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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

BECOS & VIELAS DE GARANHUNS




Por Altamir Pinheiro

O beco é uma rua estreita e curta, muitas vezes sem saída, ou se quisermos analisá-lo numa só palavra, beco é sinônimo de viela. Para se ter ideia da importância dos becos em cidades do mundo inteiro, na secular Lisboa, capital de Portugal, por via de alterações urbanísticas, Lisboa conta nos nossos dias com cerca de 150 becos. O  estudo linguístico e histórico da origem dos nomes empregados nos becos lisboetas caracteriza-se pelo uso das suas peculiaridades, do tipo de artesãos que lá trabalhavam, das referências geográficas próximas como igrejas ou outras instituições passíveis de rápida identificação e  dos nomes dos seus moradores. Lá têm becos pra tudo quanto é gosto: Beco da Moeda, Beco do Recolhimento, Beco dos Galegos,  Beco da Cruz, Beco das Olarias,  Beco do Vigário, Beco das Beatas,    Beco dos Apóstolos e dana-se por aí afora... 

Voltando à terra “BRASILIS”, aqui, no centro de Garanhuns nós temos três conhecidos becos: Beco do Fumo, Beco do Bradesco e Beco do Bispo. A propósito dos becos de Garanhuns, dois são ocupados por negociantes/camelôs que são os do Fumo e do Bradesco. Quanto ao Beco do Bispo continua livre e desimpedido, inclusive é liberado para  os transeuntes e mão única para o tráfego dos automóveis. Como todo nosso povo  tem conhecimento, a cidade de Garanhuns tem como prefeito um ex-camelô que teima em poluir com camelôs as largas calçadas da Avenida Santo Antônio para proteger seus queridinhos comerciantes que não pagam impostos mesmo que com essa atitude desastrosa do senhor prefeito ele não se dê conta que atrapalha e muito o ir e vir dos garanhuenses, além de tirar o brilho das largas calçadas daquela avenida que poderiam servir muito bem para as famílias não ser atropeladas constantemente por essa tuia de camelôs que se arrancham por ali com consentimento do  prefeito, que não tem um pingo de autonomia para tirá-los de lá.

Pois bem, FLANAR é um verbo que quase não se usa mais. Caiu em desuso. Talvez porque quase não se pode mais flanar pelas ruas e avenidas do centro de Garanhuns por estarem empestadas de camelôs.  O verbo flanar vem do francês flâner que tem como sinônimos vagar, vadiar, passear, perambular. Garanhuns JÁ NÃO É MAIS uma cidade para se flanar... Como sugestão ao cabeçudo e teimoso prefeito, Izaías Régis,  que tal prefeito sabe tudo, o senhor se desvincular um pouco de suas origens quando protege seus ex-coleguinhas e jogá-los no Beco do Bispo, aliviando a majestosa Avenida Santo Antônio com seus largos calçadões, hein? Só assim, a população de Garanhuns além de agradecer pela sua bendita tomada de posição voltaria a FLANAR tranquila e folgadamente pelas ruas de Garanhuns. Afinal de contas senhor prefeito, do jeito que o Céu é do Condor, as largas calçadas  da Avenida Santo Antônio pertencem  ao povo de Garanhuns e aos seus respectivos turistas que nos visitam durante todos os anos.


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