sexta-feira, 22 de julho de 2022

SERÁ QUE GARANHUNS É UMA CIDADE MALDITA?!?!?! POIS, RECENTEMENTE, LULA FOI HUMILHADO POR UMA MULTIDÃO E ATÉ O PREFEITO SIVALDO ALBINO FOI PRESENTEADO COM UMA SONORA VAIA

 


Por Altamir Pinheiro,


Acreditem!!! Foi um verdadeiro desastre o tempo em que Lula perambulou em seu estado natal. Pernambuco tratou mal seu FILHO INÚTIL. Talvez por falta de mortadela, a putada petralha já não é mais a mesma. O seboso já não consegue mais enganar o povo. A vaia comeu no centro em Garanhuns e Caetés. Já no Recife, a granja de Zé Almeida nunca vendeu tanto ovo como na passagem da caravana  do Seboso que se fez presente  em um restaurante no bairro de Casa Forte para comer uma MALASSADA(omelete). Tanto comeu como levou ovada na cara!!!  E sobrou até para o prefeito Sivaldo Albino que recebeu uma sonora vaia no palanque montado em Garanhuns. 


Lula não é mais o mesmo. Comprovadamente, sua popularidade chegou ao fundo do poço. Eterno candidato à presidência da república, desta vez feita  na condição de ex-presidiário que passou 580 dias  na cadeia lavando latrina,  o seboso sequer  pode sair às ruas se não for com um forte aparato de guarda-costas e de policiais militares, nem mesmo no pacato grotão de Caetés, sua terra natal. Até sua convenção partidária que tem um PICOLÉ DE CHUCHU como seu vice tem que ser online, sem gente, sem a menor emoção, apenas um troço  insosso e totalmente protocolar. AQUI JAZ, LULA!!!


PITACO DO  BLOGUE CHUMBO GROSSO: - Parece que o povo já não sabe mais distinguir quais deles têm uma índole de periculosidade que chega às alturas: se Marcola, Fernandinho Beira-mar ou o Seboso de Caetés...

sexta-feira, 15 de julho de 2022

NA LAVA JATO, PROCESSO MUITO BEM CONDUZIDO PELO DESTEMIDO, INSUSPEITO E IMPARCIAL JUIZ SERGIO MORO, O QUADILHEIRO LULA FOI INVESTIGADO, DENUNCIADO, PROCESSADO, CONDENADO E PRESO

 


Deu no jornal,

É difícil dizer qual é a maior mentira que Lula está vendendo em sua campanha eleitoral; seria talvez mais prático procurar se ele diz alguma verdade. A MENTIRA-CHEFE, é lógico, é a história de que ele foi inocentado “pela Justiça”. Não foi inocentado de coisa nenhuma – apenas ganhou de presente de um ministro do STF, ex-advogado do MST e militante da campanha presidencial de Dilma Rousseff, a exótica anulação dos seus processos penais por erro de endereço.

Uma boa candidata ao título de SEGUNDA MAIOR MENTIRA  da campanha de Lula é a sua afirmação de que vai “restabelecer a democracia” no Brasil.  Lula não vai “restabelecer” democracia nenhuma no Brasil; ao contrário, é ele, exatamente, a maior ameaça às liberdades públicas e aos direitos individuais que existem hoje neste país.

Lula diz que o “CONTROLE SOCIAL” dos meios de comunicação, ou a censura política, é um objetivo prioritário do seu governo. Não há, no momento, nenhuma ameaça mais concreta à democracia brasileira do que estes projetos para calar a voz de quem discorda. O que Lula propõe para o Brasil, em público, é uma ditadura do PT.


PITACO DO BLOG CHUMBO GROSSO: - Há quem entenda que inocência e impunidade sejam sinônimos. Se o Seboso de Caetés é inocente eu sou profeta...

quinta-feira, 14 de julho de 2022

COMO O BUNDA SUJA PRETENDE IMPEDIR QUE AS ELEIÇÕES ACONTEÇAM?!?!?!

 



Carlos Wagner

Nos últimos quatro anos, sempre que tem uma oportunidade, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem colocado em dúvida a eficiência e a honestidade da Justiça Eleitoral e das urnas eletrônicas. Os seus seguidores, incluindo o provável vice da chapa de reeleição, o general da reserva Braga Netto, tem atacado as urnas. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Gustavo Torres, também fez insinuações descabidas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ministro da Defesa, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira tem insinuado que as Forças Armadas mereciam mais espaço para atuar no TSE. A lista é longa.

Vamos ficar por aqui. Até porque não passa um santo dia sem que alguém do governo não abra fogo contra as urnas eletrônicas. Por exemplo, lembrando que pode se repetir no Brasil o que aconteceu nos Estados Unidos, onde o ex-presidente Donald Trump (republicano) contestou a derrota nas urnas para o atual ocupante do cargo, Joe Biden (democrata), incentivando os seus seguidores a invadir o Capitólio – o congresso americano. Perante essa situação, há uma pergunta que nós jornalistas ainda não fizemos ao presidente Bolsonaro. Como ele pretende impedir que as eleições aconteçam?

Não vamos ficar imaginando qual seria a resposta de Bolsonaro. Vamos aos fatos. Buscamos a resposta do presidente nas declarações que ele e seus ministros generais têm feito a respeito do assunto. Eles não dizem com todas as letras. Mas deixam subentendido que as Forças Armadas impedirão a realização das eleições. Não por outro motivo autoridades americanas que fiscalizam os acordos entre as forças armadas dos dois países têm questionado o governo brasileiro sobre o assunto. Aqui é o seguinte. De maneira muito astuta, os estrategistas da candidatura à reeleição do presidente insistem em consolidar na opinião pública a ideia de que têm poder nas mãos para impedir uma eleição.

Estão fazendo isso com a nossa ajuda involuntária, porque publicamos apenas as ameaças que eles fazem sem perguntar o que fariam em caso de uma reação popular contrária. Esse é o ponto frágil nessa estratégia. Porque ela parte do princípio de que a população aceitaria uma manobra dessas sem reagir. Isso não é verdade. Haveria uma reação popular muito grande, como a que aconteceu em 2013, quando multidões foram às ruas protestar em mais de 500 cidades brasileiras. Eu fiz matéria na ocasião. A pauta dos protestos era variada e confusão. A pergunta que precisamos fazer para o presidente e os seus generais. Em caso de uma reação popular contra a não realização das eleições as tropas abririam fogo contra a população civil?

Nessa mesma linha de consolidar na opinião pública uma meia-verdade, o presidente da República tem dito, repetidas vezes: “Só Deus me tira daqui”. Nós temos publicado essas declarações, com algumas variações na forma de dizer, e não no conteúdo, nos noticiários. Aqui cabe a pergunta. Como Bolsonaro pretende permanecer no cargo de presidente se for derrotado nas urnas? Sem ser perguntado, ele tem dito que pode se repetir aqui o que aconteceu nos Estados Unidos, a invasão do Congresso. Essa invasão resultou em cinco mortos, sendo um policial, e dezenas de feridos. Até agora, 800 pessoas foram presas e uma comissão legislativa vem apurando o caso e apontado as responsabilidades de Trump.

Aqui vou interromper a nossa conversa para fazer um alerta aos colegas que julgo necessária. A imprensa brasileira está noticiando muito mal a história da comissão legislativa dos Estados Unidos que investiga a invasão ao Congresso pelos seguidores do Trump. Não estamos dando a necessária atenção ao recado que essa apuração traz para os seguidores de Bolsonaro, que pode ser resumido em poucas palavras: “Se tentarem fazer a mesma coisa, vão para a cadeia”. Aqui é o seguinte. Aquele papo de que a Justiça do Brasil é mais suave que a americana e que não põe ninguém na cadeia não é bem assim. Vou citar três motivos. O primeiro é que a massa carcerária do Brasil é uma das maiores do mundo. A segunda é que pagar um advogado para empurrar o “processo com a barriga” custa muito caro. E, por último, mais de uma dezena de pessoas respondem a processos por ter embarcado nas histórias de Bolsonaro e, no final, “ficaram agarradas ao pincel” – há várias matérias na internet.

Há mais um fato que devemos explicar melhor para os nossos leitores. Existem uma diferença enorme entre Trump e Bolsonaro. O ex-presidente dos Estados Unidos é um empresário dono de uma grande fortuna e de negócios milionários. Bolsonaro é um capitão reformado do Exército que vive do dinheiro que ganha como ex-militar e do salário de parlamentar. Portanto, não tem “bala na agulha” para grandes aventuras. Mais um fato que devemos considerar: os três filhos parlamentares do presidente, Carlos, vereador do Rio, Flávio, senador do Rio de Janeiro, e Eduardo, deputado federal por São Paulo.

Se Bolsonaro for derrotado nas urnas, as carreiras deles serão valorizadas porque deixarão de ser “os filhos do homem” para se tornarem figuras de proa dos bolsonaristas. E o próprio presidente ficará com capital político para se eleger senador nas próximas eleições. Agora, se ele se envolver em uma aventura golpista, a conversa é outra. Falei para um colega repórter italiano que, pelos fatos que temos publicado, o presidente da República é um grande bravateiro. Empurra a situação até um limite. Recua quando a sobrevivência política e econômica da sua família começa a correr risco. Por que agiria diferente?

quarta-feira, 13 de julho de 2022

LULA TEM O APOIO DOS COMUNISTAS, CORRUPTOS, NARCOTRAFICANTES E ATÉ DO PCC DE MARCOLA

 



Luís Ernesto Lacombe

Os bandidos estão sempre por aí. Na política, então, nem se fala. No Brasil, a quantidade de parlamentares implicados em inquéritos e processos judiciais é enorme. Difícil entender como esses sujeitos continuam recebendo votos e sendo eleitos… Bom, se a gente imaginar que bandido vota em bandido, talvez isso já garanta uma votação expressiva aos candidatos ligados ao mundo do crime.

Claro, entre os eleitores há também criminosos. E há os oportunistas, os desavisados, os ignorantes, os iludidos, os desmemoriados.

A MÍDIA APOIA – Grande parte da imprensa contribui para a proteção a políticos que já deveriam ter sido expelidos da vida pública. Infelizmente, nem todo mundo se libertou da mídia tradicional, que esperneia, tentando manter o monopólio da informação.

Veículos que se consideram os donos da verdade usam a militância na seleção de suas pautas e na definição do tratamento que cada um desses assuntos escolhidos longe dos critérios jornalísticos receberá. Tudo parece ter um objetivo político, ideológico, revanchista…

Há políticos comunistas, há políticos corruptos, há aqueles ligados ao crime organizado. E há, para piorar, os que se inserem nesses três grupos

DELAÇÃO DE VALÉRIO – Só isso pode explicar o pouco espaço que o autointitulado “consórcio de imprensa” deu aos trechos inéditos da delação premiada que o publicitário Marcos Valério fechou com a Polícia Federal. Ele falou do envolvimento do PT com o PCC, a maior facção criminosa do país: corrupção, lavagem de dinheiro, chantagem, ameaça e até assassinato.

O esquema montado em Santo André, e que levou à morte do petista Celso Daniel, então prefeito da cidade, acabou sendo o laboratório para o mensalão e, depois, para o petrolão.

Em 2019, foi o ex-ministro Antônio Palocci quem contou como o PT teria usado o PCC para lavar dinheiro no Ceará. Nesse mesmo ano, foi divulgada a gravação de uma conversa telefônica de um integrante do PCC: “O PT tinha diálogo com ‘nóis’ cabuloso”.

DINHEIRO E CONTADOR – E não acaba… Há poucas semanas, a polícia confirmou que investiga se um vereador paulistano do PT recebeu dinheiro do PCC na campanha eleitoral. E ainda tem o contador ligado a Lula, que é suspeito de lavar R$ 16 milhões para o crime organizado.

João Muniz Leite trabalhou para Lula de 2013 a 2016. É um homem de muita sorte. Apenas em 2021, ele e a mulher teriam ganhado 55 vezes em loterias federais… Em uma das vezes, o prêmio teria sido dividido com o traficante do PCC conhecido como Cara Preta. E tem mais: Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente, mantém três empresas sediadas no escritório atual de Muniz Leite, em São Paulo.

Faltou falar do general venezuelano Hugo Armando Carvajal, ligado a tráfico de drogas e terrorismo. Ele revelou que os governos de Nicolás Maduro e Hugo Chávez fizeram, por pelo menos 15 anos, pagamentos ilegais a políticos e partidos de esquerda. Lula está entre os citados.

LULA E CABRAL – Faltou falar da parceria entre Lula e Sérgio Cabral, que teve como cabo eleitoral em uma de suas campanhas o traficante carioca Marcinho VP.

Assim estamos: há políticos comunistas, há políticos corruptos, há aqueles ligados ao crime organizado. E há, para piorar, os que se inserem nesses três grupos.

A situação é tão delicada que andam dizendo por aí que as denúncias de ligação do PT com o PCC seriam apenas para difamar a facção criminosa… E, no mundo ideal, ninguém acharia graça nessa piada.

terça-feira, 12 de julho de 2022

POR INICIATIVA DO ATUANTE DEPUTADO GARANHUENSE, FERNANDO RODOLFO, PELA PRIMEIRA VEZ CÂMARA FEDERAL HOMENAGEIA FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS

Magno Martins

A Câmara dos Deputados realizará, na próxima quarta-feira, uma sessão solene em homenagem à 30ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns. A iniciativa partiu do deputado federal Fernando Rodolfo (PL), que presidirá a sessão. O evento acontecerá no Plenário Ulysses Guimarães e será transmitido pela TV Câmara e no Youtube.

“Esta é a primeira vez que o Congresso Nacional homenageia o Festival de Inverno de Garanhuns, um evento multicultural que chega a sua 30ª edição e é muito importante para o turismo e para a cultura de Pernambuco. Estaremos prestando essa homenagem, recebendo personalidades que participaram da história desse festival e que ajudaram a fazer dele um grande evento. A cidade está muito feliz com esse reconhecimento, que será realizado na antevéspera do início do festival”, destacou Fernando Rodolfo.

A 30ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns acontecerá entre os dias 15 e 31 de julho, após dois anos sem o evento, em função da pandemia do coronavírus. Para este ano, atrações como Adriana Calcanhoto, Gal Costa, Nando Reis, Jota Quest, Titãs, Mundo Livre S/A e Lenine estão entre os escalados para a programação. - A manchete náo faz parte do texto original

segunda-feira, 11 de julho de 2022

LOUCO, UM ADEPTO DO BUNDA SUJA QUE TOMOU CLOROQUINA ESTRAGADA MATOU UM PETISTA A TIROS, MAS O ALVO DO GADO CEGO É ASSASSINAR O SEBOSO DE CAETÉS, NO PALANQUE, DAQUI PRO DIA 2 DE OUTUBRO...


Por Altamir Pinheiro

Há pouco tempo, o Bunda suja que é um defensor intransigente de todo mundo andar com um três oitão na cintura,  reunido com o gado evangélicos no Palácio do Planalto afirmou em discurso com todas as letras:  Jesus Cristo “não comprou uma pistola porque não tinha naquela época”... Diante de tamanha selvageria, já passou da hora dessa família de psicopatas  ser eliminada em definitivo da vida pública!!!

A respeito do assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda (petista), em Foz do Iguaçu, pelo policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho (bolsonarista) que invadiu a festa de aniversário de Arruda e o matou a tiros, eis o que vomitou o Bunda Suja no twitter :  “é o lado de lá que dá facada, que cospe, que destrói patrimônio, que solta rojão em cinegrafista, que protege terroristas internacionais, que desumaniza pessoas com rótulos e pede fogo nelas, que invade fazendas e mata animais, que empurra um senhor num caminhão em movimento”.

Durante toda campanha presidencial, em 2018, Bunda Suja baseiou seus discursos em dois  slogans: Quem gritar pega CENTRÃO, não fica um meu irmão e  vamos “FUZILAR A PETRALHADA". A declaração foi relembrada por eleitores em meio à repercussão do assassinato de Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu. A bem da verdade, BOLSONARISMO e LULISMO são doenças crônicas além de seitas doentias, por  isso tem que ser extirpadas do seio de nossa sociedade. Em outubro temos que colocar tanto o Bunda Suja quanto o Seboso de Caetés  no esgoto no qual nunca deveriam ter saídos. Mais quatro anos com quaisquer um desses inúteis e imprestáveis, Banânia vai virar uma Venezuela.


PITACO DO BLOG CHUMBO GROSSO: -  O que Banânia andou fazendo neste quarto de século XXI para merecer ter como candidatos a presidente da República um ex-presidiário quadrilheiro e um sociopata totalitário e amalucado. Tadinho de nós bananeiros...

É evidente que as pessoas de bem e do bem detestam o PT  e principalmente um ladrão da laia do Lula. Quanto ao Bunda Suja, este,  é um lixo humano, genocida, psicopata e armamentista. Esse estrupício que se diz presidente, incentiva as pessoas andarem armadas, incita a violência e tem como lema fechar livrarias e fazer clube de tiros...

Temos dois cânceres paridos pela democracia bananeira. De um lado, o Bunda Suja que vem matando 30% da população de fome e  deu cabo de 700 mil seres humanos de covid; do outro, um quadrilheiro comunista que praticou o maior assalto a empresas estatais que se tem notícia ao redor do mundo. Os dois mereciam usar canga de uma junta de bois, pois  são verdadeiros embaixadores da barbárie. Um roubando tudo o que encontra pela frente, o outro pregando violência ao defender o uso de armas de fogo. Todos os dois são baixos, asquerosos e imundos!!!

domingo, 10 de julho de 2022

LULA, PT ET CATERVA "INCARNADA" MATARAM CELSO DANIEL E MAIS 8 PESSOAS QUE TESTEMUNHARAM O CRIME


Maurício  Assuero

O PT finge que não vê o fantasma de Celso Daniel. Não foi um companheiro morto heroicamente na resistência da luta armada. Foi um companheiro vítima do fogo amigo. Há algum tempo eu vi uma entrevista dada a Geneton Moraes Neto por Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, conhecido como Comandante Clemente, que chegou a ser o sucessor de Carlos Marighela na luta armada brasileiro. Nessa entrevista, Clemente admite participação na morte de Márcio Leite de Toledo, um jovem de 19 anos que era integrante da Aliança Libertadora Nacional. Márcio pediu “autorização” para se ausentar do país, dada a repressão, e Clemente entendeu que ele ia entregar o movimento. Atraíram o rapaz numa emboscada e o fuzilaram, sem piedade.

Comparo essa ação ao que se fez com Celso Daniel. Prefeito de Santo André, petista fundador do partido, Celso se viu envolto num emaranhado de corrupção justificada como importante para bancar a candidatura de Lula em 2002. Ao que se sabe, ele tinha um dossiê com o esquema de corrupção detalhado e estava prestes a romper esse vínculo. Não sabia ele que o sistema mata mais do que cigarro ou bebida alcóolica e em janeiro de 2002, Celso é sequestrado e morto. O problema se estende além dessa morte porque surgiu um encadeado de assassinatos com pessoas diversas.

Registra-se que em 18/01/2002, Celso Daniel jantava numa churrascaria com Sérgio “Sombra” e saiu em sua companhia num carro blindado que foi cercado e metralhado. Os bandidos liderados por Dionísio Severo, um especialista em sequestro evadido de um presídio numa cena cinematógrafica. A primeira coisa estranha é que a porta do carro só poderia ser aberta por dentro… e foi. Tiraram Celso Daniel do veículo e não mexeram com Sombra. Nem o assustaram. Portanto, se fosse um crime comum, ambos seriam mortos na hora.

Depois disso, Severo participou de um assalto que deu errado e voltou para a cadeia e foi assassinada com 60 facadas. Com a sua morte, descobriu-se que ele se comunicava com um policial civil, chamada Otávio Mercier que foi assassinado a tiros, em 2013. O garçom que atendia Celso, “sofreu” um acidente quando era perseguido dois homens e sua moto se chocou com um poste. Uma testemunha desse acidente foi assassinada a tiros em 2004. Mas, não para por aí: o agente funerário que reconheceu o corpo de Celso Daniel foi morto a tiros. O legista que declarou que a vítima sofreu torturas intensas foi morto uma semana após ter dada uma entrevista no programa de Jô Soares. Sérgio Sombra morreu em 2015.

Essas coisas assustam bastante, não apenas pela violência em si, mas pela posição das autoridades. A pressa em classificar como crime comum ganhava medalha de ouro nos 100 metros rasos. A delegada Elisabete Saito mandou arquivar o processo “por falta de provas” e talvez ela tivesse um pouco de razão porque “as provas foram sendo eliminadas gradativamente”. Em 2016, o Sérgio Sombra morreu de câncer e os mandantes aquietaram-se no silencia da consciência pesada, mas o que importa?

No meio de tudo isso, eis que Marcos Valério, operador do mensalão, único envolvido nessa ação que ficou preso, tem uma delação premiada homologada por Celso de Mello, então ministro do STF. E Marcos Valério relaciona o PT, relaciona Lula com a morte de Celso Daniel, chegando a dizer, inclusive, que Lula foi chantageado por Ronan Pinto pra não ser envolvido nesse emaranhado de imundície.

Marcos Valério dá argumentos que, no mínimo, deveria ser objetos de investigação. Um deles é que não seria interessante para a campanha petista ter filiados presos e não deveria envolver a estrela máxima do PT num crime praticado com requintes de perversidade. Optou-se pelo silêncio.

A sociedade tem o direito legal de saber o que houve e de saber quem são os mandantes porque a rede criminosa não envolve apenas uma cabeça. Celso Daniel e Márcio Leite de Toledo foram mortos pelo mesmo motivo: não quebrar a hegemonia de um sistema ideológico que não se preocupa em descartar quem se opõe aos seus conceitos. Em meio a isso tudo, temos nomes envolvidos nesse lamaçal concorrendo às eleições de 2022, com a benevolência do STF. “Dura lex sed látex” ou seja “a lei é dura, mas estica” e esse é sentimento que mais incomoda: imaginar que todos somos imbecis. - A manchete e a imagem não fazem parte do texto original -

sábado, 9 de julho de 2022

A VARÍOLA DO MACACO É COMO AIDS: OS VIADOS QUE SE CUIDEM!!!



Será a varíola do macaco a nova AIDS?

O vírus HIV, a acreditarmos na teoria de uma evolução aleatória e desastrosa do SIV, e não numa intencional conspiração laboratorial, veio do macaco, de certos macacos africanos. E passou a infectar humanos.

A detecção, o isolamento, a identificação e a relação do HIV com a síndrome de imunodeficiência por ele acarretada, a AIDS, se deu, inicialmente, em guetos homossexuais, em saunas gays e outros locais de diversão da bicharada. Tanto que, à época, início para meados da década de 1980, muitos jornais nacionais e internacionais de grande prestígio e renome a reportaram como o “câncer gay”, ou a “peste gay”. Muitos a consideraram, inclusive, um castigo de Deus infligido ao modo de vida da comunidade dos rapazes alegres.

O orthopoxvirus, o causador da varíola do macaco, como o nome não nos deixa esquecer, também veio do macaco, de certos macacos africanos. Devido a uma série de mutações aleatórias, a varíola do macaco passou também a infectar humanos.

A varíola dos macacos, segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, também tem preferencialmente incidido em homossexuais masculinos. A grande maioria dos casos iniciais até agora registrados apresentam números muito maiores e significativos dentro da comunidade gay. Depois de dizer que o vírus do macaco adora infectar uma gazelinha, Tedros Adhanom Ghebreyesus emitiu também um alerta para que não haja “estigmatização contra um grupo específico”.

Kevin Fenton, diretor regional da saúde pública de Londres, segue a mesma linha : “A varíola dos macacos pode afetar qualquer pessoa, mas sabemos que muitos dos diagnósticos mais recentes são em gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens. Estamos lembrando a todos os sintomas da varíola dos macacos, e especialmente os homens gays e bissexuais em particular, que estejam especialmente atentos e procurem aconselhamento médico imediatamente se tiverem preocupações”.

O lusitano Vitor Duque, presidente da Sociedade Portuguesa de Virologia, foi ainda mais incisivo : “Pode ser o início de uma epidemia entre os homossexuais que eventualmente se pode alastrar [por] toda a população”.

Comunicados semelhantes foram emitidos também por órgãos de saúde pública de outros países europeus, como a Bélgica e a Espanha.

E eu vos digo : é sério, isso? De novo, esta merda?

A humanidade – ou, ao menos, os seus mandatários – anda, anda, e não sai do lugar; isso quando não patina para trás.

De novo, essa falácia (inconsciente ou deliberada?) de que existem grupos sexuais de risco, quando se lida com moléstias que podem se transmitir, também, por vias sexuais?

Não existe isso de grupos sexuais de risco. O que há são grupos de pessoas com comportamento de risco. No caso, grupos de pessoas que, independente de sua sexualidade, reúnem dois perigosos componentes em suas condutas e modos de vida : a promiscuidade e a falta de precaução.

O maior rodízio de parceiros sexuais aliado à ausência de qualquer tipo de proteção ou prevenção ao se expor a eles é que tornam a pessoa mais sujeita e vulnerável a doenças sexualmente transmissíveis, não a sua orientação sexual, não se ela dá ou come, não se ela chupa rola ou buceta, ou as duas coisas. Há, portanto, comportamentos de risco; não orientações sexuais amaldiçoadas.

Nesse caso, no entanto, a confusão é muito fácil de ser feita, vendida, propagada e, quiçá, até estabelecida como verdade. Isso porque, especificamente nesses casos, há um tangenciamento, uma intersecção entre o grupo de pessoas com comportamento de risco e um grupo de uma certa orientação sexual, os homossexuais masculinos.

Há uma coincidência de aspectos, nesse caso. Explico. Via de regra, homossexuais masculinos são mais promíscuos e desleixados com suas saúdes? Sim, são. Mas não por serem homossexuais. Sim por serem masculinos, homens. O homem, não importando o apito que ele toque, em geral, é mais promíscuo que a mulher. O homem, não importando se gay ou hétero, em geral, é menos, bem menos cuidadoso com a saúde que a mulher. Homem só vai ao médico se começar a sangrar por algum orifício. E se o band-aid não resolver.

Assim, se tomarmos um ambiente em que todas as relações amorosas e carnais se dão entre homens, cuja maioria deles é tão promíscua e pouco zelosa com a saúde como a grande maioria dos homens em geral, fica claro e patente que um novo patógeno sexualmente transmissível tem ali uma acolhedora manjedoura, tem chances muito maiores de se disseminar. Questão de probabilidade, apenas; não de orientação sexual.

O diretor-geral da OMS alertou para que não haja uma estigmatização em torno da informação que ele próprio fez o favor de divulgar. E nos termos que ele divulgou. Será que se ele não tivesse colocado o número de casos da varíola do macaco nesses termos, o da orientação sexual, alguém mais teria feito essa correlação? Será que se ele, simplesmente, relatasse o número de infectados, alguém mais iria se preocupar em saber da sexualidade deles? Quantas vezes “alertar” para a vaga possibilidade de um problema não acaba sendo, na verdade, causá-l0, deflagrá-lo?

E o lado do macaco? Ninguém está a levar em consideração? De novo, a culpa é do macaco? Estaremos a ver o advento de uma nova forma de discriminação, a simiofobia? Sim, a culpa é do macaco. Mas não do chimpanzé, do babuíno etc. A culpa é daquele macaco. Daquele macaco que, há uns milhões de anos, cismou de não ser mais macaco. E desceu da árvore, cortou o rabo e passou a andar sobre duas patas.

De qualquer modo, enquanto não se tem maiores e mais confiáveis informações sobre a varíola do macaco, se ela afeta mais as gazelinhas, ou, igualmente, os rinocerontes, leões e outros machões da savana, cuidem-se, meus caros rapazes alegres. Cuidemo-nos, todos nós. 

Precavei-vos. Podem continuar, feito macaquinhos travessos, a pular de galho em galho, mas protejam-se. Precavei-vos. Para que possam continuar a saltitar lépidos e fagueiros pelos vastos campos verdes de nossa bandeira. Este texto foi gentilmente roubado lá do Blog A MARRETA DO AZARÃO, donde, seu administrador reside em Ribeirão Preto(SP), sendo um TARADÃO totalmente pervertido... - A manchete não faz parte do texto original -

sexta-feira, 8 de julho de 2022

DEPUTADO FEDERAL, O GARANHUENSE FERNANDO RODOLFO, CONSEGUIU DONATIVOS EM BRASÍLIA, PARA SOCORRER OS DESABRIGADOS DAS ENCHENTES NOS MUNICÍPIOS DE GARANHUNS E CORRENTES

 




Por Altamir Pinheiro

Neste começo de semana, nem bem desembarcou em Brasília, o deputado garanhuense já se reuniu com o ministro da Cidadania, Ronaldo Bento,  para tratar de questões urgentes no que diz respeito aos flagelados do Agreste Meridional. Fernando Rodolfo fez um apelo(exigiu) ao ministro,  que com a maior brevidade possível liberar os donativos apropriados para a população pobre que sofreu tamanho revés, principalmente Correntes e o distrito de São Pedro em Garanhuns.


EIS O QUE DISSE E REIVINDICOU  O DEPUTADO FEDERAL AO MINISTÉRIO DA CIDADANIA :


“Expliquei ao ministro Ronaldo sobre a situação atual, tivemos muitas cidades atingidas pelas chuvas, que sofrem até hoje problemas de infraestrutura, estradas, pontes, mas também temos que resolver a questão dos desabrigados no Agreste, principalmente no município de Correntes e no distrito de São Pedro, em Garanhuns. Muitas famílias saíram de suas casas, porque a água invadiu, e foram para escolas, mas agora elas voltaram e estão sem nada, sem comida, sem colchão, não tem onde dormir. O ministro se comprometeu a atender nosso pedido com a máxima urgência, a equipe do ministério está na região e vai orientar os prefeitos nos procedimentos”, afirmou Fernando Rodolfo.



quinta-feira, 7 de julho de 2022

A VOLTA DA BANDIDAGEM À POLÍTICA, POIS VEM AÍ : LULA, GEDDEL, CUNHA, BOB JEFFERSON, QUEIROZ E AGORA O PILANTRA DO ARRUDA!!!


Liminar concedida pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, suspendeu os efeitos das condenações por improbidade administrativa que tornavam o ex-governador José Roberto Arruda (PL) proibido de disputar eleições.

Com essa decisão, Arruda fica liberado para disputar as eleições já no próximo mês de outubro.

A decisão do ministro Humberto Martins foi adotada no plantão do do STJ, que ele exerce na primeira quinzena de julho. Em seu pedido, a defesa alegou a nova Lei de Improbidade Administrativa, em vigor desde 2021.

Os advogados Paulo Emílio Catta Preta e Willer Tomaz, que atuam na defesa de Arruda, sustentaram que o Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 3 de agosto o julgamento sobre a repercussão geral da retroatividade da nova lei.

O ministro Nunes Marques, do STF,  já decidiu caso semelhante, permitindo que o ex-deputado Roney Nemer (PP) recuperasse os direitos políticos, após a suspensão de condenações por improbidade. - Texto gentilmente roubado lá do Blog do bolsonarista Cláudio Humberto -


sexta-feira, 24 de junho de 2022

A FUNÇÃO DO QUADRILHEIRO LULA É ELOGIAR A BANDIDAGEM




Duda Teixeira


Ao admitir que agiu para libertar os sequestradores de Abilio Diniz, Lula lembra como o PT sempre esteve disposto a perdoar autores de crimes hediondos, desde que seguissem sua cartilha ideológica. Com a língua solta em sua sexta campanha para o Palácio do Planalto, Lula tem revelado segredos que o PT preferiria esconder, 

“Em um discurso na sexta, 17, ele admitiu que procurou o então presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro da Justiça Renan Calheiros para solicitar, em 1998, a libertação dos sequestradores do empresário Abilio Diniz. Naquele ano, os criminosos — cinco chilenos, dois canadenses, dois argentinos e um brasileiro — já estavam presos havia dez anos pelo crime, cujo objetivo era levantar 30 milhões de reais para financiar o grupo terrorista Movimento Esquerda Revolucionária, o MIR do Chile.”


 “A louvação dos sequestradores é mais um sintoma da inclinação petista para romantizar e desculpar atos contrários à lei, contanto que seus protagonistas sigam sua cartilha de esquerda. Desde que, ainda em 1989, o delegado Romeu Tuma e o secretário de Segurança Pública, Luis Antônio Fleury Filho, afirmaram que havia material de propaganda do PT, como bandeiras, camisetas e bandeiras, com os sequestradores, o partido negou qualquer vínculo com o MIR do Chile. Havia ainda o temor de que o crime pudesse atrapalhar Lula em na eleição presidencial, a qual acabou sendo vencida por Fernando Collor. O PT sempre procurou se desvencilhar publicamente do MIR, mas em privado seguiu próximo ao grupo.”

quinta-feira, 23 de junho de 2022

MINISTRO DO BUNDA SUJA RECEBE PROPINA DE R$ 60 MIL E ALEGOU VENDA DE AUTOMÓVEL


 Igor Gadelha e Raphael Veled

Uma movimentação suspeita na conta bancária de Milton Ribeiro foi indício determinante para a Justiça Federal decretar a prisão do ex-ministro da Educação. Segundo fontes a par da investigação, Ribeiro teria recebido um depósito suspeito de Arilton Moura, um dos pastores presos na operação que investiga um esquema de corrupção no MEC.


Aliados do ex-ministro sustentam que o depósito seria referente à venda de um carro da esposa dele, Myriam Pinheiro Ribeiro, para Victoria Bartolomeu, filha de Arilton.


ANTES DO ESCÂNDALO – O Metrópoles teve acesso ao documento de transferência do veículo. Ele indica que o negócio foi feito em 21 de fevereiro de 2022, um mês antes do escândalo no MEC envolvendo os pastores ser noticiado.


O carro vendido foi um SUV KIA Sportage ano 2015, modelo 2016. Embora o endereço da filha de Arilton seja de Goiânia, a transferência do veículo foi validada em um cartório de Santos, onde o ex-ministro mora.


O depósito foi identificado em investigação da Controladoria-Geral da União (CGU). Sem dar detalhes, o órgão emitiu nota nesta quarta comunicando apenas que repassou a informação à Polícia Federal e ao Ministério Público.


OUTRAS VERSÕES – No governo, há ainda outras versões sobre quem teria efetuado o depósito na conta do ex-ministro. Há quem diga, por exemplo, que teria sido uma universidade.


A defesa de Ribeiro reafirma que a movimentação considerada suspeita pelos investigadores foi a venda de um carro, “venda regular, documentada e sem qualquer ilicitude”. Mas não dá detalhes.


De uma forma ou de outra, o discurso de defesa e do Palácio do Planalto já está montado para tentar isolar o escândalo da campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Após prisão de Ribeiro, Bolsonaro fez reunião para debater o esquema de comunicação


A INVESTIGAÇÃO – A Polícia Federal já investigava o ex-ministro desde março deste ano, quando um áudio em que Ribeiro dizia priorizar pedidos de pastores apadrinhados de Bolsonaro (PL) se tornou público e levou à demissão do então ministro.


Depois, apareceram outras provas. No entanto, o presidente Bolsonaro sempre defendeu a inocência do ministro e chegou a dizer que colocaria “a cara no fogo” por ele.


Depois da prisão, passou a dizer que o problema é dele. Mas a primeira-dama Michelle Bolsonaro continuou fiel ao pastor e ofereceu seu advogado a ele, enquanto a ex-ministra Damares Alves dizia que Milton Ribeiro provará inocência.




sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

SE 65 MILHÕES DE POBRES, PRETOS E PUTAS COGITAM MESMO VOTAR NO SEBOSO DE CAETÉS, ONDE FOI QUE ERRAMOS?!?!?!

 


Por Paulo Polzonoff


Só poderei entender o outro se a mim mesmo entender - Gustavo Corção - 


No texto que escrevi sobre a preocupação presidencial com o possível avanço de uma onda vermelha sobre o Brasil, convidei os leitores a uma conversa. Quem chegou ao quarto parágrafo leu o convite para puxar uma cadeira e participar do bate-papo, talvez até tomando uma cervejinha gelada. Nem todos, contudo, reagiram bem ao convite. Houve quem entrasse chutando a mesa e as cadeiras cuidadosamente dispostas e esbravejando: “Você está errado! Eu tenho razão!”.


Mas não aprendo. E, se não aprendo, é porque não quero aprender. Sei que há muita gente viciada em estar com a razão, mas não me vejo como traficante de certezas. Pelo contrário, se é para viciar as pessoas em algo, que seja na dúvida. Refletir dá uma barato que nem te conto!


Por isso, e a despeito de um ou outro malcriado, insisto no convite: chega mais. Puxe uma cadeira. Não, não essa. Essa é muito dura. Ô, Dani, onde é que tá aquela almofada? Não, não a verde; a amarela. O amigo aqui tá precisando. Melhor assim? Maravilha! Não liga, a Catota é desse jeito mesmo. Logo ela se acostuma com você. Ah, já já o café fica pronto. Vai querer? Daqueles bem fortes. Também tem cerveja na geladeira. Prefere uísque? É pra já! Quantas pedras de gelo? Seja sempre bem-vindo à nossa conversa diária.


PESQUISAS ELEITORAIS - Este texto se baseia nos dados de uma recente pesquisa eleitoral. E, sim, eu sei que as pesquisas eleitorais, não é de hoje, sofrem uma grave crise de credibilidade. Sucessivamente, os números das pesquisas insistem em contrariar a realidade que apreendemos intuitivamente. Acontece comigo também. Olho para os lados e não vejo 45% dos familiares e amigos afirmando que votarão em Lula. Por consequência, dou um passo atrás e digo para mim mesmo que, sei não, algo de estranho está estranho.


“Como assim um candidato ex-presidiário que não pode nem ir no barzinho da esquina bebericar sua cachacinha pode estar 20 pontos percentuais à frente do candidato e atual presidente que ainda atrai razoáveis multidões por onde passa?”, você e eu nos perguntamos. E, para essa e tantas outras perguntas, não tenho uma resposta. A lógica me faz crer que os institutos de pesquisa não teriam interesse em fraudar esse tipo de resultado. Afinal, o bem mais valioso para um instituto de pesquisa é, em teoria, sua credibilidade. Se ninguém acredita nas pesquisas de opinião, para que elas servem?


Feitas essas ressalvas necessárias (mas sempre insuficientes), o fato é que uma pesquisa recente mostra que Lula teria 45% dos votos dos brasileiros. Numa conta rápida, levando em consideração que o Brasil tem 147 milhões de pessoas aptas a votar, isso equivaleria a 66 milhões de eleitores. Arredondemos para 65, só para o título ficar bonitinho. Este é o número de brasileiros, nossos concidadãos, pessoas com as quais dividimos o escritório, o transporte público e o restaurante, e que, em teoria, a julgar pelos números de uma pesquisa, estariam dispostas a votar num ex-presidente que já passou 580 dias numa prisão de luxo.


As condenações pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro posteriormente foram malandramente anuladas pelos “guardiões da Constituição”. O que não quer dizer, em hipótese alguma, que Lula tenha sido inocentado.


IGNORÂNCIA TÃO PROFUNSA QUE NOS ESCAPA - Dito isso, chegou a hora daquele momento que incomoda tanta gente: o de olhar para dentro. A fim de tentar entender onde foi que erramos, enquanto sociedade, a ponto de termos entre nós 65 milhões de semelhantes que no mínimo cogitam votar em Lula – o que significa devolver o poder a um grupo político caracterizado pela corrupção, autoritarismo e mentira.


O que leva um caminhoneiro, por exemplo, a dizer que prefere a corrupção do PT a um governo “que cobra um preço desses pelo diesel”? O que leva um intelectual todo racional, iluminista e ateuzão a depositar todas as suas esperanças (fé) em Lula? O que leva jornalistas – olá, colegas! – a defenderem um partido que despreza a liberdade de expressão? O que leva um cristão a cogitar votar numa facção que já se mostrou antirreligiosa e que, pior, se baseia numa ideologia que tem como base a força, e não a misericórdia?


De todos os exemplos citados, os únicos que fazem algum sentido são o dos intelectuais e o dos jornalistas – grupos tradicionalmente cooptados pelo espírito coletivista que insiste em nos assombrar, mesmo depois de todas as tragédias totalitárias do século XX. Aliás, faz sentido que todas as pessoas que de alguma forma sucumbiram à tentação da engenharia social (incluindo aí médicos, arquitetos e escritores) vejam até com naturalidade a ideia de votar em Lula. Afinal, eles agem movidos pela ambição de um dia construir uma nova Torre de Babel.


Quanto aos demais exemplos e outros tantos que não me ocorrem, resta a dúvida: agem movidos por ignorância ou por uma má-fé disfarçada de “jeitinho brasileiro”? Ora, quem me lê com as devidas frequência & atenção sabe que prefiro sempre pressupor ignorância a cogitar que alguém aja de forma deliberadamente mal-intencionada.


É ela, a ignorância, o que leva uma pessoa honesta a não enxergar a relação entre a crise e, por exemplo, o intervencionismo econômico. É a ignorância o que faz certas pessoas darem de ombros para a liberdade, considerando-a um valor menor. É a ignorância, inclusive a ignorância de si mesmo (daí a frase de Gustavo Corção lá no alto), que impede alguns de entenderem que o outro às vezes age movido por sentimentos mesquinhos, como a inveja e a vaidade, mesmo que de sua boca saiam palavras a exaltar “o bem comum”.


HONESTIDADE, AUTONOMIA, AUTOSSACRIFÍCIO - Se há, portanto, algo de verdadeiro na pesquisa, e se de fato 66 milhões de brasileiros pensam em entronar Lula novamente, é porque, nas últimas duas décadas, não conseguimos, apesar de todos os textos e debates e memes e documentários e cultos e decisões judiciais, criar uma sociedade baseada em valores como a honestidade, a autonomia e o autossacrifício. Pelo contrário, fomentamos essa ignorância que agora nos ameaça com a volta de Lula, exaltando a preguiça sobre a honestidade, a dependência sobre a autonomia e os prazeres sobre o autossacrifício.


Mas me diga: ainda tá bom esse uísque? Não quer mais gelo, não? Acho que vou cortar um salaminho pra gente. Xi, olha que sujeirada! Limpa logo isso, cara. Se a Dani vir vai ficar furiosa! Ah, meu Deus, aí vem ela. Disfarça, disfarça. Oi, amor, tudo bem? Não, não. Eu tava me levantando agora mesmo pra cortar um salaminho pra gente. A Catota? Não tenho a menor ideia de onde essa gata se enfiou. Mas onde é que estávamos mesmo? Ah, sim. Eu falava dos brasileiros que, de acordo com uma pesquisa aí, cogitam votar em Lula. Em Lula! Não dá mesmo pra acreditar numa coisa dessas.

 



Todas as eleições presidenciais desde a redemocratização foram vitais e colocaram a sociedade diante de escolhas difíceis. Não será diferente agora. Mas, neste ano, há uma diferença importante. O próprio fundamento da Constituição estará em jogo. Se o atual presidente conseguir permanecer no posto, há o risco de que os seus ataques à democracia saiam fortalecidos. Desde que a reeleição foi introduzida, todos os presidentes conseguiram renovar seus mandatos, beneficiando-se da máquina pública. Apesar da baixa popularidade (a rejeição ronda os 60% dos eleitores nas principais pesquisas), Bolsonaro mantém o apoio de cerca de um quarto do eleitorado. Ele tem chances reais de se reeleger.


Até o momento seu ímpeto golpista foi contido pelo Supremo Tribunal Federal, por meio de inquéritos que investigam as milícias digitais bolsonaristas, os atos antidemocráticos e a interferência na Polícia Federal. O cerco judicial, até o momento, conseguiu limitar os ataques à democracia, freando o financiamento dos seus autores e bloqueando a monetização da indústria de fake news.


Mas isso não significa que a possibilidade de uma ruptura possa ser descartada. O presidente tem agido para minar as instituições, mesmo com os obstáculos que enfrentou. Pesquisadores da FGV, incluindo o professor da FGV-Direito Oscar Vilhena, apontam que o presidente usou em seu mandato expedientes para erodir a democracia e a institucionalidade. Entre eles, abusar do uso de normas infraconstitucionais, como decretos e medidas provisórias, além de minar por dentro órgãos de Estado. Faz parte dessa estratégia asfixiar entidades com cortes de verbas (como acontece na Educação) e subvertê-las por meio de dirigentes que se posicionem de forma oposta aos seus próprios princípios. Nesse último caso, os exemplos mais cabais são a indicação de Sérgio Camargo para a Fundação Palmares (que se volta contra a defesa dos negros e a luta por mais diversidade) e a de Ricardo Salles para o Ministério do Meio Ambiente (o ex-ministro desmontou os órgãos de fiscalização e é investigado até por favorecimento de quadrilhas de desmatamento ilegal). Isso pode se agravar num eventual segundo mandato.

A pandemia também serviu de pretexto para Bolsonaro tentar subtrair poder de prefeitos e governadores e para a ocupação militar do Ministério da Saúde, com consequências nefastas. Com a explosão dos casos da variante ômicron (não devidamente captados pelo apagão digital na pasta, mais um desmanche conveniente), o chefe do Executivo volta a usar o risco de lockdown como forma de atacar os gestores locais, a ciência e as autoridades sanitárias. Não aprendeu nada com a doença, continua investindo contra a vacinação e permanece ignorando a tragédia de mais de 620 mil mortos. “A ômicron não tem matado ninguém. Dizem até que seria um vírus vacinal. É bem-vinda”, declarou em mais uma frase repugnante, ao mesmo tempo em que criava obstáculos para a imunização das crianças. Se permanecer no Planalto, o combate à Covid e a novas ameaças globais à Saúde, já previstas pelos especialistas, será ainda mais difícil.


Além de não combater a doença, o presidente enxergou nela a oportunidade de debilitar a democracia. “A nova ditadura não é de uma hora pra outra, vem aos poucos. Vai tirando pedaços da sua liberdade aqui e acolá. E quando você vê, está até a cintura na areia movediça, não tem como sair mais”, afirmou na última segunda-feira, afrontando as medidas de restrição social para combater a doença que provavelmente serão novamente necessárias. Tentava reproduzir pela enésima vez a parábola orwelliana da ameaça representada pela implantação de um hipotético regime esquerdista, mas traiu suas próprias aspirações. Na prática, parecia descrever a sua própria tática para assaltar o Estado, que tem cada vez mais os órgãos de controle aparelhados e desvirtuados – o que ocorre até com a Polícia Federal, órgão vital que teve sua cúpula removida para seguir fielmente os interesses pessoais do presidente.


Acuado pela corrupção no governo, exposta especialmente pelas compras fraudulentas de vacinas no Ministério da Saúde, o presidente tem negado até que o combate à corrupção tenha sido sua bandeira para chegar ao poder: “Eu não apareci em 2018 e falei que sou a favor da Lava Jato e vou combater a corrupção. Não foi isso. Minha história começa há muito tempo”. É mais um embuste. Todos se lembram das cenas de Bolsonaro tentando assediar o então juiz Sergio Moro em um aeroporto em 2018. As manifestações anticorrupção turbinadas pela Lava Jato foram o principal laboratório para a cristalização do bolsonarismo. O atual presidente usou o movimento para se legitimar como candidato. Eleito, convidou o próprio Moro para seu ministério, para em seguida isolá-lo e operar na surdina para desmontar a operação. Com isso, conseguiu enredar os órgãos de controle para proteger os grupos fisiológicos capturados no Petrolão e no Mensalão que são sua principal base de sustentação no Congresso, além de impedir as investigações sobre os crimes de rachadinha no seu clã. O presidente não vai abrir mão dessa blindagem facilmente. E tem se esforçado para isso.


O maior movimento coordenado por ele até o momento para se perpetuar no poder e melar as eleições ocorreu no Sete de Setembro, quando mobilizou manifestações em Brasília e São Paulo e afirmou que não aceitaria mais as determinações do ministro Alexandre de Moraes – o juiz do STF está à frente dos principais inquéritos contra o mandatário e seus apoiadores. Desde então, Bolsonaro precisou recuar em suas investidas para não abrir espaço a um processo de impeachment e nem atiçar uma reação popular que seria fatal para ele. Um triunfo eleitoral em outubro, ao contrário, seria assumido imediatamente como uma revanche e um sinal verde para seu projeto autocrático.


Para isso acontecer, Bolsonaro tenta reverter sua impopularidade desesperadamente. Já faz isso por meio de programas eleitoreiros, feitos improvisadamente driblando o teto de gastos. É o caso do Auxílio Brasil, sucedâneo do Bolsa Família, empacotado para ele tentar aumentar sua penetração no Nordeste, região em que ainda é largamente rejeitado. Com a ajuda do Centrão, tenta também irrigar inúmeros projetos paroquiais e eleitoreiros espalhados pelo País por meio do orçamento secreto, uma aberração introduzida pelos aliados no Congresso para subverter a vontade popular, comprar apoios políticos e fortalecer os caciques que aderiram ao seu projeto de poder.


Mesmo assim, esse plano enfrenta percalços. A economia, que será vital para o pleito, é plenamente desfavorável ao mandatário. Pesarão contra ele em outubro uma inflação de dois dígitos, altos índices de desemprego e risco de estagflação. O Banco Mundial acaba de revisar sua previsão do crescimento do Brasil este ano, de 2,5% para 1,4%. Ainda assim, a instituição é bem mais otimista do que consultoras e bancos brasileiros, que já preveem estagnação ou mesmo um PIB negativo até o final do ano. Mesmo a previsão positiva do Banco Mundial reflete a menor taxa de crescimento entre os 18 países emergentes analisados. Considerando 28 economias da América Latina e Caribe, o Brasil deve superar apenas o Haiti. É um péssimo prognóstico para um governo que vem anunciando desde o início uma época de prosperidade, mas até agora só entregou resultados pífios e recessão. Nem no seio do governo esse malogro passa em branco. Em sua justificativa para o estouro da meta de inflação em 2021 (10,06%), o próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, elencou o descontrole fiscal como uma das causas. Entre economistas, não restam dúvidas. A crise econômica no Brasil foi fabricada pela incompetência do próprio governo, apesar dos truques retóricos de Paulo Guedes, que são recebidos cada vez com mais tédio e impaciência por empresários e agentes econômicos. Se o mandatário continuar no poder, esse cenário não pode ser revertido —­­­ é o cálculo que todos começam a fazer.


Apesar disso, há chances reais de o mandatário garantir mais quatro anos no Planalto. Analistas apontam as particularidades do próximo pleito, em que o antipetismo ainda pode jogar um papel relevante, beneficiando o atual morador do Palácio do Alvorada. “Desde o período da redemocratização, a gente nunca teve um presidente que afrontasse tanto as instituições, mas é preciso levar em consideração outros fatores que podem impactar o atual cenário”, defende Bruno Soller, especialista em Comunicação Política pela George Washington University. Ele aponta que o líder atual nas pesquisas, o ex-presidente Lula, teve suas condenações anuladas por questões processuais, e não por ter sido isentado de corrupção. Isso pode pesar ao longo da corrida eleitoral. Esse é o cálculo que Bolsonaro fez ao facilitar a soltura e a reabilitação política de Lula. Mas pode ter errado na dose, criando um problema para si mesmo.


Mesmo com a eventual reeleição de Bolsonaro, cientistas políticos ponderam que as instituições já estão suficientemente maduras para suportar investidas autoritárias. “Não podemos esquecer que o País passou por dois impeachments nos últimos 30 anos, e foram respeitados todos os ritos do processo”, pontua Soller. “A eleição de um personagem político diferente de Bolsonaro não traz exatamente estabilidade política, econômica e social. Mas traria mais estabilidade do que o governo Bolsonaro. Ele alimenta crises com suas declarações e atitudes, defende o indefensável. Ele só para seus ataques quando se sente realmente ameaçado”, diz o cientista político Rubens Figueiredo. “O País passou nos últimos três anos pelo seu mais duro teste, com um governante que trabalha basicamente pela ruptura da democracia. Na outra ponta, ele tem um profundo desprezo por gestão. Tem sido um teste muito duro para nossa democracia. Espero que isso se encerre com o final do seu mandato”, acrescenta Felipe Santa Cruz, presidente da OAB.


As eleições são, de qualquer forma, a única chance de interromper o projeto autoritário de Bolsonaro. Por isso, até o processo eleitoral precisa ser protegido. O risco de subversão das eleições, com o questionamento das urnas eleitorais, pode aumentar à medida que o chefe do Executivo se sinta fragilizado ou veja as chances reeleitorais minguarem. Num primeiro momento, seu ataque às urnas, copiado de Donald Trump, foi superado pela “Declaração à Nação” escrita às pressas pelo ex-presidente Michel Temer após o Sete de Setembro. Mas isso não significa que as redes digitais, inclusive clandestinas e robotizadas, não serão sacadas durante a campanha, escapando à vigilância de Justiça Eleitoral. Para lembrar esse risco, o presidente fez novos ataques na última quarta-feira aos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes do STF, acusando-os de ameaçar e cassar “liberdade democráticas” com o objetivo, segundo ele, de beneficiar a candidatura de Lula (o que motivou essa nova explosão foram as investigações contra ele e seus aliados). “É possível que vivamos um Sete de Setembro permanente até as eleições. Haverá muito investimento de recursos públicos nas campanhas eleitorais deste ano”, alerta a cientista política Juliana Fratini. Para ela, esta será uma campanha cheia de estereótipos e raiva.



Em outubro, o País terá um encontro com seu destino. Em pleitos passados, o País rejeitou o populismo de esquerda, referendou o Plano Real e chancelou o PT apenas quando este partido se mostrou moderado. A estabilização monetária, implantada pelo governo FHC, é um pilar da sociedade até hoje. Esses valores precisam ser preservados, assim como o espírito da Constituição de 1988. A substituição de Bolsonaro não é apenas um salutar movimento de alternância no poder. Ela é necessária para evitar que o bolsonarismo se constitua em movimento perene de ameaça à ordem institucional. Ainda que o presidente não tenha a mesma habilidade de Trump, ele pode exercer uma influência nociva antidemocrática. Bolsonaro não precisa apenas ser derrotado eleitoralmente. O mal que representa precisa ser extirpado, para que o País retome o curso do desenvolvimento e do amadurecimento democrático, um ideal que segue ameaçado por aventureiros e extremistas.






domingo, 9 de janeiro de 2022

SE ELEITO, PT VAI VOLTAR À CENA DO CRIME PARA REEDITAR O MENSALÃO E O PETROLÃO, TENDO COMO PROTAGONISTAS OS MESMOS ESPERTALHÕES DA VELHA GUARDA, DO FILME DAS ANTIGAS A COMEÇAR POR LULA, DIRCEU, AMANTE, LINDINHO. MERCADANTE, GUIDO MANTEGA E ATÉ ROSEMARY NORONHA...



O ano eleitoral mal começou e o PT já reativou sua máquina de reescrever a história. Depois de disseminar a falsa narrativa da perseguição política para se esquivar das inúmeras – e robustas – denúncias de corrupção envolvendo seus principais quadros, o partido comandado por Luiz Inácio Lula da Silva dedica-se agora à estratégica tarefa de apagar da memória dos brasileiros os erros que ajudaram a afundar a economia nos últimos anos da era petista. A artimanha para tentar voltar ao poder ganhou forma nesta semana, com a publicação de um artigo que defende a velha cartilha do lulismo para “consertar” o país. O texto provocou enorme repercussão, não apenas pelo seu conteúdo desonesto, que omite o catastrófico apagar das luzes do governo Dilma Rousseff, mas também pela figura que Lula escolheu para assiná-lo: Guido Mantega.


Mais longevo ministro da Fazenda da era petista (comandou a pasta de 2006 a 2014), Mantega ressurgiu na cena política como porta-voz do petismo em uma série de artigos sobre economia que o jornal Folha de S. Paulo solicitou aos principais presidenciáveis. O texto ataca a “herança maldita” que será deixada pelos “governos Temer e Bolsonaro” e defende um modelo intervencionista, controlando os juros e estimulando “políticas industriais”. Nenhuma linha foi dedicada a explicar a pior recessão da história, iniciada ainda em 2014 e marcada pela grave retração do PIB sob Dilma Rousseff. Adversários de Lula na corrida ao Planalto, como Sergio Moro e Ciro Gomes, criticaram duramente o artigo e até lulistas de carteirinha caçoaram da peça de Mantega. “Oxalá seja apenas mal-assombração!”, escreveu o deputado Orlando Silva, do PCdoB, que também foi ministro nos governos de Lula e Dilma.


Lideranças petistas passaram os últimos dias explicando a opção por Mantega como porta-voz econômico da candidatura de Lula. Venderam como uma espécie de alento a tese de que, apesar de encarnar a ideologia desenvolvimentista do petismo, o ex-ministro foi escolhido porque já se sabe que ele não voltará à Esplanada dos Ministérios em um eventual novo governo do PT. “Qualquer outro nome geraria especulação de que poderia ser o ministro da Fazenda do Lula”, diz um dirigente petista. O fato é que a síntese do plano econômico de Lula, que visa a acabar com o teto de gastos públicos e revogar a reforma trabalhista, está presente no artigo de Mantega e é fruto de conversas semanais que o ex-ministro manteve durante a pandemia com os economistas Luiz Gonzaga Belluzzo e Delfim Netto, dois outros conselheiros de Lula na área – às sextas-feiras, eles costumavam se falar por videoconferência na hora do almoço, para conversar sobre o cenário econômico e alinhavar ideias a serem oferecidas ao chefe petista.

Aliados afirmam que o ex-presidente deve buscar um perfil mais parecido com o de Antonio Palocci, que foi ministro da Fazenda em seu primeiro mandato. Um nome ligado ao PT, claro, mas palatável ao mercado. Palocci virou desafeto dos petistas depois que confessou seus crimes e delatou antigos companheiros de partido em um acordo de colaboração feito com a Polícia Federal. Entre os delatados está o próprio Mantega, seu sucessor no ministério, acusado de antecipar decisões do Banco Central para o banqueiro André Esteves, dono do BTG. Os relatos de Palocci e de outros delatores graúdos da Lava Jato, como Marcelo Odebrecht e Eike Batista, ajudam a explicar por que Guido Mantega ainda goza de tanto prestígio nas hostes lulistas.


Ao longo dos nove anos em que esteve à frente da Fazenda, Mantega foi o mais eficiente tesoureiro de campanha do PT. Os empresários acusaram o ex-ministro de cobrar repasses ilícitos ao partido como contrapartida para atender seus pedidos dentro do governo. O caso mais notório envolve o pagamento de 50 milhões de reais da Braskem, do grupo Odebrecht, à campanha de Dilma em 2010, referente à “compra” da medida provisória conhecida como Refis da crise, que abatia dívidas tributárias da empresa. O acerto rendeu a Mantega o apelido “Pós-Itália” na planilha do setor de propinas da empreiteira baiana. A denúncia apresentada à Justiça pela força-tarefa de Curitiba foi rejeitada e as provas foram anuladas depois que o Supremo Tribunal Federal determinou o envio da ação do Paraná para Brasília. Mantega chegou a ser detido por algumas horas pela PF, em 2016, e conseguiu se livrar da tornozeleira eletrônica graças ao STF.


O ex-ministro foi um dos assuntos políticos mais candentes da semana, mas não é só ele quem dá ares de filme antigo à pré-candidatura de Lula. Outros importantes personagens da era petista estão diretamente envolvidos na campanha presidencial. Três vezes ministro de Dilma entre 2011 e 2015, Aloizio Mercadante, por exemplo, é o responsável pela formulação do que será apresentado em alguns meses como o plano de governo lulista. Presidente da Fundação Perseu Abramo, bancada com o fundo partidário, Mercadante é quem organiza as reuniões de onde saem as teses que depois a militância passa a difundir nas redes. Foi na fundação que ele e Lula se reuniram com Belluzzo antes de turnê pela Europa, em novembro, onde o chefe petista se encontrou com líderes da centro-esquerda e com o presidente francês, Emmanuel Macron.

Mercadante terá neste ano tanta projeção quanto Gleisi Hoffmann, a presidente nacional do PT, que tem acompanhado Lula em todas as agendas eleitorais. Sem autonomia para negociar em nome do partido, a deputada, também beneficiada por decisões da Segunda Turma do STF contra a Lava Jato, atua como emissária de Lula nos encontros dos quais o chefe petista não consegue participar. Nos últimos meses, Gleisi passou a seguir também as diretrizes traçadas por outro ex-ministro que Lula trouxe para perto de si, de olho na disputa pelo Planalto: Franklin Martins, que foi chefe da Secretaria de Comunicação no segundo mandato do petista, entre 2007 e 2010. Franklin assumiu a coordenação das redes sociais de Lula e deve comandar a estratégia de comunicação da campanha. Aliados atribuem à chegada do ex-ministro à equipe as declarações de Lula no ano passado em defesa da regulação da mídia, um desejo antigo do petismo raiz. Franklin Martins foi o responsável por alimentar uma série de blogs petistas, depois do mensalão, especializados em tentar manchar a reputação de adversários políticos e jornalistas independentes.


O “acordão” do establishment político para sepultar a Lava Jato deu ao PT não apenas a condição de lançar Lula na corrida presidencial, mas também munição para que outros quadros históricos e igualmente enrolados com a Justiça voltassem a circular com desenvoltura nos bastidores. O caso mais emblemático é o do ex-ministro José Dirceu. Como mostrou Crusoé em dezembro, o chefe da Casa Civil no primeiro governo Lula, condenado no mensalão e no petrolão, tem rodado o país para conversar com governadores, parlamentares e dirigentes partidários – a atuação é classificada por um interlocutor dele como “prospecção” eleitoral. Dirceu tem sido bastante elogiado dentro do partido, que para evitar danos de imagem o mantém estrategicamente afastado do círculo mais próximo de Lula.


Outro rosto conhecido que ganhou espaço nas hostes petistas nos últimos tempos é o do ex-deputado José Genoino, que também já presidiu o PT, como Dirceu, e foi igualmente condenado no processo do mensalão, em 2012. Hoje, Genoino vocaliza a ala mais radical do partido. Ele encampou um abaixo-assinado contra a ideia de lançar o ex-governador paulista Geraldo Alckmin como vice na chapa de Lula, defendida por Fernando Haddad. É no grupo de Genoino que flui o petismo mais ideológico, defensor das ditaduras de esquerda da América Latina, como a da Venezuela, e que responsabiliza a “hegemonia neoliberal” pelas agruras do país – um discurso que, vez ou outra, e a depender de quem está a ouvi-lo, o próprio Lula também adota. Embora seja muitas vezes engolida pelo pragmatismo lulista, essa ala exerce influência e forte pressão interna nas decisões partidárias. Foi assim, por exemplo, na constrangedora nota que celebrou em novembro passado a “vitória” do ditador Daniel Ortega nas eleições na Nicarágua e a polêmica ida de Gleisi à posse do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 2019.

A face mais moderada do grupo é a do deputado Rui Falcão, que antecedeu Gleisi no comando do PT e coordenou a campanha de Dilma em 2014, ápice do esquema de caixa 2 revelado pela Lava Jato – Marcelo Odebrecht, por exemplo, admitiu ter repassado 150 milhões de reais por fora para a reeleição da petista naquele ano. O parlamentar também é refratário à aliança com o ex-tucano Alckmin, mas nem por isso perdeu espaço no núcleo duro lulista. O ex-presidente já garantiu a participação de Falcão no grupo que coordenará sua campanha. Caberá a ele conter a ira dos mais fanáticos contra o pragmatismo eleitoral e a grita a favor de bandeiras antidemocráticas da esquerda xiita, que certamente serão exploradas pelos adversários.


Até o ex-tesoureiro Delúbio Soares, condenado ao lado de Genoino e Dirceu no mensalão, começou a dar pitacos nos grupos de WhatsApp da militância petista, cavando espaço. A mulher de Delúbio, Mônica Valente, ainda integra a Executiva Nacional do partido, na qual já comandou o departamento de relações internacionais, e é a principal representante da legenda no Foro de São Paulo, que reúne a esquerda latino-americana e costuma defender gente como os narcoguerrilheiros colombianos das Farc – recentemente, a agremiação se manifestou a favor da prisão de políticos opositores por Ortega na Nicarágua. Por ora, nas questões diplomáticas, Lula tem seguido mais os conselhos do ex-chanceler Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa. Integram ainda a tropa os ex-ministros Fernando Haddad e Jacques Wagner, que só não se dedicarão mais à campanha do chefe petista porque precisarão gastar sola de sapato para tentar vencer as eleições ao governo paulista e baiano, respectivamente.


Enquanto na base petista já tem gente sonhando em voltar a ocupar um cargo em Brasília, o discurso das principais lideranças do partido é de cautela, para conter o clima de “já ganhou” que começou a se espraiar pela militância diante da vantagem que Lula tem sobre os demais candidatos nas pesquisas. Os mais experientes lembram da campanha de 1994, quando ele tinha 40% das intenções de voto em maio, cinco meses antes do pleito, e perdeu para o tucano Fernando Henrique Cardoso no primeiro turno. “Naquela eleição, teve um jornal que publicou uma lista completa de quem seriam os ministros do Lula e deu no que deu”, recorda um dirigente.


É espantoso que, hoje, uma parte significativa dos eleitores brasileiros não tenha memória do filme antigo protagonizado pelo PT e o seu chefe. - Texto gentilmente roubado lá da Revista Crusoé -