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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

BRASIL PETRALHA: PAÍS DO FULECO E DO PIXULECO...





Milton Gamez        

Pobre FULECO. Envergonhado e deprimido, o tatu-bola, mascote da Copa do Brasil, enfiou-se num buraco escuro para se esquecer do fatídico 7 a 1 e dos lamentáveis elefantes brancos nos quais se transformaram alguns dos estádios erguidos com dinheiro do governo (leia-se do povo) brasileiro. FULECO recusa-se a sair para ver a luz do dia, em solidariedade aos amigos da FIFA que foram presos na Suíça por suspeitas de corrupção, dentre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin. Também não quer ser confundido com outro personagem nefasto que acaba de ficar famoso por conta da Operação Lava Jato: o PIXULECO. FULECO garante que, apesar da rima, não é parente nem tem nada a ver com o tal PIXULECO, sinônimo de propina no vocabulário do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, segundo a delação premiada do engenheiro Ricardo Pessoa, presidente da UTC, preso pela Lava Jato. O simpático tatu-bola jura que nunca levou bola de ninguém, não é amigo do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, encarcerado em Curitiba na 17ª fase da Lava Jato, nem conhece os cinco executivos da Construtora OAS condenados pelo juiz Sérgio Moro, nas últimas semanas, por conta do cartel lesa-pátria que tomou conta da Petrobras e foi tardiamente defenestrado. “NÃO SEI DE NADA. COMIGO NÃO TEM PIXULECO, NEM LEPO LEPO”, insiste o símbolo da Copa perdida, antes de cavar um pouco mais fundo para se esconder.
A casa caiu para muitos corruptos e corruptores no Brasil, mas FULECO espera ser esquecido pelos investigadores da Polícia Federal e do Ministério Público, que andam ocupados atrás de peixes graúdos supostamente entrincheirados no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e nas empresas públicas e privadas envolvidas no maior escândalo de corrupção da história do País. “Não vai ter CPI da Copa. Diga ao juiz que não moro mais aqui”, tripudia, se algum jornalista atrevido bate à sua porta.
Aos trancos e barrancos, o fato é que o Brasil está sendo passado a limpo pela Lava Jato. A crise política que tomou conta de Brasília por conta das investigações é um efeito colateral que precisa ser tratado com maturidade política e respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito. Até o momento, o saldo desse necessário combate à corrupção é positivo. No País do FULECO e do PIXULECO, diminui aos poucos a sensação de impunidade que alimenta sistemas econômicos e políticos corruptos há cinco séculos e impede o pleno desenvolvimento da Nação. Espera-se que, depois da prisão e da condenação de políticos, empresários e executivos corruptos nos escândalos do Mensalão e do Petrolão, os assaltantes dos cofres públicos fiquem um pouco mais acanhados em suas futuras investidas contra o bolso dos brasileiros de todas as classes sociais. O tempo e os tribunais superiores vão dizer se as prisões da Lava Jato foram justas ou injustas e se resultarão em condenações definitivas. E as ruas vão mostrar, nas próximas semanas, se a população apóia a permanência ou o afastamento da presidente Dilma Rousseff, que amarga um índice de popularidade menor que o de Fernando Collor pré-impeachment.
Qualquer que seja o estrago e o desfecho da crise atual, o poder de mudança para um País melhor está nas mãos de cada eleitor. As próximas eleições municipais, em 2016, mostrarão se o povo está farto dos políticos corruptos de sempre ou se ainda tolera aqueles que roubam, mas fazem. FULECO pode até ser esquecido com o passar dos anos, mas está na hora de os brasileiros usarem as urnas para dar um peteleco definitivo no PIXULECO (A manchete e a imagem não fazem parte do texto original). 
PITACO DO BLOG CHUMBO GROSSO: - FORA, PuTada!!!

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