quarta-feira, 5 de junho de 2019

LULA MAIS UMA VEZ SERÁ HUMILHADO POR TER QUE USAR TORNOZELEIRA ELETRÔNICA



Josias de Souza

 

A progressão de regime prisional seria um benefício para qualquer condenado, não para Lula. No caso do presidiário mais ilustre da Lava Jato, a migração da tranca para o semiaberto, na bica de acontecer, REPRESENTARÁ UMA NOVA HUMILHAÇÃO.  Por coerência, Lula deveria recusar o refresco, pois declarou que NÃO deixaria a prisão senão depois do reconhecimento de sua inocência. Sairá como um CORRUPTO DE TERCEIRA INSTÂNCIA corrupto de terceira instância que já cumpriu um sexto de sua pena.

 

Foi esse o ponto de vista defendido pela subprocuradora Áurea Pierre em parecer enviado pelo Ministério Público Federal ao Superior Tribunal de Justiça. Lula PUXAVA uma cadeia de 12 anos e um mês. Mas a pena foi reduzida para 8 anos e 10 meses. Por isso o relógio da progressão do regime foi adiantado.

 

Lula mandara dizer que não autorizaria seus advogados a pleitearem nada que não fosse a restauração de sua alegada ausência de culpa. Era, naturalmente, mais uma lorota. A defesa reivindica não o semiaberto, mas o regime aberto. Escora o pedido na alegação de que não há prisão capaz de assegurar a segurança do ex-presidente para sair e retornar diariamente.

 

"Não trocarei a minha liberdade pela minha dignidade", disse Lula à Folha e ao El Pais. Ao usufruir da progressão do regime, Lula trocará a conversa fiada pelo reconhecimento tácito da legitimidade da investigação, da denúncia, da ação penal, do julgamento e da sentença que o condenou.

 

Para complicar, é muito provável que Lula não consiga usufruir da nova condição por muito tempo. Vem aí a confirmação no TRF-4 da sentença condenatória referente ao caso do sítio de Atibaia.




terça-feira, 4 de junho de 2019

LULA PRESO, ETERNAMENTE....


Guilherme Fiuza
E o mistério permanece: as manifestações em defesa da educação, que voltaram a acontecer, ofereceram um variado cardápio que foi de LULA LIVRE a agressão de jornalista. Teve algumas fogueiras também. Isso talvez tenha sido uma homenagem ao incêndio do Museu Nacional, destruído pela incúria da UFRJ – instituição altamente partidarizada ao longo dos anos, portanto um evidente modelo educacional.
Quando você vê na rua militantes do PT, da CUT, do PSOL e cia, você tem certeza de que a luta é mesmo pela educação. Vale o esclarecimento aos que estão chegando agora ao Brasil: educação, no caso, significa uma plantação de cabides para pendurar sindicalistas e parasitas associados do setor de ensino, movimento muito bem sucedido neste século. Claro que salas de aula por todo o país viraram palanque de autoperpetuação dessa classe unida e gulosa, mas isso nunca foi um problema para os que estão gritando que a democracia está em risco.
Aquela grita do primeiro mortadelaço, quer dizer, do primeiro protesto contra o massacre das verbas da educação não foi ouvida com a mesma dramaticidade no segundo mortadelaç… no segundo protesto. Depois que circularam uns 200 gráficos mostrando que não se tratava de corte, mas de um contingenciamento (contenção) igualzinho aos dos outros governos – incluindo os dos intelectuais Lula da Silva e Dilma Rousseff – esse refrão perdeu um pouco do apelo.
Mas todo mundo sabe que a educação só seria realmente bem gerida num governo Haddad – não apenas pela sólida formação recebida diretamente do decano na cela da Polícia Federal, como porque já transcorreu um bom tempo desde que ele não conseguia aplicar direito uma única prova do Enem (tricampeão de fraudes), e a turma da resistência democrática acredita no aprendizado. Dava para ver nos olhares inconformados dos manifestantes o desejo explícito de que a educação brasileira estivesse neste momento nas mãos de um suplente de presidiário – que até já estivera à frente do MEC e aproveitara para ensinar os brasileiros a escrever “nós pega o peixe”.
Na Presidência da República, possivelmente teria a chance de voltar a conjugar, com o notório saber acadêmico do seu partido, o “nós pega a grana”. Entendeu agora os gritos de Lula livre nas passeatas pela educação?
O que mais surpreendeu nesse show de civismo e valorização do conhecimento foi a postura dos fiscais de passeata. É uma categoria nova, muito operativa e sagaz, que faz uma espécie de meteorologia política. Assim como os responsáveis pela previsão do tempo, que alertam para o risco de grandes tempestades, os fiscais de passeata advertem sobre o risco de autoritarismo na convocação de uma manifestação de rua. Para o ato de 26 de maio, por exemplo, cuja pauta era o apoio às reformas econômicas e da Previdência, os meteorologistas cívicos previram nuvens negras: uma onda fascista se aproximava sob a superfície verde e amarela.
A manifestação transcorreu em paz no país inteiro, concentrada na pauta que a convocara e sem sinais de pregação boçal ou exortação antidemocrática, mas a semente do fascismo devia estar muito bem escondida debaixo de algum chapelão daqueles, porque fiscal de passeata não erra.
Já para o mortadelaço, quer dizer, o ato pela educação, a meteorologia cívica não soltou qualquer boletim prévio. Os sensores e mapas dos fiscais deviam estar apontando só tempo bom e democracia radiante, porque não se ouviu um único alerta como aqueles todos que antecederam o domingo 26. As fogueiras, as hostilidades à imprensa e a defesa ostensiva de criminosos condenados que se viram no mortadel… ato pela educação devem ter sido só uma brincadeira do pessoal irreverente que tirou folga do trabalho e da escola naquela quinta-feira, porque os fiscais de passeata não erram.
Fica combinado assim: quem quiser saber as sutis diferenças semânticas entre educação, politicagem, democracia e vadiagem, procure o fiscal de passeata mais próximo. Ele certamente saberá ajudar.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

ESCASSEZ DE COMIDA LEVA A LONGAS FILAS E DESESPERO EM CUBA: “A gente quase se mata para comprar uma língua de porco”


FILA PARA ENTRAR EM SUPERMERCADO DÁ A VOLTA NO QUARTEIRÃO NA CAPITAL CUBANA  Foto: @LENNIERLOPEZ

 


Por BBC News


Maydelis Blanco Rodríguez, uma cubana de 32 anos, diz que toda manhã, quando acorda, só pensa em uma coisa: "O que vou dar de comer ao meu filho hoje?" "É uma situação muito desesperadora, você se sente muito IMPOTENTE porque nem com dinheiro consegue as mercadorias", diz ela à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, por telefone de Havana. Desde o fim de 2018, Cuba, que ao longo da história sofreu uma série de crises econômicas, enfrenta uma escassez generalizada de alimentos e produtos de higiene (como sabonete e pasta de dente), que se agravou nos últimos meses. As autoridades atribuem o desabastecimento ao embargo e medidas dos EUA contra a ilha, especialmente às novas sanções do presidente americano, Donald Trump. "Esta situação tem entre suas causas o recrudescimento do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos e o aumento das perseguições financeiras", afirmou o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, durante uma reunião da Comissão Agroalimentar do Conselho de Ministros de Cuba em abril. "Além da quebra de equipamentos e outros problemas internos, a falta de alguns produtos nos mercados se deve a essas medidas unilaterais promovidas pelo governo dos EUA, o que também provocou a redução de crédito de financiamento", afirmou. Como reação, o governo anunciou neste mês um plano de racionamento "TEMPORÁRIO" para "conseguir maior equidade na distribuição de alguns produtos" e "evitar a acumulação compulsiva". Desde então, comprar salsicha, frango, arroz, ervilha, feijão, ovo ou óleo se tornou um desafio diário para muitos cubanos, além de motivo de discussão e pancadaria. "Eu tenho pesadelo com as filas. Há fila para tudo. Você perde a vida nas filas", diz Blanco Rodríguez. Enquanto isso, fotografias de frigoríficos vazios, de filas imensas vigiadas por policiais e agentes de segurança (alguns com armas de alto calibre) e até mesmo de confrontos entre cubanos para comprar produtos como frango, começaram a circular nas redes sociais de Cuba, às quais cada vez mais pessoas têm acesso.

 
ENQUANTO ISSO, PRATELEIRAS DE BOTEQUINS COMPLETAMENTE VAZIAS, SEM UMA GRAMA DE ARROZ PRA VENDER. Foto: CORTESÍA DE EL ESTORNUDO
Mas, apesar de as imagens do desabastecimento na capital terem mais visibilidade, a situação em algumas províncias do interior da ilha parece estar pior, segundo vários cubanos relataram à BBC News Mundo. "Outro dia eu estava na fila porque conseguiram cabeça, pata e língua de porco, e dois homens começaram a se agredir. A polícia teve que intervir. É incrível que depois de 60 anos da revolução, as pessoas quase se matem para comprar uma língua de porco", diz Pinar del Rio Teresa García, de 86 anos.


POR QUE ISSO ESTÁ ACONTECENDO?!?!?!  

 "O impacto do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA a Cuba por mais de 60 anos sempre foi um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento econômico e social do país", afirmou a vice-ministra de Comércio Exterior, Ileana Núñez, em entrevista coletiva durante a feira Expocaribe, realizada em Havana. "Sem dúvida, há um recrudescimento palpável", acrescentou Núñez em resposta ao jornalista Will Grant, correspondente da BBC em Cuba. O presidente da Câmara de Comércio de Cuba, Orlando Hernández, lembrou, por sua vez, no mesmo evento que o governo da ilha estima em US$ 4 bilhões o prejuízo que o embargo causa à economia do país.

"Mas muitos dos impactos que Cuba sofre não são medidos em números: quantas pessoas deixaram de investir no país? Quantos turistas teriam vindo e não vieram por causa da natureza intimidadora das medidas dos EUA?" A ministra de Comércio Interior da ilha, Betsy Díaz Velázquez, reconheceu durante um programa oficial de televisão que, além das sanções dos EUA, o racionamento se devia aos problemas financeiros do governo (que é o único que pode importar alimentos). "Por causa das restrições financeiras internas, do bloqueio e das medidas dos EUA contra a nossa economia, começamos a ter problemas com fornecedores e instituições financeiras que não queriam negociar conosco", sinalizou. A ilha, que tem uma população de mais de 11 milhões de habitantes, importa entre 60% e 70% dos alimentos que consome, segundo dados oficiais. Ricardo Torres, pesquisador do Centro de Estudos da Economia Cubana, explica à BBC News Mundo que um fator decisivo nesse sentido foi a crescente perda de capacidade de importação. "Cuba viveu durante três anos uma situação em que as receitas de exportação caíram. Isso, de uma maneira geral, afeta a disponibilidade de divisas do país e, portanto, implica em maiores restrições quando se trata de importações", diz ele.

SEGUNDO O JORNAL CUBANO INDEPENDENTE 'EL ESTORNUDO', A POLÍCIA PRENDEU QUEM TIROU FOTOS DAS FILAS NOS SUPERMERCADOS, COMO ACONTECEU COM O AUTOR DESTA IMAGEM — Foto: BELO PCRUZ / CORTESÍA EL ESTORNUDO

Em 2014, quando o governo cubano anunciou pela última vez o valor da sua dívida, o montante chegava a US$ 18,9 bilhões, embora alguns economistas acreditem tenha sido reestruturada em grande parte nos últimos anos. No entanto, tudo indica que a falta de pagamento também levou alguns fornecedores a fecharem suas portas. "À medida que Cuba não pode pagar seus fornecedores, em determinado momento, os fornecedores param de enviar os itens porque não podem mais acumular dívidas", diz Torres. Outro fator, em sua opinião, diz respeito às relações com o Brasil, onde Cuba fazia parte do Programa Mais Médicos até o fim de 2018, quando Havana cancelou a participação no programa, após a eleição do presidente Jair Bosonaro. "No caso do Brasil, que era um importante fornecedor de alimentos, por alguns problemas nos pagamentos de Cuba, esse crédito não foi ampliado e agora as compras precisam ser em espécie", diz ele. Alguns economistas também sinalizam que a crise na Venezuela, principal parceiro comercial e aliado político da ilha desde a gestão de Hugo Chávez, também é responsável pelo cenário de desolação nas lojas de Havana.

MUITOS CUBANOS FAZEM PIADA COM A CRISE: 'VEJO EM SEU FUTURO VIAGENS, DINHEIRO... MAS E O FRANGO? QUANDO VOU CONSEGUIR UM FRANGO? — Foto: CUBALLAMA / FACEBOOK


QUAL O IMPACTO DAS SANÇÕES DOS ESTADOS UNIDOS?!?!?! 

Depois de uma breve aproximação que levou à reabertura de embaixadas nos dois países, houve um revés nas relações entre Cuba e Estados Unidos com a chegada ao poder do presidente Trump. A Casa Branca, que mantém um embargo à ilha desde a década de 1960, anunciou nos últimos meses novas sanções que incluem restrições de viagem para cidadãos americanos e a ativação da terceira parte da Lei Helms-Burton (que permite a quem perdeu suas propriedades após a revolução processar o governo). Havana considera essas sanções e o embargo como os principais motivos para a atual crise de desabastecimento. "As sanções e as medidas de Trump não têm uma influência direta sobre essa escassez. Mas é certo que isso deixa os bancos estrangeiros mais relutantes em querer negociar com Cuba, e buscar outros bancos encarece o processo de comércio em geral e as importações", avalia Torres. "Mas o desabastecimento começou antes mesmo de Trump anunciar essas medidas", acrescenta. Por uma cláusula especial do Congresso dos EUA, Cuba pode comprar alimentos do país, algo que não foi alterado por Trump. De acordo com dados da organização independente de agricultores American Farm Bureau Federation, dos US$ 2 bilhões que a ilha gasta em produtos agrícolas por ano, cerca de US$ 150 milhões são destinados a compras no país vizinho.

O  "PERÍODO ESPECIAL" PODE VOLTAR?!?!?! 

Os cubanos consultados pela BBC News Mundo dizem que a maior preocupação da população é que o desabastecimento se torne crônico, e a ilha retorne ao chamado "Período Especial", que segundo eles, significa passar fome como em tempos de guerra. Cuba entrou em crise nos anos 1990, quando a queda da União Soviética deixou a ilha sozinha no cenário internacional, perdendo toda a ajuda que recebia do bloco. A partir de então, alimento, transporte, vestuário e eletricidade se tornaram artigos de luxo, até que Havana encontrou em Caracas um novo aliado. O governo cubano nega que a ilha esteja à beira de um novo "período especial" e garante que o desabastecimento será temporário. "Não é uma questão de voltar à fase aguda do Período Especial... Mas temos que estar preparados para a pior variante, precisamos estar alertas e conscientes de que estamos enfrentando problemas adicionais e que a situação poderia piorar no futuro, em alguns meses", anunciou em abril o ex-presidente Raúl Castro. Muitos economistas concordam que a atual crise de desabastecimento não tem solução no curto prazo. Enquanto isso, muitos cubanos se perguntam qual produto estará em falta amanhã ou até onde será que as filas vão chegar. "Você vê as pessoas na frente das lojas, esperando os estabelecimentos abrirem. Ontem a fila dava a volta no quarteirão. As coisas mais básicas voltaram a ser um luxo. Basta imaginar que as pessoas ficam felizes quando conseguem comprar um pedaço de frango", diz Blanco Rodríguez.

PITACO DO BLOG CHUMBO GROSSO: - A esquerdalha imunda ou esquedalha “incarnada”, ADVERTE: É pura estupidez alguém que se mete a fazer cirurgia bariátrica, não?!?!?!  Vá passar "férias" em Cuba, Após 30 dias,  o esqueleto  ficará  fininho, fininho...

 

 


HAVANA VELHA












PRAÇA DE TÁXI EM HAVANA ANTIGA


NESTE COMPLEXO HOTELEIRO CUBANOS NÃO FREQUENTAM E SÓ ENTRAM COM PERMISSÃO DO FALIDO GOVERNO  COMUNISTA DA FAMÍLIA CASTRO.


POBRE CUBA...  ESQUELÉTICA HAVANA...


OS PRÉDIOS DE HAVANAS PARECEM PERTENCER A UMA CIDADE QUE FOI DESTRUÍDA POR UM TERREMOTO.







domingo, 2 de junho de 2019

SERGIO LEONE, MESTRE ABSOLUTO DO WESTERN SPAGHETTI































Por Altamir Pinheiro 

Filho de um antigo industrial do cinema italiano, Sergio Leone, ficou conhecido mundialmente por popularizar o gênero do western spaghetti. Foi só em 1964 que estreou como diretor em  seu primeiro filme de bang bang, ao  realizar o antológico POR UM PUNHADO DE DÓLARES, estrelado pelo novato Clint Eastwood. Foi um dos mais brilhantes cineastas da sua geração e inventor de um estilo em que não faltam lances de pura genialidade. Ele é hoje fonte de inspiração para novos cineastas como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez. Seu primeiro faroeste é uma comédia satírica, exuberante e impetuosa sobre a violência em filmes de cowboy sujo e  fora da lei. 

Em primeira mão o  cinéfilo Darci Fonseca nos confidencia que, a imagem do homem solitário vestido com um poncho e com um toco de cigarrrilha no canto da boca em “POR UM PUNHADO DE DÓLARES”  criada por Clint Eastwood é tão importante para o cinema, especialmente para o faroeste, quanto a presença de John Wayne/Ringo Kid em “No Tempo das Diligências”. Se em 1939 John Ford com seu filme deu ao gênero sutileza, lirismo e respeito antes jamais imaginados, Sergio Leone 35 anos depois mudou definitivamente a forma de se fazer westerns. O diretor italiano acrescentou ao faroeste, com “Por um Punhado de Dólares”, padrões tão chocantes no realismo sujo e na extremada violência que o gênero nunca mais voltaria a ser o mesmo. o primeiro faroeste de Sergio Leone antecipou, no entanto, o perfeito domínio fílmico que o diretor alcançaria em seus trabalhos posteriores.

Em uma de suas brilhantes explanações, o estudioso em filmes da modalidade faroeste, Antônio Nahud,  nos informa que  na década de 60, o WESTERN atravessou uma fase de vacas magras nos Estados Unidos, mas na Itália, conhecidos como “spaghetti-westerns”, estavam sendo produzidos a todo vapor, numa abordagem mais contemporânea e operística. O italiano Sergio Leone, mestre exemplar desse estilo, desconstruiu de certa forma o mito ao realizar excitantes tributos, como os inigualáveis Três Homens em Conflito(1966) e Era Uma Vez no Oeste (1968). Com extraordinária trilha sonora do maestro ENNIO MORRICONE, este último resgatou os estilizados personagens do gênero: a prostituta bondosa, o pistoleiro enigmático, o bandido manhoso. Um universo de pistoleiros e bandidos violentamente dominados pelo fascínio do dinheiro fácil e da crueldade sem precedentes.

Uma curiosidade interessante do estudioso e crítico de cinema  Paulo Telles aconteceu em  1968, quando Sergio Leone lançou ERA UMA VEZ NO OESTE, com Charles Bronson, Claudia Cardinale, e Henry Fonda (cowboy Hollywoodiano por excelência que já tinha mais de 30 anos de experiência, que aos 63 anos interpreta o único vilão de sua carreira. Leone era fã deste grande e saudoso astro falecido em 1982). Na época do lançamento, foi um fracasso de bilheteria, mas com o passar dos anos, elevou a obra prima do gênero. O mesmo se sucedeu com o clássico norte-americano RASTROS DE ÓDIO, de John Ford, que ao ser lançado em 1956 não teve boa repercussão de crítica e de público, mas foi reconhecido como obra magistral da Sétima Arte tempos depois.

Com a crise dessa modalidade de cinema  no Oeste norte-americano houve uma debandada em massa dos atores para o país europeu que,  visto no mapa, tem o formato de uma grande bota, Itália. O primeiro da lista foi Clint Eastwood que saiu dos States em direção a Itália para protagonizar a obra triológica que o consagrou definitivamente. Por tabela outros o seguiram como Lee Van Cleef (o mais bem sucedido depois de Clint Eastwood), Richard Boone (da série de TV Paladino do Oeste), Clint Walker (da Série Cheyenne), Burt Reynolds, que como Clint havia começado sua carreira na TV em uma série televisiva, entre outros. Grande parte destes ATORES AMERICANOS seguiram o exemplo de Eastwood e migraram para a “terra prometida” do novo gênero de westerns, muito deles com o objetivo de revitalizarem suas carreiras.

Além dos americanos, o Western europeu contou também com atores de outros países, como a Inglaterra (Stewart Granger); França (Philippe Leroy e Johnny Halliday); Alemanhã (Klaus Kinski); Espanha (Fernando Sancho, um dos bandidos mais feiosos requisitados nos Westerns Europeus); e o BRASIL não estava menos representado sem a presença de ANTHONY STEFFEN, ou melhor, Antonio de Teffé (nascido em 1930, falecido no Rio de Janeiro em 2004),  que fez muito sucesso em território europeu. NORMA BENGELL, nossa atriz brasileira, também participou de um Spaghetti Western: Os cruéis  em 1966. O filme dirigido por Sergio Corbucci e estrelado pelo veterano Joseph Cotten.

No documentário 100 anos de Western escrito pelo autor Primagio Mantovi, ele nos brinda com ricas informações que pinçando uma aqui outra acolá nos defrontamos  com uma boa margem das afinidades de diretores como Leone e Corbucci, surgiram outros diretores do gênero Spaghetti nos faroestes italianos, como Duccio Tessari, que dirigiu Uma Pistola Para Ringo, ou Giorgio Ferroni, com o Dólar Furado, ambos estrelados pelo galã GIULIANO GEMMA (RINGO), outro herói dos faroestes europeus, talvez o menos "sujo" dentre eles. Giuliano Gemma(amigo íntimo do cantor brasileiro Roberto Carlos) perdeu a vida em um trágico acidente de carro, em 2013,  nas proximidades de Roma e morreu após dar entrada em um hospital na cidade de Civitavecchia. Na oportunidade ele estava com 75 anos de idade. Se não bastasse Giuliano Gemma, ainda temos FRANCO NERO (hoje com 77 anos), italiano legítimo  estrelando Django, de Sergio Corbucci, em 1966, e Nero fez tanto sucesso que foi um dos atores mais requisitados para o gênero spaghetti nos 10 anos seguintes.

Praticamente lançado por Sergio  Leone, Clint Eastwood prestou uma homenagem ao gênero que o consagrou, em “Os Imperdoáveis(1992), com Gene Hackman, Morgan Freeman e Richard Harris no elenco, rendendo-lhe o Oscar de Melhor Filme e Direção. O pesquisador Nahud diz categoricamente que, CLINT, em seu último filme de faroeste,  voltou ao bang bang com novos olhos, pois não havia mais glamour em matar, o homem da lei se comporta tão mal quanto o renegado que tenta se regenerar. Ele dedicou essa reflexão notável aos seu mentor SERGIO LEONE. Um lamento ou canto triste ao fim do velho Oeste nos filmes por eles retratados.

Finalmente, por ironia do destino há quem diga que o seu melhor filme que não é bang bang e sim de gangster continua sendo  ERA UMA VEZ NA AMÉRICA(1984), com Robert De Niro e James Woods  e trilha sonora de Ennio Morricone. Não é à toa que, antes, em 1972, ele tinha sido convidado para dirigir o PODEROSO CHEFÃO com Marlon Brando e Al Pacino, porém Sérgio Leone recusou em razão desse seu outro projeto que só veio a realizá-lo em 1984, mas tornou-se, segundo os críticos,  na sua melhor obra cinematográfica.





sexta-feira, 31 de maio de 2019

POLITICAGEM IMUNDA POR PARTE DA GRE(GARANHUNS) CONTAMINA OS JOGOS ESCOLARES DO AGRESTE MERIDIONAL



Por Altamir Pinheiro

O espetáculo esportivo anual é um momento grandioso para toda Região do Agreste Meridional, não é à toa que  potencializa a convivência e a socialização dos estudantes / atletas / desportistas / professores de educação física dos municípios envolvidos com o FAIR PLAY respeitando as regras das competições, oportunizando-os em busca da  realização de um sonho através de vivência dos valores e práticas essências à vida e o esporte como um todo e um desses valores é a prática de exercícios físicos. Assim deveria ser, mas não é!!! O 51º jogos escolares do Agreste Meridional sobre o comando da Gestora da GRE está sendo uma bagunça generalizada; desorganização total e um descaso criminoso com os primeiros socorros dos respectivos atletas participantes do evento. 

É preciso que a GESTORA DA GRE tome conhecimento que um evento esportivo desse porte que abrange duas dezenas  de cidades de toda uma região  exigem-se cuidados diferentes, tais como segurança e primeiros socorros. a presença de  enfermeiro ou profissional da saúde é um elemento importante e estratégico, que não pode ser tratado de forma indiferente, principalmente a presença de equipe médica com ambulância. A não adequação ao ordenamento jurídico pode resultar em suspensão do evento pelo poder público, por meio da Secretaria de Segurança Pública. Que sirva de exemplo e ainda há tempo para que o Ministério Público chegue junto e cobre o cumprimento da Portaria nº 1.139, como também a Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 2012 que ressalta e regulamenta a presença de profissionais da medicina em eventos esportivos, pois,  NADA DISSO A GESTORA DA GRE CUMPRIU!!! 

A senhora gestora deveria se socorrer da Secretaria de Educação  e ter providenciado uma assistência médica terceirizada ou exigir da Secretaria Estadual de Saúde que se fizesse presente nos dias do evento. Até porque,  a tranquilidade de saber que qualquer pessoa que precise de socorro imediato será atendida com prontidão facilita o desempenho de todos os envolvidos. Já pensou se, durante os jogos, um atleta venha  a entrar em óbito por falta de assistência médica ou primeiros socorros no local... De quem é a culpa?!?!?! Quem responderá criminalmente pela tragédia ocorrida?!?!?! Gestora, gestora... Vamos politicar menos e agir mais? 

ESTE REPÓRTER CONVIDOU UM VETERANO DESPORTISTA SEU AMIGO, DE GRANDE EXPERIÊNCIA EM COMPETIÇÕES ESPORTIVAS  EM GARANHUNS E REGIÃO, PARA FAZER UM RELATÓRIO DE FALHAS REVELADAS EM TODAS AS MODALIDAS APRESENTADAS ATÉ AGORA NA 51º. JOGOS ESCOLARES. DURANTE DOIS DIAS ACOMPANHAMOS AS MODALIDADES ESPORTIVAS,  EIS AS FALHAS QUE DECTAMOS NA DESORGANIZADA COMPETIÇÃO SOB A DIREÇÃO DA GESTORA DA GRE QUE DEU UMA AULA DE INCOMPETÊNCIA A TODA PROVA  EM TODA COMPETIÇÃO: 

--A BANDALHEIRA É GERAL E IRRESTRITA: -  As equipes entram em quadra com a roupa sem a logomarca da escola ou o nome do educandário as quais representa desrespeitando por completo o regulamento;

--ESCULHAMBAÇÃO GENERALIZADA: -  Técnicos ou responsáveis pelas suas respectivas escolas entram nos recintos das competições sem a mínima identificação, muitos deles vestindo camisas de clubes pernambucanos como Náutico, Sport e Santa Cruz;

--DISCRIMINAÇÃO NAS ENTREGAS DE MEDALHAS: - O atleta treina o ano todo para determinada competição e quando é decidido o título por W.O. A medalha não é entregue porque a direção da GRE proibiu entregar medalhas para o vencedor por W.O. (alegando contenção de despesas), frustrando por completo o atleta que treinou o ano inteiro;

--FALTA DE SEGURANÇA ABSOLUTA: - As desavenças naturais entre atletas criando um rebu desgraçado(empurra-empurra) só é sanado 20 ou 30 minutos depois  da paralização, quando a polícia é acionada para se fazer presente evitando prolongamento do tumulto;

--DESLEIXO TOTAL: -  Atletas tendo convulsões e sendo socorridos pelos próprios técnicos e colegas jogadores ou mesmo sofrendo contusões semi-graves, inclusive com suspeita de fraturas, sequer há MACAS para levá-los até um meio de transporte para  chegarem ao hospital;

----DESINFORMAÇÃO GERAL: - Não há boletim informativo diário de todos os resultados e o próprio atleta não sabe se atingiu a meta, nota  ou os pontos necessários para disputar os jogos escolares pernambucano. Técnicos, professores e profissionais da imprensa ficam feitos BARATAS TONTAS pedindo a um e a outro resultados da partida de futsal, do jogo de xadrez ou da luta de judô. Ou seja, uma verdadeira panaceia desvairada é a organização dos desorganizados 51º. Jogos escolares do Agreste Meridional, por pura incompetência e despreparo da Gestora da GRE e sua equipe de despreparados. 

A gestora da GRE, que ultimamente se envolveu e vem se envolvendo em politicagem barata e perseguição as pessoas comissionadas sob o seu comando e que não jogam no time político dela, por isso não teve tempo de  arregaçar as mangas para promover os jogos escolares regionais com a mínima organização possível ou dignos de um padrão razoável dentro de uma competição dessa magnitude que abrange uma gama de alunos de toda região. Na verdade, os 51º. Jogos escolares  estão sendo ou vêm se tornando  numa verdadeira bandalheira generalizada. 

É preciso que essa gestora entenda de uma vez por toda, que a ORGANIZAÇÃO DE UM EVENTO ESPORTIVO  é uma tarefa que exige tanto planejamento como  organização e dedicação quanto qualquer outro, porém, com algumas particularidades. Para planejar uma competição esportiva que agrade as escolas, atletas e público, é necessário seguir alguns passos essenciais para o bom desenrolar da competição e sua chegada ao final com êxito total.  

Espera-se que no próximo ano(52º. JOGOS ESCOLARES) haja maior dedicação por parte da GRE. Apesar de,    em 2020 é um ano de eleições e a gestora deve estar com a sua cabeça política virada para fazer média com o seu deputado e bajulando o candidato do governador nas eleições municipais. Espera-se que, em 2020, nos Jogos Escolares do Agreste Meridional: O Corpo de Bombeiros e Ministério Público  cheguem juntos dando um chega pra lá na incompetente gestora da GRE(pelo menos no que diz respeito a organização esportiva) e que a ESTRUTURA ORGANIZACIONAL de uma jornada esportiva  seja  restabelecida como era antes, no tempo do gestor Paulo Lins. 







PROTESTO DA PUTADA PETRALHA FRACASSOU

quinta-feira, 30 de maio de 2019

RETROSPECTIVA DE UM HERÓI CHAMADO DJANGO


Por Altamir Pinheiro

A saudade nos traz de volta ou  faz lembrar que, há 50 anos,  nossos extintos cinemas de rua  de cidadezinhas do interior  tinham como atração na década de 1970 tantos cartazes divulgando um bang bang à italiana. Através do cinéfilo Paulo Telles  vamos viajar no tempo, ou melhor, iremos fazer    ON TOUR nesse personagem intitulado DJANGO tão bem interpretado tanto pelo italiano Franco Nero quanto  o brasileiro Anthony Steffen. Recordaremos  alguns filmes antigos protagonizados por este herói que  encantou os amantes do  faroeste à italiana nas salas de projeções do mundo inteiro. DJANGO, de 1966, dirigido por Sergio Corbucci  foi o filme que deu a Franco Nero(77 anos) o reconhecimento mundial como um dos maiores ícones do gênero western europeu.


Em 1965 SERGIO CORBUCCI era apenas mais um dos tantos cineastas italianos que passaram a explorar o filão do faroeste na Itália, à sombra do outro SERGIO, o LEONE, este prontamente reconhecido como renovador do gênero western. Para seu terceiro faroeste, rodado entre novembro de 1965 e janeiro de 1966, Corbucci criou um personagem que nem o mais otimista dos cineastas poderia imaginar que se tornaria a mais emblemática representação daqueles filmes que logo viriam a ser chamados de western spaghetti. Nos confirma o cinéfilo Darci Fonseca que, a   escolha do nome desse personagem foi um desses momentos de rara felicidade, com Corbucci tendo a ideia de chamá-lo de “DJANGO”, inspirado por Django Reinhardt, célebre guitarrista cigano.


O primeiro filme desta marca registrada se deu no ano de 1965/66. Django (Franco Nero) é um homem que arrasta consigo um caixão, onde dentro está escondida uma poderosa metralhadora. Na fronteira do México, ele está disposto a vingar a morte da sua esposa, e parte para uma luta sangrenta contra duas gangues rivais que agem na região, isso depois de fazer um acordo com o bandido local Hugo Rodriguez. Só que desconfiado das intenções de Rodriguez, ele resolve se juntar a Maria uma mulher que havia salvo, e os dois serão perseguidos pelo mexicano.


Em 1969 entra em cena um brasileiro com o filme DJANGO, O BASTARDO. Durante a Guerra Civil Americana, três oficiais do exército confederado, líderes de um regimento, se vendem aos rivais ianques, matam os sentinelas e permitem que a tropa inimiga massacre todo seu regimento. Porém Django (o ítalo-brasileiro Anthony Steffen, nascido Antonio de Teffé em 1929 no consulado brasileiro na Itália, e falecido em 2004, aos 74 anos de idade, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro), que é um dos soldados, não morre. E anos depois, como que surgido do inferno, ele começa sua caçada de sangue aos homens que o deixaram à beira da morte. Será que ele é um fantasma ou simplesmente um homem com sede de vingança? Ele é DJANGO, que voltou do inferno, e agora ninguém vai fugir de seu gatilho. Este bom filme é dirigido por Sergio Garrone.


Há 6 anos, em  2013,  estreou em todos os cinemas brasileiros o novo filme de Quentin Tarantino, DJANGO LIVRE (Django Unchained). O filme nem parece ser um faroeste, um clássico estrelado por Franco Nero em 1966 (que por sinal faz uma participação pequena no novo filme do cineasta Tarantino), mas de um certo modo faz uma releitura deste personagem que foi explorado em outros westerns spaghetti entre 1966 e 1972, com um retorno em 1987(com Django: a Volta do Vingador). Na verdade, o excelente filme teve como protagonista o ator negro JAMIE FOXX. O ator  interpreta o personagem título, mas NÃO foi a primeira opção do cineasta, tendo sido escolhido após a recusa de outro negro  WILL SMITH em ficar com o papel.


Em sua sinopse, Django (Jamie Foxx) é um escravo liberto cujo passado brutal com seus antigos proprietários leva-o ao encontro do caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz). Ao realizar seu plano, Schultz liberta o escravo Django, embora os dois homens decidam continuar juntos. Dotado de um notável talento de caçador, Django tem como objetivo principal encontrar e resgatar Broomhilda (Kerry Washington), a negrinha, sua esposa, que ele não vê desde que ela foi adquirida por outros proprietários, há muitos anos. Um personagem importante do filme DJANGO LIVRE  é Calvin Candie muito bem  interpretado por Leonardo DiCaprio que tem uma desenvoltura espetacular. Em que pese ser um filme altamente violento(muito sangue), vale a pena assisti-lo. RECOMENDO-O!!!


Pegando uma canja dada pelo cinéfilo Bruno Carmelo, podemos concordar com ele quando afirma categoricamente que, Django Livre é um filme excessivo: existem tramas demais, personagens demais, reviravoltas demais; a duração é longa, o sangue jorra por todos os lados, as referências se multiplicam sem fim. Mais do que nunca, o grande cineasta QUENTIN TARANTINO está consciente do caráter épico desta história, do teor sensível do tema e de suas imensas habilidades na direção. Este novo filme é uma prova de que as ambições do diretor estão cada vez maiores – e de que ele ainda consegue corresponder às altas expectativas que constrói, inclusive, no final do filme o diretor Tarantino aparece em algumas cenas quando é detonado com uma carga de dinamite por Django.


A primeira hora do filme é um verdadeiro show de Christoph Waltz. Através deste personagem, o meio dentista, meio caçador de recompensas King Schultz, a história estabelece seu contexto. Aprendemos que estamos em um faroeste, pouco antes da Guerra Civil, no sul dos Estados Unidos. É um grande prazer assistir a Waltz atuando mais uma vez no papel de um homem inteligente e sarcástico, algo que ele domina perfeitamente bem (depois de Bastardos Inglórios e Deus da Carnificina). A paródia que ele faz das tradicionais cenas do saloon, e das cenas de duelos com armas nas ruas da cidade, é hilária.


Este filme é um deleite visual, com fotografia, cenário e atuações impecáveis. Leonardo DiCaprio apresenta um lado que nunca tinha mostrado antes no cinema. Ele reflete sobre o passado - com o tema da escravidão e o gênero fora de moda do faroeste -, mas consegue levá-lo ao presente; ele consegue ser ao mesmo tempo crítico, reflexivo, engraçado, perverso. O próprio momento em que Django é obrigado a atuar no papel de um homem racista, explorando os negros, é de uma força única. O diretor Tarantino tem em mãos um dos melhores roteiros que já escreveu, uma amostra de que o cinema de qualidade pode unir o público e a crítica, sendo tão moderno quanto clássico. Django Livre é, assim, um espetáculo imenso, um show de imagens e sons, uma aula de cinema, e um filme completo, assista-o!!!


Hoje, Sergio Corbucci(inventor do personagem Django), descansa em paz e aonde estiver deve estar satisfeito com a discussão de sua obra mais querida entre os amantes do gênero. E graças a TARANTINO, com seu faro cinéfilo, traz de volta um dos personagens mais inspiradores. Assista ao filme por completo clicando no endereço abaixo. Em que pese a projeção ser mais longa do que este texto, mas vale a pena conferir. É um filme faroeste imperdível para os padrões tecnológicos do Século XXI.