Palocci, que tem feito revelações retumbantes a respeito da participação dos ex-presidentes Lula e Dilma nas decisões da roubalheira do mensalão e do petrolão. Outro personagem deste erro judiciário que vitimou milhares de famílias de poupadores, Luiz Gushiken, que viveu os últimos dias de sua vida como se fosse um monge budista numa chácara, não teve de enfrentar as mesmas situações vexatórias do ex-presidente nacional da sigla, José Genoino. E ainda teve suas virtudes e lisura desfiadas em discurso laudatório e fictício da lavra do então relator da Ação Penal 470, Ricardo Lewandowski, que, como amostra máxima da inconsistência das altas instituições judiciárias, ainda presidiria o STF e, nessa condição, o impeachment de Dilma Rousseff, em cujo benefício cometeu a suprema desfaçatez de rasurar a Constituição.

@@@ - O manchete e a imagem não fazem parte do texto original.


MAIS UM MINISTRO DE LULA E DILMA VAI PARAR NA CADEIA


Nesta terça-feira (10), estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão para aprofundar investigações sobre esquemas de corrupção e de lavagem de dinheiro relacionados à Transpetro, subsidiária da Petrobras, e à Usina Hidroelétrica de Belo Monte. As investigações apontam que, ao menos entre 2008 e 2014, Edison Lobão e Márcio Lobão solicitaram e receberam propinas dos Grupos Estre e Odebrecht da ordem de 50 milhões de reais. Evidências dão conta de que os atos de lavagem se estendem até 2019.

Além dos crimes de corrupção relativos à participação da Odebrecht no contrato de construção da Usina de Belo Monte, objeto de acusação anterior pela força-tarefa Lava Jato (ação penal no 5036513-15.2019.404.7000), a operação investiga benefícios em mais de 40 contratos, cujo valor chega a cerca de R$ 1 bilhão, celebrados pelas empresas Estre Ambiental, Pollydutos Montagem e Construção, Consórcio NM Dutos e Estaleiro Rio Tietê.

Em ambos os esquemas criminosos as provas indicam que as propinas foram entregues em espécie em escritório advocatício ligado à família Lobão, localizado no Rio de Janeiro. Nesse sentido, foram obtidos depoimentos de colaboradores, registros de ligações e reuniões entre os investigados, e registros em sistemas de controle de propinas.

As medidas cautelares cumpridas hoje também objetivam aprofundar possíveis operações de lavagem de dinheiro capitaneadas por Márcio Lobão. O esquema investigado inclui aquisição e posterior venda de obras de arte com valores sobrevalorizados, simulação de operações de venda de imóvel, simulação de empréstimo com familiar, interposição de terceiros em operações de compra e venda de obras de arte, e movimentação de valores milionários em contas abertas em nome de empresas offshore no exterior. No período das transações foi possível verificar um incremento em seu patrimônio de mais de R$ 30 milhões.

Por isso, também são alvo dos mandados de busca e apreensão endereços de galeria de arte e de agentes financeiros que atuavam perante bancos, a exemplo do Julius Bär, gerindo contas de Márcio Lobão no exterior.

As fortes evidências do envolvimento de Márcio Lobão, por longo período, em diversas operações de lavagem de capitais e em crimes de corrupção relacionados a diferentes obras públicas e grupos empresariais, bem como os indicativos de que permanece, ainda em 2019, praticando atos de lavagem de dinheiro, motivaram a decretação da prisão preventiva. A medida revela-se imprescindível para garantir a ordem pública e econômica, evitando-se a continuidade e a reiteração criminosa, bem como para garantir a aplicação da lei penal.

Segundo o procurador da República Deltan Dallagnol, “a Lava Jato continua rompendo a aura de intocabilidade de poderosos. A equipe segue unida e, enquanto for possível, prosseguirá seu trabalho”. - Fonte: O Antagonista. - 
PAI E FILHO BOTARAM NO PÉ DO CIPA 50 MILHÕES DE PROPINAS COM ANUÊNCIA TANTO DO BANDIDO LULA QUANTO DA TERRORISTA DILMA.

O SEBOSO DE CAETÉS ROUBOU O BRASIL PARA OS FILHOS, IRMÃO, MULHER, AMANTE, MINISTROS, PARTIDO, APANIGUADOS, ONG's, MST E SINDICATOS.


Bruna de Pieri
O ex-presidente Lula e seu irmão, Frei Chico, foram denunciados pela Força Tarefa da Lava Jato em São Paulo por corrupção passiva.
De acordo com o Ministério Público Federal, entre 2003 e 2015, Frei Chico recebeu R$ 1.131.333,12 por meio de “mesada” que variou de R$ 3 mil a R$ 5 mil e que era parte de um pacote de vantagens oferecidas a Lula em troca de benefícios do governo federal para a Odebrecht.
Os donos da empresa, Emilio e Marcelo Odebrecht, e o ex-diretor, Alexandrino de Salles Ramos Alencar, também foram denunciados, mas por corrupção ativa.
Sindicalista militante, Frei Chico (que teria sido quem levou Lula ao sindicalismo) iniciou uma relação com a Odebrecht ainda nos anos 90, segundo o MPF.
No início daquela década, estava em curso o Programa Nacional de Desestatização, que sofreu forte resistência dos trabalhadores do setor. Ao todo, 27 químicas e petroquímicas estatais federais foram vendidas.
Como a Odebrecht participava do setor e estava com problemas com sindicatos, o então presidente da companhia, Emilio, quis se aproximar de Lula, que sugeriu contratar Frei Chico como consultor para intermediar diálogo entre Odebrecht e trabalhadores. Também participava das reuniões o ex-executivo da companhia Alexandrino Alencar.
Frei Chico então foi contratado e passou a ser remunerado por uma consultoria prestada para a Odebrecht junto ao meio sindical.
Com a eleição de Lula em 2002, a empresa entendeu por bem rescindir o contrato da consultoria prestada por Frei Chico, até porque, na época, a privatização do setor petroquímico já havia se consolidado e seus serviços não eram mais úteis.
No entanto, decidiu manter a para não perder a relação “favorável” com interesses da companhia. Os pagamentos começaram em janeiro de 2003, no valor de R$ 3 mil, em junho de 2007 passaram a ser feitos de R$ 15 mil a cada três meses (R$ 5 mil/mês), e cessaram somente em meados de 2015, com a prisão de Alexandrino pela Lava Jato.
O MPF aponta que, ao contrário do que acontecia com a remuneração pela consultoria prestada por Frei Chico até 2001, a mesada que começou a receber em 2002 era feita de forma oculta, por meio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, responsável por processar os pagamentos de propina feitos pela companhia.
Os novos pagamentos eram tratados de forma especial, porque, embora houvesse ordens da empresa para que diretores não transportassem valores, Frei Chico recebia pagamentos pessoalmente das mãos de Alexandrino, para não haver risco de exposição à Lula, beneficiário indireto da mesada.
Estes pagamentos ocultos foram, inicialmente, autorizados por Emílio, e foram mantidos por decisão de Marcelo, mesmo com o término do mandato de Lula, em 2010.
De acordo com a denúncia, os pagamentos a Frei Chico eram feitos em razão do cargo de Presidente da República, então ocupado por Lula e, assim como outras vantagens por ele recebidas, visavam à obtenção, pela empresa, de benefícios junto ao governo federal.
Marcelo Odebrecht, em seu depoimento, lembrou que a Petrobrás poderia atrapalhar seus negócios no setor petroquímico desequilibrando, de diversas formas, o mercado ao favorecer uma empresa em detrimento de outra.
Em seu interrogatório, Frei Chico admitiu que recebeu pagamentos da Odebrecht, alegando que as consultorias que prestava continuaram depois de 2003. Porém, mesmo dada oportunidade, não apresentou quaisquer provas nesse sentido.
PUNIÇÃO
Os crimes de corrupção passiva e corrupção ativa têm pena de 2 a 12 anos de prisão e multa. Na modalidade continuada, as penas podem ser aumentadas de um sexto a dois terços. Ou seja, se condenados, Lula e Frei Chico poderão receber sentenças de 2 anos e 4 meses a 20 anos de prisão.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

LULA E IRMÃO DENUNCIADOS PELA LAVA JATO POR "MESADAS" E "FAVORES"


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu irmão Frei Chico foram denunciados pela força-tarefa da Lava Jato em São Paulo por corrupção passiva continuada. Segundo o Ministério Público da União (MPU), Frei Chico teria recebido R$ 1,131 milhão por “mesadas”entre R$ 3 mil e R$ 5 mil para vantagens indevidas da Odebrecht em favor de Lula, em troca de benefícios junto ao governo federal. Os empresários Emilio e Marcelo Odebrecht, e o ex-diretor da companhia Alexandrino de Salles Ramos Alencar também foram denunciados, mas por corrupção ativa continuada.

De acordo com a denúncia, o relacionamento de Frei Chico com a Odebrecht começou ainda nos anos 1990. Em 2002, com a eleição de Lula, a companhia rescindiu um contrato com uma consultoria prestada pelo irmão de Lula, mas manteve uma "mesada" a Frei Chico. "Os pagamentos começaram em janeiro de 2003, no valor de R$ 3 mil, em junho de 2007 passaram a ser feitos R$ 15 mil a cada três meses", destaca denúncia contra o ex-presidente e o irmão de Lula. O fim das transferências teria ocorrido apenas em 2015, com a prisão de Alexandrino no âmbito da Lava Jato. Nos últimos meses, Lula vem tentando levar a julgamento no STF a suspeição das denúncias da Lava Jato. (Gazeta do Povo).

LULA ROUBAVA COM OS FILHOS, AGORA É COM O IRMÃO: FAMÍGLIA UNIDA ROUBA UNIDA...


Na denúncia contra Lula e Frei Chico, o MPF-SP diz que a mesada paga pela Odebrecht ao irmão do ex-presidente fazia parte de um “pacote de vantagens indevidas” aceitas pela dupla. Entre os outros itens do pacote, estão as reformas no sítio de Atibaia (SP), pagamentos por palestras e uma doação de um terreno para o Instituto Lula. A construtora desembolsou um total de R$ 1,1 milhão entre 2003 e 2005 para Frei Chico, que recebia pagamentos mensais em dinheiro vivo das mãos do ex-diretor Alexandrino Alencar. Em troca, a Odebrecht mantinha a proximidade com Lula para obter favores como edição de medidas provisórias (como a do Refis da Crise), a venda do Parque da Cidade e o programa de desenvolvimento de submarinos (Prosub). - Fonte: O Atagonista. - 

MAFIOSAMENTE, LULA SUGERIU QUE EMÍLIO ODEBRECHT CONTRATASSE FREI CHICO PARA IMPEDIR GREVES


A denúncia contra Lula e Frei Chico também narra que o irmão do ex-presidente foi contratado pela Odebrecht quando o PT nem estava no poder, nos anos 90. O próprio Lula sugeriu a Emílio Odebrecht que chamasse Frei Chico para prestar um serviço de “consultoria sindical” — o objetivo era frear greves e protestos contra o programa de privatizações do setor petroquímico, na qual a empresa começava a atuar. Segundo o MPF, os serviços foram efetivamente prestados, mas a construtora continuou pagando Frei Chico depois de 2003, quando Lula assume a Presidência, para manter a boa relação e obter favores do governo. “Ao contrário do que ocorria com os citados pagamentos por serviços de consultoria (feitos, como visto, por vias ordinárias de transferência bancária ou cheque), esta “mesada” recebida por FREI CHICO não apenas era paga em espécie, como ainda era processada pelo denominado “Setor de Operações Estruturadas” do Grupo ODEBRECHT , sabidamente idealizado e colocado em funcionamento para realizar pagamentos, do modo mais discreto possível, de propinas a agentes públicos”, diz trecho da denúncia. - Fonte: O Antagonista. -

LULA E FREI CHICO FORAM DENUNCIADOS POR TRAPAÇAS: IRMÃOS METRALHA DA VIDA REAL



O MPF registra na denúncia contra Lula e Frei Chico que, nas planilhas de propina da Odebrecht, o irmão do ex-presidente era identificado como “METRALHA”. “FREI CHICO até mesmo tinha um codinome próprio, “METRALHA”, no já rumoroso Sistema Drousys (utilizado para organizar as demandas de propina daquele Setor), de modo a receber tal “MESADA” de forma oculta, sem ficar exposto.” O codinome também foi encontrado ao final de uma sequência de e-mails entre os executivos do grupo para tratar da mesada paga a Frei Chico para manter Lula próximo.







ANTONIO DI PIETRO, LÍDER DA OPERAÇÃO MÃOS LIMPAS(ITÁLIA), DIZ QUE ATAQUES A LAVA JATO TENTAM DESVIAR A ATENÇÃO PÚBLICA



Katna Baran/Folha

Enquanto atuava no julgamento da Lava Jato, o  então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, citava o exemplo da investigação italiana Mãos Limpas, da década de 1990. Para ele — e toda a força-tarefa da operação — a missão era não deixar que o exemplo italiano, onde o combate à corrupção não se replicou no cenário político, se repetisse no Brasil. Uma das inspirações de Moro era o magistrado do Ministério Público (equivalente a um procurador brasileiro) Antonio Di Pietro. Hoje, o italiano diz ver a história de seu país se replicar. “Estão criando um movimento de desinformação para tentar tirar a atenção das pessoas”, afirmou à Folha na última quarta-feira, dia 4, em Curitiba, onde participou de um evento sobre compliance.

Atualmente advogado, assim como Moro, Di Pietro largou a carreira de procurador para se tornar político. Foi ministro, deputado e senador. Há seis anos afastado, diz nos bastidores que não pretende retornar, pois o fez como “serviço, não profissão”. Sobre o possível destino do brasileiro, acredita que pode ser o mesmo que o seu: o jurista foi alvo de mais de 200 processos partindo dos seus antigos investigados. Apesar da previsão, Di Pietro não vê ilegalidades nas conversas entre a força-tarefa da Lava Jato divulgadas pela imprensa, mas um crime na sua obtenção e divulgação. “Mas o jornalista não deve ser punido”, ressalta.

A LAVA JATO SE APROXIMA CADA VEZ MAIS DA MÃOS LIMPAS. O QUE FICA PARA O SENHOR?

Deve ficar que as investigações judiciárias devem ser tuteladas e não deslegitimadas, boicotadas, com o objetivo de desviar a atenção pública daqueles que cometeram os crimes para os que perseguiram os criminosos. Fico muito triste de saber que, no Brasil, assim como na Itália, estão criando um movimento de desinformação para tentar tirar a atenção das pessoas e confundir as avaliações dos cidadãos.

PARA O SENHOR A PAUTA CONTRA SUPOSTOS ABUSOS DA JUSTIÇA SUBSTITUIU A PAUTA ANTICORRUPÇÃO?

Aqui também estão recorrendo à acusação de abuso nas investigações. O crime que cometeram não pode ser justificado por acusações não comprovadas. Também fui acusado de abuso, mas fiz tudo com boa-fé. Acusar um juiz de ter cometido abusos serve para tirar a atenção da opinião pública e deslegitimar a investigação. Quando é acusada de um crime, a pessoa tem que mostrar que não cometeu, não que não gosta do juiz. É muito sem-vergonhismo.

COMO O EX-JUIZ SERGIO MORO, O SENHOR TAMBÉM FEZ PARTE DA POLÍTICA. COMO O SENHOR VÊ ESSE CENÁRIO? HÁ ACUSAÇÕES DE QUE ELE USOU A LAVA JATO PARA SE PROJETAR POLITICAMENTE.

Cada um tem direito, e o Sergio Moro também, de deixar de ser juiz para se tornar jogador de futebol. Obviamente, deve respeitar a credibilidade da função. Se Moro não tivesse renunciado da magistratura, não teria compactuado com sua escolha. Mas ele renunciou, então não vai poder voltar nunca mais. É uma escolha legítima. Ele deve ser avaliado pelo que fez como juiz. Vejo como uma “forçação” dizer: “como agora ele é um político, quer dizer que ele não foi bom juiz”.

ELE TEM SOFRIDO CRÍTICAS ASSIM COMO O SENHOR NA ITÁLIA. COMO VÊ O DESTINO DELE?

É o destino que a minha irmã me disse quando estava preocupada com os ataques. A mesma mensagem gostaria de deixar para Moro: “Faça o teu dever e pague as consequências”.

QUE CONSEQUÊNCIAS?

Sofri mais de 200 processos. Tive que colocar em risco minha família, a minha vida. Ainda hoje tenho muitos inimigos que me acusam de uso político da Justiça.

O SENHOR CHEGOU A FAZER MEA-CULPA DE ALGUNS ERROS, PRINCIPALMENTE EM RELAÇÃO À POLÍTICA?

NÃO FIZ MEA-CULPA. Acho que, como qualquer ser humano, posso ter errado. Mas o mea-culpa significa que fiz uma coisa que sabia que não deveria fazer. Cada vez que fiz uma coisa, fiz com a intenção de fazer o certo.

O SENHOR FALOU DA IMPARCIALIDADE DO JUIZ. AS CRÍTICAS EM RELAÇÃO À LAVA JATO SÃO JUSTAMENTE NESSE SENTIDO

Quando for possível ser imparcial em senso objetivo, significa que teremos chegado à imparcialidade matemática. Gostaria que isso fosse o objetivo. Às vezes o resultado de uma ação não é imparcial, mesmo com boa-fé. Acho isso escusável porque há um limite humano. O que não posso escusar é que se atue de maneira parcial por interesse.

O SISTEMA JURÍDICO BRASILEIRO E ITALIANO SÃO DIFERENTES. AQUI TEMOS UM ÚNICO JUIZ, NA ITÁLIA EXISTE A FIGURA DO JUIZ-ACUSADOR. O SENHOR DEFENDE QUAL MODELO?

Quando se diz que Moro trocava mensagens com [o chefe da força-tarefa, procurador Deltan] Dallagnol, na Itália isso está na lei. Claro que, se trocam mensagens para fazer ilícitos, a coisa muda. Na Itália, terminadas as investigações, o juiz encerra o trabalho e decide arquivar o caso ou mandar ao tribunal, outro juiz vai começar tudo do zero. Aqui no Brasil esse juiz emite a sentença também. Os prós [do modelo brasileiro] são que o juiz que seguiu a investigação conhece bem o dossiê. O juiz italiano tem muito menos informações. No caso italiano, há uma imparcialidade mais objetiva. Os dois modelos têm necessidades de revisão. Aqui [Brasil] há processos muito longos. Na Itália estamos discutindo a adoção do modelo brasileiro. Uma hipótese é de o juiz que acompanhou a investigação avaliar com um colegiado.

DO QUE O SENHOR ACOMPANHOU DAS MENSAGENS QUE FORAM DIVULGADAS ENTRE MORO E DELTAN E OS PROCURADORES DA LAVA JATO, NÃO VIU NENHUMA ILEGALIDADE?

Vi uma grande ilegitimidade, um grande crime, na obtenção não autorizada do conteúdo das conversas. É uma operação criminal. Quando uma informação é obtida de forma criminal não deveria ser feito nenhum uso dela. Claro que, às vezes, por meio de uma informação, sabemos de coisas que nunca saberíamos. Mas se tivéssemos que aceitar a equação de que deve ser permitida uma ação criminosa para descobrir fatos interessantes para a opinião pública, vamos acabar legitimando crimes de todos os tipos. Outra coisa é a figura dos jornalistas. Jornalista não deve cometer crimes, mas tem o dever de informar.

ENTÃO O SENHOR CONCORDA QUE AS INFORMAÇÕES TÊM QUE SER DIVULGADAS?

Não concordo com a divulgação, mas concordo que o jornalista não deve ser punido. É ilegal a obtenção do material e a divulgação. Mas o jornalista não deve ser punido porque tem o dever dele de informar amparado pela Constituição. Ele é o ouvido e a voz do povo.

MORO INDICOU A DELTAN POSSÍVEIS TESTEMUNHAS PARA UM CASO. ISSO NÃO É UMA ILEGALIDADE?

Quando trabalhava no Ministério Público, tive centenas de indicações do meu juiz. A colaboração, mesmo informal, é oportuna. Claro que a relação entre juiz e Ministério Público não tem que visar inventar uma notícia falsa ou criar um crime que não existe, mas procurar a verdade.

OBSERVANDO OS CASOS LAVA JATO E MÃOS LIMPAS, O SENHOR ACREDITA HOJE QUE O JUIZ TEM QUE PENSAR NAS CONSEQUÊNCIAS POLÍTICAS DOS SEUS ATOS?

Não. É absurdo. O magistrado é como um coveiro, chega quando o crime já foi cometido. Na frente do cadáver, o magistrado não pode fazer de conta que não viu.

ALÉM DE SEREM PARECIDAS AS OPERAÇÕES, AS CONSEQUÊNCIAS POLÍTICAS SÃO PARECIDAS. O QUE FALTA PARA QUE A PAUTA ANTICORRUPÇÃO SAIA DO JUDICIÁRIO E CHEGUE À POLÍTICA?

É uma reflexão que também faço como cidadão. Mas existe só um modo: não cometer crime. Tem que se olhar, mas para a educação, para a prevenção. Está sendo relançada a ideia de ética nos negócios. Isso é uma revolução cultural.

RAIO-X:

Antonio Di Pietro, 69, atuou como procurador na operação Mãos Limpas, investigação que mirou políticos da década de 1990 na Itália e inspirou a Lava Jato no Brasil. Formado em Direito, seguiu para a política: foi ministro e eleito deputado e senador. Chegou a responder processos por corrupção passiva. Em 2000, fundou o partido de centro-esquerda Itália dos Valores, que dirigiu até 2014. Hoje se dedica à advocacia.