sábado, 19 de junho de 2021

ALEGRIA, ALEGRIA DE WILSON SIMONAL

 



Por Altamir Pinheiro


No começo  dos anos 1960 e meados da década de 1970, Wilson Simonal foi um gigante, como foi Elis Regina entre as mulheres. Seus maiores sucessos foram “País Tropical“, “Sá Marina“, “Nem Vem que Não Tem“, “Mamãe Passou Açúcar em Mim” e “Tributo a Martin Luther King“. Morreu relativamente jovem com apenas 62 anos em junho do ano 2000 no Hospital Albert Einstein. o "rei do suingue", foi vítima de falência múltipla dos órgãos em decorrência de doença hepática(cirrose).  O velório, restrito a familiares e convidados, foi um reflexo do isolamento que Wilson Simonal viveu nas últimas décadas de 80 e 90. O intérprete de "Meu Limão, Meu Limoeiro"  dizia ter sofrido boicote da mídia e dos artistas esquerdinhas. Como se sabe, a esquerda não anistia nem perdoa. Se preciso, mata outra vez... 


Em sua carreira, Simonal gravou 36 discos. O último, "Brasil", foi lançado em 94. Ele Chegou aonde nenhum outro negro de sua época havia chegado. Estava ali, pau a pau com Pelé, de quem ficou amigo e com quem conviveu durante os meses que antecederam a Copa do Mundo de 1970.  Ele foi o maior cantor de seu tempo. Rivalizava com Roberto Carlos em número de discos vendidos e de fãs. influenciado uma geração de cantores e compositores, entre os quais Jorge Ben, que Simonal elevara a um novo patamar com o sucesso de “País Tropical”, e Caetano Veloso, que transformara um bordão frequentemente repetido por Simonal em título de uma de suas canções mais famosas: “Alegria, Alegria“.


Em um episódio bastante obscuro, Simonal foi acusado de dedurar o próprio contador e contribuir para sua prisão ilegal — e, portanto, para os maus tratos a que foi submetido no cárcere —, Simonal já era tachado de alienado, ou adesista, ou conivente com o regime, pelo simples fato de continuar fazendo sua pilantragem num momento de polarização política que obrigava os artistas a também protestar. Os boatos de que outros artistas tidos como subversivos teriam sido denunciados à polícia por Simonal contribuíram para tornar sua carreira errática e lançá-lo ao ostracismo.


Na verdade, Simonal teve om  final muito triste para quem conheceu a fama em sua plenitude. Vítima dos comunistas que fizeram calúnia contra ele. Aliás, o que  era bem comum na época. A  esquerda é cruel e maligna, acabou com a vida do cara, e na época não tinha internet para ele mostrar a verdade. Resultado: infelizmente foi abafado e esquecido. Foi execrado e ostracizado pela própria classe artística dita "progressista" da época, perseguido pela polícia do pensamento do eixo máfia do DENDÊ/LEBLON. 


Essa turma está aí, juntos são os mesmos que hoje continuam  ostracizando e perseguindo com a ditadura do politicamente correto e do pensamento único, os hipócritas não mudaram nada. Acabaram com a carreira de um dos mais carismáticos e talentosos artistas do Brasil, um monstro dos palcos, entrava e dominava a plateia com maestria ímpar. Simonal, apesar de financeiramente equilibrado, morreu precocemente angustiado, amargurado, desgostoso. Por excesso de bebida alcoólica encantou-se precocemente e a causa mortis foi cirrose.


Além dos artistas, os  que militam no campo  progressista, como também muitos jornalistas ainda hoje escrevem    acusando  Wilson Simonal de “informante” do Dops. Porém, como protesta  o melhor jornalista do país,  na atualidade, Reinaldo Azevedo, quando teima em  indagar:   como é que um repórter e uma edição podem tascar em alguém a pecha de “informante”, de dedo-duro, sem dizer, afinal de contas, quem foi que ele dedurou?  E DIZ MAIS: As fontes ligadas à ditadura nunca serviram de referência para desabonar esquerdistas, mas servem quando se trata de demonizar um artista tido como “direitista”? Quem Simonal dedurou? Eu quero saber. Ele era informante do meio musical? O QUE FOI QUE SIMONAL DENUNCIOU? – alguma metáfora revolucionária de Chico Buarque?; – alguma ousadia comportamental de Caetano Veloso?; – alguma marchinha secreta e cafona de Geraldo Vandré?


A propósito, segundo o jornal Folha de São Paulo escreveu no dia de sua morte (25 de junho de 2000), Geraldo Vandré, hoje com 85 anos de idade,  que na década de 60 estava ideologicamente no lado oposto ao de Simonal, visitou o cantor e ficou com ele por um bom tempo, conversando   no leito da cama em que ele estava enfermo. Outra coisa: Assistam ao filme Wilson Simonal – NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI. Agora, ele faz ainda mais sentido do que antes. Tivesse Simonal pertencido à VAR-Palmares ou ao MR-8, assaltado bancos, feito sequestro e matado alguns, sua família estaria agora recebendo pensão e indenização. Se tivesse sobrevivido, seria ministro de Estado. E tocar no seu passado seria de extremo mau gosto. Repetindo: A ESQUERDA NÃO ANISTIA NEM PERDOA. SE PRECISO, MATA OUTRA VEZ... 


sexta-feira, 18 de junho de 2021

ELE É ELA e ELA É ELE...




Por Altamir Pinheiro

Em Capoeiras, disparadamente, o candidato favorito  a prefeito nessas eleições suplementares é Nego do Mercado, assim rezam às pesquisas tanto na zona rural quanto à urbana. Tem tudo pra ser um passeio que Nego vai dar na candidata laranja de Dudu. Aliás, corre nas redes sociais um vídeo bastante interessante onde se lê:  ELE É ELA e ELA É ELE. Essa  frase deixou os previsíveis  perdedores em polvorosa ou falta de controle emocional,   pois PEGARAM AR e tão esculhambando até com  a mulher do padre e a mãe de calor de figo, inclusive,  agredindo as senhoras da sociedade local  com palavras de baixo calão. Diga-se de passagem, um palavreado chulo,  impublicável... O desespero é tamanho da turma da boquinha (goela larga) que estão furiosos a ponto de agredir quem quer que seja ao afirmar que a “candidata”  deles foi batizada com o rótulo ou chavão  de, ELE É ELA e ELA É ELE. Os prováveis perdedores que teimam em manter à candidatura de uma forasteira laranja PEGARAM AR e estão virados na gota serena!!!


Pois bem, ainda com respeito ao vídeo, a senhora agredida, deixa nas entrelinhas uma grave acusação  ou um suposto trambique  ocorrido  no governo desorientado de Dudu (2009-2012), ela era funcionária contratada pela prefeitura, só que, no papel  constava  que ela ganhava tanto, mas na prática recebia muito menos. Ela só faltou dizer ou afirmar com todas as letras   que o secretário de finanças do governo Dudu embolsava o resto da grana. Já pensou, se a laranja de Dudu for eleita, será que essa sena vai se repetir, hein, pessoal?!?!?!  Agora, de uma coisa os moradores de Capoeiras não têm o menor farelo de dúvida: se a forasteira for eleita ela será apenas uma PREFEITA FIGURATIVA, pois quem de fato vai administrar à cidade com certeza que será o seu marido que, aliás, é um ficha-suja e está impedido, ou melhor, proibido  de administrar qualquer repartição pública em todo o território nacional. Pois pegou um gancho de 8 anos por se envolver em malfeitos. 


Por ser uma candidata laranja, se eleita será um caos total, pois  ela  jamais saberá   em que direção deve apontar, uma vez que   vai perder o rumo e o senso de ridículo e quem vai dirigir à prefeitura é o seu marido ficha-suja que é impedido por lei de usar desse expediente. Caso aconteça essa tragédia com  o município de Capoeiras, por ela não ter voz ativa e ser uma Maria vai pelas outras, seu marido é quem conduzirá ou comandará  uma verdadeira  inversão de valores nas condutas por eles exercidas no âmbito da administração pública, uma vez que vai forçar à barra para  controlar a “legalidade” administrativa da prefeitura do município ao  pôs à mão na chave do cofre.


Assim sendo, Capoeiras marchará pelo caminho de mais um ato de improbidade administrativa pelos réus, sendo que prefeita retira-se do gabinete e  transferirá a função pública a ela concedida por meio do pleito eleitoral a seu marido (caso ganhe à eleição), o qual já teve seus direitos políticos suspensos por meio de decisão judicial que reconheceu que ele praticou atos ímprobos no mandato eletivo que exercia no mesmo município. É o fim da picada e Capoeiras não merece tamanho castigo.  Afinal de contas, no jogo de interesse ou do dindin, ELE É ELA e ELA É ELE...

quinta-feira, 17 de junho de 2021

TODA GARANHUNS DESPERTA COM O BOM DIA DE EDUARDO PEIXOTO



Por Altamir Pinheiro

Diante de um alegre desadormecer com um agradável ou otimista  bom dia aos seus ouvintes de um radiante locutor de rádio, uma pergunta vem à tona: O QUE É MESMO SER UM BOM RADIALISTA?!?!?! Acreditamos que o bom locutor precisa ter algo mais do que a voz: precisa estar afinado com os anseios de seus ouvintes e precisa valorizá-los com palavras verdadeiras, com desenvolvimento da cidadania e com a postura ética na realização dos programas. Um bom locutor tem de ser honesto com o que vai transmitir para com o seu público em geral,  tem de ser solidários em momentos difíceis enfrentados em períodos sofríveis como é o caso atual desse flagelo da pandemia da Covid-19  e, sobretudo, tem de respeitar o sucesso das outras emissoras que porventura seus  colegas  de profissão estejam fazendo e tentar imitá-lo para que o bom rádio, principalmente o interiorano,  seja uma meta de todos. 

 

Pois bem!!!  Em razão do seu dinamismo, há cerca de 20 anos, o já  garanhuense de Recife, Eduardo Peixoto,  caiu no gosto ou na graça do nosso  povo  e hoje é a  maior projeção radiofônica do agreste meridional e um dos melhores locutores do interior de Pernambuco, quiçá do Nordeste!!!  Por praticar um bom e proveitoso FEEDBACK (retorno) com seus cativos ouvintes, em 70 anos de existência da Rádio Difusora/Jornal do Comércio, é o radialista que mais  se identifica  com seus ouvintes em razão de portar um certo carisma como também uma palavra abalizada, tornando-se digno de confiança para com o seu público que é possuidor de uma fidelidade(audiência) canina para com o radialista que tem ou é possuidor de seus bordões,   cacoetes radiofônicos ou grito de guerra de  alto astral  conhecidos como “eita lelê!!!”, “é complicado...” e “segura, Peixoto!!!)... 

 

Eduardo  Peixoto de Moura que é formado em Administração de empresas, jornalismo e um radialista de mão cheia, chegou por essas paradas no ano de 2002,  trazido pelos bons ventos da corrente marítima do Recife com ajuda das marés dos  Rios Beberibe e Capibaribe  e, de imediato apresentou o programa de boa audiência conhecido como   Super Manhã. Com a morte do comunicador Aluízio Alves em 2007 assumiu a Ronda Policial, programa de maior audiência do Agreste de Pernambuco. Aliás, a  transição do programa RONDA POLICIAL  com Aluízio Alves foi um sucesso absoluto. Locutor versátil, feito o pai, é comentarista, narrador esportivo, repórter e um bom  apresentador. No ano de 2010, Eduardo Peixoto recebeu o título de Cidadão de Garanhuns através do então vereador Sivaldo Albino que hoje exerce o cargo de prefeito em nosso município.  

 

O  que se sabe mesmo desse cidadão garanhuense   é da sua vocação aliada ao seu talento que  deve ter sido  sempre a Comunicação no Rádio. Pois,  passa-nos uma impressão que,  desde moleque, demonstrava aptidão para ser radialista/jornalista. Eduardo Peixoto  é assim, pois demonstra a toda hora  ser um completo apaixonado pelo que faz.  É fácil perceber o entusiasmo dele pelo engrandecimento de Garanhuns e tentar resolver com a maior boa vontade  problemas do cotidiano dos seus ouvintes.  Dedicado ao ramo que abraçou,   tudo que faz com o microfone na mão, procura fazer com zelo e determinação.  sem sombra de dúvida essa é a maior qualidade dele. Eduardo Peixoto está deixando sua marca na história do radiofonia  garanhuense. Com uma razoável bagagem, não há quem diga que não se trata de um radialista completo. 

 

Há quem diga que o  bom locutor respeita seus ouvintes, evitando comentários maldosos em relação às suas participações, e procura fazer do seu espaço de trabalho um ambiente democrático e de pluralidade de ideias, mesmo contrárias às suas. O bom locutor faz o rádio com amor e não deixa que nada derrube os verdadeiros propósitos do rádio, que foi criado para aproximar e unir as pessoas. A propósito,  por falar em união,  Garanhuns possui  duas pessoas, relativamente jovens,  em que pese não ter nascido na cidade das flores, pessoalmente, acho-os  mais garanhuenses dos garanhuenses dos  que aqui nasceram. Trata-se do arcoverdense Hélder Carvalho, como também   do recifense Eduardo Peixoto, que, mais cedo ou mais tarde, essas duas figuras que são taradas por essa cidade, ainda subirão as escadarias do Palácio Celso Galvão como prefeitos eleitos  da terra de Simôa.   E SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO!!! 


RADIALISTA WELLINGTON LACERDA FAZ PROGRAMA DETALHISTA E ELETRIZANTE

 




Por Altamir Pinheiro


Viajando no túnel do tempo, hoje, através das ondas sonoras da antiga Difusora de Garanhuns que o modernismo transformou em Rádio Jornal do Comércio, o agradável radialista Wellington Lacerda propicia nossas tardes em doces recordações quando nos faz lembrar daqueles dias de namoros nos bancos de praças das cidadezinhas do interior pelo Brasil afora ao som de K-7 no toca fita do arrumado fusquinha nos lugares em que aquela outrora juventude dava seus amassos ao som de belas melodias ao viver ou deslumbrar sonhos e emoções. Quer dizer, parodiando a dupla Roberto e Erasmo Carlos: o que foi felicidade nos mata agora de engraçadas e boas lembranças. Tudo isso são velhas TARDES DE SAUDADE, tantas recordações e alegrias, belas tardes, belos dias...


Trata-se de um programa meticuloso. pormenorizado e fenomenal, pois usa uma dialética empreendida pelo experiente profissional que já foi DISC JOCKEY  DA Rádio Jovem Pan São Paulo, ao aplicar uma injeção de otimismo na veia dos seus ouvintes exaltando um forte saudosismo ao  praticar  doses de bem estar e de gratas recordações de um tempo que se foi e não volta mais. O radialista focado é um ativista nato e propagandeador da boa música ou da apurada melodia, inclusive fazendo questão de anunciar (dar nome aos bois, como se diz na gíria), o nome do compositor daquela letra que estamos ouvindo. Diga-se de passagem,  coisa rara nos dias de hoje dos  apresentadores de programas musicais que  deixam  de lado ou  menosprezam por inteiro o compositor da pertinente canção  Essa é a pisada diária do seu ótimo programa  que começa, precisamente, às 17 horas.

 

É um espetáculo radiofônico  vibrante e satisfatório, além de altamente instrutivo. O cara é simplesmente “bótimo”. É do ramo!!! na radiofonia brasileira  só conheço dois excelentes profissionais que praticam esse tipo de programa que carregam em seu bojo ou na sua totalidade uma bela  linguagem e uma expressão cultural conscienciosas. Um é esse baita radialista da Rádio Jornal Caruaru/Garanhuns, o outro é o melhor jornalista do país,  Reinaldo Azevedo, que  apresenta o programa político/musical denominado O É DA COISA,  nos potentes  microfones da Rádio Band News FM de São Paulo. Só que, o jornalista paulista faz uma análise técnico-poética  pormenorizada das letras dos respectivos  compositores,  enquanto Wellington Lacerda se prende mais  no que diz respeito à biografia aprimorada tanto dos autores das letras quanto dos intérpretes.


O programa desse baita radialista é de um entusiasmo efervescente  e porque não dizer,  contagiante, pois nos oferece ou  proporciona lindas canções e grandes intérpretes, donde, nos leva a um profundo e nostálgico mergulho no passado que vem ao encontro ou bate de cheio com os anseios de uma geração acima dos 50 anos. Pois bem, sem o menor farelo de dúvida, o programa TARDES DE SAUDADE brilhantemente comandado por Wellington Lacerda, quando nos presenteia todo   final de tarde com   um show à parte. Na verdade, Tardes de Saudade é um programa contagiante, prazeroso, educativo e bem-humorado, por isso é   digno de aplausos!!!

quinta-feira, 10 de junho de 2021

JOHNNY GUITAR, UM FILME WESTERN FEMININO




d.matt


O que faz este filme western ser diferente? É que em lugar de dois homens, cowboys, ou bandido e mocinho, temos duas mulheres em plena disputa por território, como desculpa, pois na verdade fica subtendido que a disputa é também em grande parte por homens, alguns mocinhos rápidos no gatilho, outros fora da Lei, assaltantes de diligência e bancos. A disputa é mais aberta dentro da propriedade da "mocinha" a estrelíssima Joan Crawford , que se emboneca no ultimo estilo country, muito colorido e batom vermelho exagerado naquela bocarra muito conhecida do público. 


Na sua vestimenta de heroína western, não falta um revólver, laço vermelho usado como gravata e um esnobe desprezo para com os agitadores que desejam desalojá-la do seu falso Saloon, sempre vazio, com as roletas paradas por falta de jogadores e um mini bar sem qualquer originalidade e sem fregueses, na verdade tudo é falso e inverossímil naquele ambiente.


Porém.  subitamente, entra no recinto uma grande turma (sempre de preto ) de homens malvados, liderados por uma mulher vociferando acusações e tentando expulsar a nossa heroína,  proprietária do Saloon, bar, cassino, ou seja lá o que os redatores do script imaginaram. Tudo muito "Clean" e tão falso como uma nota de 3 dólares. 


Dá para entender que a vociferante "bandida" está P da vida porque um bandido da sua predileção assaltou uma carruagem e segundo ela, com a participação da mocinha Crawford. É tudo tão sem sentido que ficamos imaginando o porquê  deste filme. Cenários falsos desenhados e coloridos um tanto modernos, atores sem saber o que fazer ficam à parte assistindo o duelo verbal das duas mulheres, sem um sentido mais preciso. 


Os atores são bem escolhidos e de qualidade, além de Joan Crawford, temos a sua oponente Mercedes McCambridge, Sterling Hyden, o ator fordiano Ward Bond que não tem nada de importante a fazer no filme, temos John Carradine, e o verdadeiro alvo da disputa, o bandido Dancin'Kid interpretado pelo ator Scott Brady muito conhecido nos anos 50/60 pelos filmes western em que apareceu. Temos também o ótimo Ernest Borgnine com certo destaque. 


O enredo na verdade é precário, foi costurado sem grande profundidade e não tem muita credibilidade se for analisado com cuidado. A fotografia, esta sim, é de qualidade, principalmente pelo novo colorido em trucolor que pela primeira vez aparece com toda magnificência, belas cores internas  e principalmente externas. É para ressaltar, nessa fotografia as cenas do incêndio do Saloon ou cassino, que foi fotografado admiravelmente em vários ângulos, com uma beleza pictórica de grande qualidade. 


Ouso afirmar que este incêndio pode ser considerado o melhor já fotografado em qualquer filme, é feito de vários ângulos e impressiona pela grandiosidade e beleza das cenas. É digno de um prêmio importante.


O que dá maior destaque ao filme é a balada cantada pela grande cantora Peggy Lee. A música Johnny Guitar é de sua autoria, junto com o autor da trilha sonora Victor   Young é sensacional e creio que essa música foi responsável por esta película cinematográfica se tornar UM FILM CULT, pois um clássico ele não é. 


A propósito, cito aqui o comentário do grande cineasta Martin Scorcese sobre este filme: "JOHNNY GUITAR é exemplo de um filme pequeno, cultivado para atingir o estado de clássico. Não há nenhum outro filme como este  A direção de Nicolas Ray é neutra, sem sal, sente-se durante todo o filme a sua não veracidade, parece que as cenas foram filmadas ao acaso e depois montaram um filme com o que tinham em mãos”.  


Esse foi o segundo filme de Nicolas Ray, o primeiro foi um western "Paixão de Bravo" . As cenas externas são de uma pobreza incalculável, sem qualquer regionalismos western. Incluíram no filme, uma dezena de explosões de uma montanha,  sem o menor sentido, o que torna o filme cem por cento fora de foco westerniano, inclusive as cenas de perseguição noturnas que são mal feitas e sem nenhuma credibilidade, e ficamos pensando, qual foi a ideia central desse filme? 


O diretor  fica esbarrando em cenas sem saída e que parecem que foram criadas ao acaso. Uma pena o cast de ótimos artistas em um filme sem a menor criatividade original e o que parece, foi muito mal aproveitado. O filme foi um fracasso de crítica e de público quando do seu lançamento. 


Mais tarde, aos poucos foi se tornando um filme CULT, mas nunca um clássico. Foi reconhecido com "diferente" devido as duas mulheres disputar o domínio da região e duelarem no final, na clássica cena de confronto entre bandido e mocinho, só que desta vez são duas mulheres armadas e disputando, não quem é a mais rápida no gatilho, mas quem ganhará a parada e uma delas é derrotada no final. Na última cena, a vencedora fica aos beijos, em frente a uma queda d'águas. Uma cena inverossímil e desnecessária, que faz o diretor perder muitos pontos por essa bobagem na reta  final do western feminino, filmado no ano de 1954.  


PITACO DO BLOG CHUMBO GROSSO: - Em razão das mulheres não serem adeptas aos filmes de bang bang, cowboy ou faroeste, porém, esse é o tipo de filme que toda a ala feminina deveria assistir. Até porque,       ver um western protagonizado por duas mulheres é algo raro, haja vista que elas manipulam, mandam e desmandam, além de pintar e bordar com  todos os personagens do filme. A macharia baixa a crista quando as duas abrem o verbo e joga o vozeirão autoritário pra cima  dos barbados acabrunhados...

terça-feira, 8 de junho de 2021

SHANE - O MAIS PERFEITO FILME WESTERN AMERICANO DE TODOS OS TEMPOS

 


d.matt


(Vamos esquecer o estúpido título brasileiro: OS BRUTOS TAMBÉM  AMAM. Até porque, mesmo em Portugal,  o título original foi usado corretamente, ou seja, SHANE). 


É gratificante   escrever algo sobre esse filme, mesmo porque o difícil é achar algum defeito, seja na atuação dos  atores, seja na direção (soberba) de  George Stevens. 


Antes de iniciar a pré-produção do filme, a Paramount  Pictures tentou criar um elenco de grandes nomes da época e para assim fazer, convidou o ator Montgomery Clift para o papel principal, e o ator William Holden para  fazer o fazendeiro Starrett  dono do rancho e embora pareça absurdo, convidou a famosa  e grande atriz Katharine Hepburn para o principal  papel feminino.


Se esse elenco  tivesse sido mantido e atuado  no filme, nós teríamos certamente um "outro" filme e não esse  filme que nós conhecemos e louvamos com muita  ênfase.


Porém,   questionaria o leitor -  com toda razão - mas são todos grandes artistas, com talentos comprovados e aclamados pela crítica cinematográfica em todos os sentidos!  Concordo, mas lembramos aos leitores que Montgomery Clift   tem  um maneirismo todo peculiar e  não saberia, talvez,  encarnar o personagem Shane, sem esse maneirismo. Seria o mesmo que entregar esse importante papel do personagem principal, a alguém como  James Dean, a quem o diretor George Stevens dirigiu no seu filme western GIANT   no qual  a sua atuação resultou numa calamidade total, conforme já escrevi no meu artigo(logo abaixo). 


A bem da verdade, reconheço que o ator Montgomery Clift, na sua estreia no cinema,  quando recém saído dos palcos da Broadway, fez um mocinho Cowboy no filme  " Rio Vermelho  com John Wayne" dirigido por Howard Hanks, mas isso foi em 1948 e ele não tinha ainda  esse maneirismo de dramatizar qualquer cena, como passou a fazer posteriormente.


Quanto ao  ator William Holden, acho que seria uma  ótima escolha e que certamente nos daria um desempenho tão bom como aquele realizado pelo ator Van Heflin, talvez até melhor. Um ótimo ator com expressão


corporal e  o tipo ideal para o personagem em questão.  Não pôde aceitar pois já tinha compromisso agendado. 


Quanto à excelente atriz Katharine Hepburn, acho que seria um grande desastre, pois essa atriz tem uma fisionomia  muito dura, está sempre com uma  expressão    interrogativa, sem nenhuma doçura de gestos e  semblante, como pede a personagem feminina principal. Alguém pode imaginar a  dura e nada sensual Katharine Hepburn  sentindo atração física e sensual pelo  pequeno Cowboy,  Shane?


Graças  a recusa dos atores acima, o diretor George Stevens procurou dentro da Paramount, quais os artistas disponíveis e por muita sorte nossa, conseguiu  um Cast de primeira qualidade. com nomes , que na época não eram muito famosos e pôde moldá-los à  sua vontade, conseguindo um resultado acima do esperado pelos produtores, que mesmo assim não acreditavam no sucesso do filme e ao final.  tentaram vendê-lo ao produtor Howard Hughes pelo preço de custo, mas a proposta foi recusada.


Muitas das informações que estou transmitindo  neste texto,  eu consegui num longo depoimento feito pelo filho do diretor George Stevens , no qual ele detalha a feitura do filme, quase cena por cena e faz comentários sobre


a realização dessa exuberante película, as dificuldades encontradas e as exigências do seu pai na feitura do filme, chegando ao cúmulo de,  em uma das cenas  de no máximo 2 minutos,  ele levou praticamente uns dez dias e mais de cem tomadas para ficar satisfeito com o resultado. 


A dita cena é aquela em que o Shane tenta ensinar ao garoto Joey  como atirar e portar um  revólver quando  é interrompido por sua mãe  que repreende Shane. Nota-se nessa cena o uso proposital do som das explosões dos tiros em tom altíssimo,  como queria o diretor acentuar o perigo do mau uso da arma. 


Foi muito bem escolhida a participação da veterana atriz Jean Arthur, que está sempre muito correta em todas as cenas importantes, inclusive quando ela começa a sentir algum sentimento mais íntimo sobre Shane e numa bela cena pede ao marido que a conforte com um  forte abraço. Sua atuação  é de muita sensibilidade e chega a nos emocionar. Van Heflin, como sempre  muito correto em todos os filmes em que atua, pois  nos oferece um trabalho bem feito, mas sem muita ênfase, isto porque o seu personagem em todo o filme é eclipsado pela presença de Shane, a quem o diretor não poupou esforços para  que  a estrela do ator principal brilhasse de modo especial.


O principal protagonista do filme, Alan Ladd, na época um ator  com pouca  fama, cujos filmes  até aquela época não tinham tido grandes sucessos, era contratado da Paramount  Pictures  e aceitou o papel de boa vontade e mostrou que, quando bem dirigido, poderia apresentar  um bom desempenho, o que ele fez e ficou muito satisfeito com o resultado final, e mandou para o diretor George Stevens, uma mensagem de agradecimento pelo seu belíssimo trabalho de direção, o qual, segundo ele,          propiciou o seu melhor trabalho no cinema.                 


Jack Palance, ator que atuava na Broadway, sem qualquer notoriedade na época,  com pouquíssima experiência no cinema, sequer  sabia  andar a cavalo e suas cenas de montar e descer do animal tiveram de ser trabalhadas  durante a montagem do filme,   pois  quando ele subia para assentar-se na cela do   cavalo,  as cenas  eram rodadas ao contrário  para um melhor resultado.  A montagem do filme levou mais de um ano para ser finalizada. 


A sua participação é  crível  e de muita força, mostrando na sua expressão corporal, sempre deslizando sutilmente e olhar de soslaio,  diz  de imediato a que veio,  e   que está  pronto  a cumprir a sua missão. Note-se a sutileza do diretor, em que em algumas cenas internas, quando o pistoleiro se aproxima do cachorro  que perambula pelo Bar,  este sempre se  afasta  do personagem de cabeça baixa, como se tivesse medo do pistoleiro.    Aqui temos a segurança e talento de um  criativo  diretor,  que transforma um  ator  quase novato, numa lenda do  Oeste, depois de lançado o filme. 


O elenco de suporte é de ótima qualidade,   haja vista que                                                          estão ótimos e dão muita credibilidade ao filme.  Todas as cenas em que participam em cenário natural, mostrando as belíssimas montanhas do Wyoming, estão  perfeitas, isso porque o cinegrafista  usou muitas vezes, lentes especiais de aproximação das montanhas geladas distantes e essas montanhas chegavam até o set de filmagem como podemos verificar, dando ao filme  uma beleza pictórica de grande qualidade. 


O cinegrafista foi tão competente, que em algumas vezes  durante os embates entre os rancheiros e o  vilão mor,  para mostrar algumas cenas de desalento e  desistência de continuar a lutar, a cenografia mostra algumas cenas noturnas de grande qualidade, semelhantes as pinturas renascentistas como  a famosa tela , em tons Claro escuro " O angelus "  do pintor Jean François Millet (1857)  a qual  demonstra claramente a tristeza dos camponeses em situação de  desalento  e derrota na hora do Angelus.    Com esse magnífico trabalho, o cinegrafista  conquistou o  único prêmio Oscar do filme, muito merecidamente. 

                                      

O filme foi baseado no livro do escritor Jack Schaefer  sendo  adaptado pelo roteirista A. B. Gutrie, com  um ótimo resultado final e aceito pelo diretor George Stevens, depois de ter recusado 17 adaptações anteriores.                    O que demonstra o porquê  desse filme ter levado vários anos, desde  a sua ideia inicial, tempo de produção, que segundo o filho do diretor, ultrapassou o dobro de tempo estipulado, assim como a sua  conclusão foi ultrapassada em alguns milhões de dólares não previstos, mais o tempo de montagem que levou 16 meses para ficar pronta.


Por isso entendemos a maior razão  da  Paramount  tentar vender o filme pelo preço de custo, temendo um fracasso de bilheteria que seria arrasador para as finanças do estúdio. Porem não foi que aconteceu, o filme foi um grande sucesso de crítica e de público, tornando-se  um clássico desde o seu lançamento e louvado por todo o mundo cinematográfico.


O  aclamado diretor de filmes   gênero Western    Sam Peckinpah, quando consultado, disse: Shane é o melhor filme western de todos os tempos. Isto dito por um dos mais aclamados diretores de filmes do gênero,  e aclamado pela crítica como um dos melhores. Quanto à  trilha sonora é uma das melhores, ou certamente a mais bela trilha composta pelo maestro Victor Young, autor de trilhas magníficas. Sua peça principal nesse filme é intitulada,   "The call of faraway hills " .  Não é uma trilha barulhenta, apenas descritiva da belíssima paisagem, ela pontua desde as primeiras cenas  iniciais  e torna-se discreta na cenário com   muita ação, mas sempre presente e dando uma sonoridade especial a cada cena.


As lances de lutas entre os homens, são muito bem coreografadas e segundo informa o filho do diretor, todas foram filmadas durante longas horas e na maioria delas de lutas, os atores principais foram substituídos por dublês.


Nota-se que durante as violentas brigas o rosto dos atores não aparece claramente, apenas usam roupas iguais as dos atores que iniciaram a cena. Mas são tão bem feitas, coreografadas e  bem dirigidas que é difícil perceber a mudança dos atores por dublês.


Na cena em que o pistoleiro Wilson mata o rancheiro Stonewall, o diretor exigiu que o ator  alvejado, em lugar de cair morto  de frente, caísse de costas. Para isso ele mandou jogar centenas de litros de água na frente do armazém em que estava o pistoleiro, até que criasse um  grande lamaçal. O ator foi amarrado com um cabo por traz das costas e quando  atingido pelo tiro, foi puxado violentamente,  fazendo com que o personagem caísse de costas no lamaçal como ele queria, pois as vítimas  sempre caem de frente, minimizando o impacto.


As cenas  do enterro, assim como as cenas da comemoração do dia da independência,  levaram semanas para serem completadas, pois o diretor não aceitava o resultado. As cenas da festa em que  os pares dançam, inclusive Shane dança com a mulher do Starett ,  levaram semanas e foram encenadas dentro de estúdio e  teve o cenário externo recriado  internamente  para  conseguir melhor resultado.


Todos pensávamos que  a relação e comportamento do menino Joey com o Shane tivesse sido muito agradável, mas na verdade não foi.  O menino era um tanto rebelde e algumas vezes chegou a irritar o ator Ladd, com as suas brincadeiras. 


Na cena  final, quando Shane está aconselhando o menino Joey a voltar para casa e ajudar os pais, Joey está de costas para a  câmera e enquanto  o ator Ladd dizia as suas falas de modo calmo, bem pausado conforme aparece no filme, o Joey   fazia caretas e mostrava a língua para o  ator, que parou de falar e disse para o pai do menino, que estava sempre presente nas cenas em que ele participava. Dá um jeito neste menino ou eu vou jogar um tijolo na cabeça dele. O Pai  o repreendeu  e o menino se comportou. O ator Jack Palance foi indicado ao premio Oscar como melhor ator coadjuvante, assim como o garoto Brandon de Wild, mas não  foram premiados. 


O diretor George Stevens não foi indicado como melhor diretor, mas mais tarde ganhou o premio Oscar com  a direção do filme   Giant.  O ator Alan Ladd não recebeu indicação para o  premio Oscar de melhor ator, nem  foi comentada a sua possível participação, isto porque o  ator já tinha terminado o seu contrato com a Paramount e foi contratado pela Warner. Sendo assim o estúdio não teve nenhum interesse em valorizar o ator Alan Ladd e não  fez nenhuma publicidade para a sua possível indicação ao prêmio de melhor ator. 


Como sempre,  os prêmios  são  na maioria das vezes o resultado de muita propaganda, gastos imensos  com presentes, festas e esforço dos produtores.  Os eleitores são sempre convencidos votar naqueles mais  expostos à  mídia.  Já vimos este filme antes. 


Após mais de sessenta anos,  esse filme continua sendo aclamado como um dos mais perfeitos filmes já  realizado, sendo justamente considerado um grande clássico. Assisto esse filme no mínimo uma vez por ano e nunca encontrei nada que não fosse  considerado perfeição. SHANE É UM GRANDE CLÁSSICO, PERFEITO NOS MÍNIMOS DETALHES. Talvez, quem sabe, o diretor Sam Peckinpah  tenha razão quando afirma que o filme SHANE é o maior Clássico filme western de todos os tempos. Eu assino embaixo.

d.Matt


PITACO DO BLOG CHUMBO GROSSO: - Análise perfeita do nosso ótimo crítico de cinema, d.Matt,  exclusivo  para as páginas do Blog Chumbo Grosso.  Nota dez, sem comentários.  Parabéns,  GIGANTE!!!

sexta-feira, 21 de maio de 2021

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE - (Mais um título brasileiro sem sentido. Porque não traduzir o título original?)

 

O Filme GIANT(gigante) completa 65 anos de filmado quando foi estrelado por Elizabeth Taylor, Rock Hudson  e  James Dean que marcou a derradeira atuação de James Dean no cinema: ele morreu antes mesmo de ver a obra concluída em acidente automobilístico com apenas 24 anos de idade.    


d.matt


Lembremos que o filme original tem o nome de GIANT e   é  centrado numa gigantesca fazenda de  milhões de hectares, com milhões de  cabeças de  gados e cavalos, com dezenas, talvez centenas de cowboys para controlar tamanho rebanho. É verdade que o enredo principal,  escrito pela autora Edna Farber, está mais centrado na família Benedict  e sua influência financeira e política local e estadual, devido a imensidão de suas terras,  maior até que alguns pequenos países europeus. 


como quase sempre, o livro é melhor  que o filme. o enredo   é inferior em qualidade ao gigantesco romance,   que merecidamente exalta a grandeza e qualidade  boas e ruins do grande Estado americano. Sua narrativa, bem elaborada e descritiva  é uma enciclopédia sobre os usos e costumes do nação norte-americana.   Bem explicitado no livro,, o que acertadamente o autor da adaptação do enredo e o  diretor conseguiram mostrar no filme.


A fita  mostra desde o início a  "diferença"  entre os seres humanos e os mexicanos, que são seres à parte. Tratados com  muito pouca civilidade sempre desdenhados, sendo considerados como escória e lixo pelos poderosos texanos. Nota-se que o personagem JET RIT   interpretado pelo ator James Dean, apesar de pobre e empregado da fazendo,  recebe  um tratamento menos preconceituoso dos seus arrogantes patrões, isto porque ele "é branco  e texano" e suas  extravagâncias e audácias, são  sensivelmente toleradas e ele  também  considera os mexicanos miseráveis como lixo humano, uma vez que não são, americanos, texanos e são de raça "inferior" segundo o seu julgamento  racista e  boçal.


George Stevens mereceu um Oscar de melhor direção em 1956, prêmio muitíssimo justo pois a sua direção é segura e mantem o filme num elevado padrão de qualidade, até a metade do filme. George Stevens já era considerado um excelente diretor, tendo nos presenteado com  o belíssimo filme UM LUGAR AO SOL em 1951, e posteriormente dirigiu o belíssimo e clássico  western SHANE  em 1953,  do qual um dia ainda  escreveremos a respeito.


O filme de que trata este artigo  muda de tom e deixa de ser um western  a partir do momento em que o seu pobre empregado encontra petróleo em seu terreno, localizado  dentro da fazenda Reata. Um pequeno lote de terra  deixado por herança  pela  irmã do  fazendeiro morta por acidente  rural.  O filme muda completamente, de um semi-western passa a ser um dramalhão, agora quase totalmente focado no sentido de preconceito racial, financeiro, e  de estatura politica  e social.


No livro a  escritora Edna Farber  faz volteios mágicos para salientar, no somente, o comportamento de todos os seus personagens, inclusive, fica bem claro nos seus escritos que o personagem do UNCLE BAWLEY,  no filme interpretado pelo ator Chill Wills é  sem dúvida um personagem Gay. Mas todos fingem  ignorar esse fato, pois seria impossível imaginar, um texanos, machão Gay, no meio  de tantos machões da região,  o diretor e roteirista também fazem  vista grossa, mas por vias das  dúvidas, mantém o personagem,  no estado civil de solteiro  em todo o filme,  mas  com muita dignidade.

 

Desde o começo do filme, ao chegar à fazenda Reata, o personagem JET RIT (James Dean) chama a si toda atenção, devido aos seus maneirismos  no modo de falar e na sua postura corporal.  Parece uma enguia se escondendo e aparecendo, na verdade querendo  chamar a atenção para o seu personagem, o que ele consegue em parte. Miss Taylor, com uma beleza exuberante,  não precisa se esforçar para chamar a atenção sobre si, pois é  o protótipo da mulher bela e ela sabe explorar muito bem essa graça recebida de Deus.


O machão (no filme), Rock Hudson, faz uma força tremenda para parecer  um texano autêntico e durão, mas em vão, seu desempenho fica muito a desejar, o papel merecia um ator com mais força e personalidade e não esse ator de comédias românticas, sem nenhum apelo dramático. Não dá para entender, quer dizer, se você conhece os bastidores dos prêmios Oscar,  vai entender o porquê da sua absurda indicação ao prêmio de melhor ator  nesse filme.


O  cultuado ator James Dean, também foi indicado ao prêmio de melhor ator, nesse filme. Porem nesse caso entendemos a  indicação do seu nome como melhor ator, devido a sua morte trágica,  ocorrida antes do lançamento do filme.  Foi apenas uma homenagem, mas  não uma indicação por mérito, uma vez que a sua atuação neste filme é a pior da sua breve carreira.  Da metade até fim do filme , ele se repete nos seus maneirismos interpretativos, sem qualquer originalidade e  mudança de postura, uma vez que o seu personagem  exige uma nova postura de poderoso milionário e não de um, cafajeste rural, conforme ele interpreta  a sua postura como  poderoso homem de negócios e cidadão proeminente dentro do Estado.


A autora quis demonstrar e conseguiu no seu romance, de como as pessoas se comportam quando o dinheiro jorra escandalosamente  em cima da suas cabeças. Tudo muda literalmente. Como exemplo, cito um diálogo  ocorrido no meio do filme:

A sra, Benedict L.Taylor )  pergunta :

Como vão os negócios?

a outra responde: Estamos conseguindo um milhão.

- Um milhão de barris de óleo?

-Não, um milhão de dólares.

-Um milhão de dólares por ano?

-Não, um milhão de dólares por mês.

Quer dizer, não há cabeça que se mantenha lúcida, depois dessa.

 

Nem a autora do livro  e nem o filme explica, porque somente o xicano ( Sal Mineo ) filho de uma empregada da fazenda, quando cresce vai a guerra e volta dentro de um caixão militar. Porque o filho do fazendeiro não vai a guerra? Porque o genro do fazendeiro vai a guerra e volta são e salvo? Será que só os Xicanos são  heróis e valentes e  merecem morrer pelo Texas, sua terra  adotiva?


As cenas finais são constrangedoras,  com acentuadas  denuncias de preconceitos raciais,  não só no  livro, mas também no filme.  As cenas  do confronto  e brigas de R.Hudson e J.Dean  estão ridículas, mal planejadas, mal interpretadas e sem qualquer aceitação, seja no livro, como no filme. Nem um mágico diretor poderia melhorar aquelas cenas deploráveis,  difíceis de serem aceitas, no contexto da estória  original.


É de notar  que o responsável pela maquiagem dos personagens  estava muito longe do Texas durante a filmagem.  Seu trabalho é lamentável. Quando os personagens precisam aparentar uma certa idade, 50/60 anos, ele simplesmente borrifa exageradamente  os cabelos dos atores com uma tinta ou pó cor de cinza exageradamente e  o rosto e corpo dos personagens ficam sem mudança desde o início do filme. Grande falha da produção, que também não cuidou muito bem da direção de arte.


Aquele final do Bilionário fazendeiro   racista,  lutando  e sendo esmurrado violentamente, pelo direito do neto xicano ser servido no restaurante,     é inverossímil e causa até constrangimento. É digna de uma comédia dos três patetas. 


Ao final, entendemos que todos são derrotados, mas ignoram as derrotas e voltam às suas vidinhas ricas e  vazias, numa piscina  transbordando de dólares. O resultado final fica muito abaixo do esperado de um filme do  excelente diretor George Stevens.

https://www.youtube.com/watch?v=IGJVuTn461c

quinta-feira, 20 de maio de 2021

TAIGUARA, O COMPOSITOR MAIS CENSURADO NA DITADURA


Por Altamir Pinheiro

É angustiante e lamentável afirmar que, a censura na ditadura militar no Brasil sufocou a criatividade de muitos compositores brasileiros, mas ninguém chegou a ter a carreira tão prejudicada pela repressão quanto um cantor cujo nome, em tupi-guarani, significa "LIVRE". Nascido no Uruguai, Taiguara frequentou as paradas de sucesso das rádios e os festivais de música nos efervescentes anos 60 e 70 com o lirismo e as melodias bem construídas de canções como “Hoje”, “Universo no Teu Corpo” e “Que as Crianças Cantem Livres”. O crítico de música, jornalista Tiago Dias, nos afirma  que a  perseguição teve início no período em que Taiguara começava a resgatar suas raízes latinas. As referências em suas letras vinham com uma carga forte de sensualidade e abstrações sobre a liberdade. Ele, o Chico Buarque e o Gonzaguinha são os artistas que mais foram censurados. 


Os problemas com a censura  levaram Taiguara a se autoexilar por duas vezes. Em meados de 1973, ele partiu para um curto período na Inglaterra. Em seguida, foi à África, onde morou por vários anos. Voltou ao Brasil ainda mais político. Participava de caminhadas a favor da redemocratização e estreitou os laços com o comunista Luís Carlos Prestes –o “cavaleiro da esperança”, como Taiguara cantava, e uma ameaça, na visão dos militares. Na canção  “Tinta Fresca”, por exemplo, Taiguara foi incisivo: “não me queixo do meu fado não se eu quiser me deixar sair / me abre essa porta / e me deixa sair / ou dizer o que eu quiser”. A provocação só instigou a má vontade do departamento de censura. “Os incomodados que se mudem, pois as portas do nosso Brasil sempre estiveram abertas para sair aos indesejáveis”, reagiu o censor, em comentário escrito de próprio punho na folha que trazia a letra da canção. 


Entre 1970 e 1974, segundo  o jornalista Tiago, 61 letras  datavam de 1974. E de toda a produção daquele ano, a maior parte foi vetada: 36. E, todo o período, foram 48 canções proibidas. Isso sem contar os discos que foram proibidos na íntegra. Na verdade, Taiguara    se expôs muito, mais do que os outros. Só que,  quanto mais ele era censurado, mais crítico ele ficava. Entre lindas canções em seu vasto repertório  há o tango “Conflito”, que foi vetado em 1974 e, posteriormente, seria chamado por Taiguara de “Sexo Escravo”. “O que é talvez pior que a burguesia / é a sombra das pequenas tiranias / Que existe cá entre nós, cá entre nós”... 


A lá o guerrilheiro argentino Che Guevara que morreu em 1967 aos 39 anos,  a rotina passou por mudanças radicais. Taiguara, como o guerrilheiro Che Guevara,   não tomava Coca-Cola e se negava a usar calça jeans por considerar símbolos da cultura americano.  A sintonia com o público, que já não estava afinado com ele desde 1974, quando o compositor passava mais tempo tentando liberar sua obra do que fazendo shows, foi se extinguindo aos poucos. Ele virou muito discursivo, aborrecia também, e com isso foi perdendo o espaço na mídia, principalmente após ficar dez anos longe do Brasil. Os antigos fãs queriam o Taiguara romântico, cantando modinha. Ele queria fazer canção de protesto.


O cantor e compositor Taiguara, autor de sucessos como "Hoje" e "Viagem", morreu na madrugada de 15 de fevereiro de 1996 (há 25 anos) no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, vítima de uma metástase provocada por um câncer iniciado na bexiga, aos   50 anos de idade. Filho de pai gaúcho e mãe uruguaia, Taiguara Chalar Silva nasceu em Montevidéu, no Uruguai, mas cresceu no Rio de Janeiro, no bairro de Santa Teresa, onde passou grande parte de sua vida.Autor de grandes sucessos nos anos 60 e 70, teve seu auge em 1968, quando venceu o Festival Universitário de MPB, com a canção "Helena, Helena, Helena", e também o festival Brasil Canta no Rio, com "Modinha".


Embora seja mais conhecido hoje pela canção romântica “Universo no Teu Corpo” (“Vem comigo / meu pedaço de universo é no teu corpo”), seu cancioneiro lista títulos tão sugestivos quanto “Cavaleiro da Esperança“, feita em homenagem ao comunista Luís Carlos Prestes, “Teu Sonho Não Acabou”, “Geração 70” e “Que as Crianças Cantem Livres” (“E que as crianças cantem livres sobre os muros / e ensinem sonho ao que não pode amar sem dor / e que o passado abra os presentes pro futuro / que não dormiu e preparou o amanhecer”). Para se ter ideia do talento desse compositor que tanto foi afugentado e escorraçado pela censura, ele  chegou a gravar discos assinados por sua esposa Ge Chalar da Silva, para fugir da  dita ditadura.

https://www.youtube.com/watch?v=xIY9DRMGaek





quarta-feira, 19 de maio de 2021

BOLSONARO É LOUCO OU CRIMINOSO?!?!?!

 


Por Altamir Pinheiro

Até  uma criança de 12 anos, mesmo sentindo-se um pouco atordoada com toda essa enxurrada de maluquice temerária  que teima em estar presente   ao seu redor já percebeu que, o nosso supremo mandatário, TONHO DA LUA, não tem os requisitos cognitivos mínimos para exercer à presidência  de uma nação que anda aterrorizada com uma pandemia que se alastrou de morro acima e fogo abaixo, transformando-se num caos total!!! No entanto, eis uma constatação para ser melhor refletida: não raramente,  bandalheira ou canalhice é confundida com psicopatia e sociopatia (ou seria o contrário!!!). Quem tiver alguma dúvida é só consultar um veterinário... 


Recentemente, o jornal  Estadão jogou em suas páginas um primoroso edital quando enfatiza que aumentam consideravelmente as evidências de que Bolsonaro sofre de algum desequilíbrio mental e prossegue o editorial  catalogando diversos indícios de TRANSTORNO DE PERSONALIDADE. Ainda em 1999, o dito cujo afirmava em entrevista,  que se fosse presidente fecharia o Congresso “sem a menor dúvida ~ daria o golpe no mesmo dia”.  Na mesma entrevista, defendeu a tortura, e disse que o Brasil  “só vai mudar quando partirmos para uma guerra civil (...) matando uns 30 mil (...), vão morrer alguns inocentes, tudo bem”.  Já presidente, Bolsonaro,  além de promover manifestações golpistas, deu inúmeras mostras de megalomania – “eu sou a constituição”, “tenho a caneta”, quem manda sou eu”, “o meu exército”.


Se já não bastasse os famosos bordões de mesas de botequins como: “gripezinha”, “e daí?”, “eu não sou coveiro”,  “país de maricas”, “um dia todo mundo vai morrer”, e dana-se por aí afora.  Vejam só que interessante: Bolsonaro é radicalmente contra  o isolamento para conter esse vírus letal, mas ele, o ex-chanceler e o ministro do meio ambiente fizeram de tudo para isolar o Brasil do resto do mundo. Basta ver o  desastre anunciado no desmatamento da região  Amazônica e o Cerrado que está  pegando fogo. A propósito, não há  um menor ensaio de  decisão de prudência o que está acontecendo com as queimadas que enfumaçam os céus do Brasil. No campo da preservação do meio ambiente, Eles, oh, não tão nem aí, tão andando e cagando pro povo... 


Mas, afinal, o que diabo vem a ser esse tal de  TRANSTORNO DE PERSONALIDADE de que trata o enunciado do texto ora escrito?  Segundo os papas da psicologia moderna, os transtornos de personalidade são um grupo de doenças psiquiátricas em que a pessoa tem um padrão de pensamento e comportamento bastante RÍGIDO e MAL AJUSTADO. Sem tratamento, que envolve psicoterapia e medicamentos, o problema costuma ter longa duração e causa sofrimento e dificuldade nos relacionamentos pessoais e em outras áreas. Depois dessa, quem tem alguma dúvida que isso cai em cheio na personalidade do Imorrível,  imbrochável e incomível Bolsonaro?!?!?!


Os transtornos de personalidade são classificados em categorias que têm características corriqueiras. Embora seja comum reconhecer traços de si mesmo em diferentes transtornos de personalidade, quem tem o problema possui a maior parte das características de um transtorno específico, só que no caso do amalucado, ele carrega no lombo uma cangalha com  um caçuá de cada lado  entupido de   transtornos exemplificativos  que são mais conhecidos   como, transtornos excêntricos ou estranhos de personalidades paranoide, esquizoide e esquizotípica; além dos transtornos dramáticos, imprevisíveis ou irregulares e os ainda transtornos  ansiosos ou receosos, tudo isso num pacote só na cuca perturbada de um sujeito que é moralmente neutro e   que desgoverna esta nação a trancos e barrancos ou na base do dá ou desce. 


O jornalista Carlos Nilton nos relata que os  historiadores e cientistas políticos estrangeiros que estudavam o Brasil, conhecidos como brazilianistas, acabaram desistindo. Ninguém aguenta acompanhar o que acontece no Brasil, tal o número de escândalos, negociatas, corrupções e fraudes de grande porte que acontecem diariamente. É um nunca-acabar, os brasileiros não sabem em quem confiar, até as Forças Armadas estão infiltradas de corruptos, basta ver a atitude dos oficiais que tomaram de assalto o Ministério da Saúde e queriam usar na construção de um auditório o dinheiro destinado a combater a pandemia. E ninguém vai preso, não há fuzilamento, cadeira elétrica, forca, guilhotina ou injeção letal. Pelo contrário, o corrupto tem impunidade garantida até o fim dos seus dias.


Depois de mais de dois anos toda à nação brasileira vem  “tulerando” um genocida, psicopata e sociopata, só Deus sabe como. Definitivamente, Bolsonaro  tem toda as credenciais ou ferramentas  para ser ou quem sabe já é um mentecapto, insano, arrogante, desatinado, impertinente, destrambelhado, biruta, desmedido, confuso, lunático, tresloucado, antipático, desajuizado, tantã, inconsequente, leviano, palerma, atrevido, esdrúxulo, imprudente, energúmeno, descarado, insultuoso, despropositado, demente, obsceno, petulante, imbecil, azedo, debochado, mequetrefe, pomba-gira, meliante, idiota, boçal, libertino, apalermado, devasso, cínico, estúpido, pervertido, anormal, rabugento, louco, doido, maluco... UFA, CANSEI!!!






segunda-feira, 17 de maio de 2021

A DISSONÂNCIA COGNITIVA SE ALASTRA FEITO ERVA DANINHA NOS RUMINANTES BOLSONARISTAS

 


Por Altamir Pinheiro

Pergunta-se, não obstante, o que danado vem a ser   essa tal de Dissonância Cognitiva, hein?  É nada mais nada menos  do que um transtorno mental onde a pessoa cria JUSTIFICATIVAS FALSAS para algo que ela inconscientemente sabe que é mentira. Ou seja, é uma auto contradição. A dissonância cognitiva é um termo cunhado pelo psicólogo norte americano Leon Festinger, que  no campo da  política ela se  manifesta quando uma determinada autoridade se comporta de forma irracional (Bolsonaro, por exemplo!!!). A teoria da dissonância cognitiva baseia-se na premissa de que a pessoa se esforça para manter a coerência entre suas cognições (convicções e opiniões). Quando uma pessoa tem uma crença sobre algo e age diferente do que acredita, ocorre uma situação de  dissonância, pois ela  é a contradição e uma das principais fontes de inconsistência no comportamento do ser humano.


De um modo geral, o bolsonarismo não é um caso de fanatismo e sim de SAÚDE que podemos denominar de dissonância cognitiva. ou seja, a pessoa tem uma opinião sobre algo e age de outra forma.  Quer dizer, sabe das maluquices  praticadas por Bolsonaro, mas não as admitem em hipótese alguma sendo capaz de ir às últimas consequências para defendê-las!!! No popular, isso quer dizer NÃO DÁ O BRAÇO A TORCER, mesmo estando errado... ilustrativamente, o sujeito é capaz de  atacar seu melhor amigo  que discorda  do seu MITO   e, se for preciso, não há nele a menor cerimônia de   acusar a maternidade em que a mãe do amigo  deu a luz, mandando-o para a puta que pariu!!!  Saindo da esfera política e passando para exemplos da vida cotidiana é a mesma coisa de,  o indivíduo sabe que beber e dirigir são atos perigosos, no entanto mantém essa atitude, mesmo conhecendo os riscos.


Vejam o recado atualizadíssimo (a CPI do genocídio)  dado pelo jornalista Josias de Souza a esse gado que sofre dessa doença: “Seguindo o rastro de provas que o capitão produziu  contra si mesmo durante a crise sanitária, a CPI já demonstrou a existência de um modelo vacinocida. Nele, a cloroquina  era poção mágica contra a “gripezinha”, o brasileiro tinha de enfrentar o vírus de peito aberto, e a contaminação em massa levaria a uma imunização de rebanho que tornaria as vacinas desnecessárias. Deu, por hora, em 434 mil mortes”. Daí, percebe-se que, há caso que é tão estarrecedor que, entre nós,  o Bolsonarismo parece ser mais um povo SEMITAS, donde,  eles  leem da direita para esquerda ou quem sabe estão fumando maconha estragada, só pode ser!!!


Como se vê ou logo após a  condução genocida no Ministério da Saúde, o número de casos e mortes explodiu no colo do pançudo e bufão Pazuello. Eis o que dizem as estatísticas: quando se arranchou  por lá em maio de 2020 eram, arredondando,  15 mil mortes e 220 mil casos de infecção. Ao ser demitido, 10 meses depois,  eram 300 mil óbitos e 13 milhões de casos. Como afirma o jornalista  Weiller Diniz,  na chacina sem precedentes o caos foi generalizado. Em Manaus, o desabastecimento de oxigênio matou brasileiros asfixiados, enquanto isso 70 milhões de doses do imunizante da Pfeizer foram desprezadas pelo governo federal, que nem sequer  deu respostas à empresa farmacêutica. O general também recuou, por subserviência acrítica, na compra de 46 milhões da vacina do Butantan. O general Pazuello foi rebaixado e humilhado pelo capitão para desfazer a compra. Saiu-se com um vexatório “um manda, outro obedece”. Se tivesse um mínimo de dignidade, deveria ter pedido baixa imediatamente.


Indo mais além, a desavergonhada  tentativa criminosa de se fraudar a bula da hidroxicloroquina, para mentir que o medicamento era eficaz contra o vírus,  claro que  já seria,  per si só, caso de polícia.  Motivo para todos os envolvidos irem pro  olho da rua através de um chute na bunda. É algo tão inimaginável em um país minimamente sério que foge à lógica do cidadão comum, pois torna-se numa coisa enojante e vomitatória. A tentativa de alteração  na prescrição da cloroquina é só um dos crimes perpetrados por um grupo marginal e inconsequente que tomou de assalto o setor de saúde. Como diz o jornalista Gilvandro Filho, o boicote à vacinação, levou o Brasil à rabeira do ranking mundial  como também o péssimo exemplo  que deveriam combater o mal, mas que o ampliam, promovendo aglomeração, incitando o (seu) povo a atacar a ciência e o isolamento social. Ou, ainda, quem desestimulou o uso da máscara, chamando-a de “coisa de marica”.


Tudo isso ora relatado, entra num ouvido e sai no outro por parte da vaqueirama bolsonarista que sofre de dissonância cognitiva. Para o vício da ignorância desses doentes, só a vacina do saber é capaz de eliminar  esse mal endêmico que o vírus dissemina. Pois bem, como ainda não inventaram lavanda  capaz de disfarçar certos odores, mesmo assim o Bunda Suja Bolsonaro se acha o reizinho cheirosinho do cercadinho arrodeado da sua boiada, donde, há gado demais para um pasto tão pequeno. Que fiquemos atentos, pois   lá na frente, tudo indica que vai faltar capim santo para o rebanho. Portanto, já passou da hora de um sonoro grito de alerta. Afinal de contas, lá estão quase 500 mil corpos estendidos no chão... Chega de carnificina gente, pois é preciso parar com esse genocídio e isso é  urgente, é pra já!!! 


domingo, 16 de maio de 2021

LAWRENCE DA ARÁBIA, FILME ÉPICO QUE SE TORNOU EM UM CLÁSSICO IMPERDÍVEL

 


d.matt


Escrever ou falar sobre o filme Lawrence da Arábia  é  descrever  sobre  a  genialidade cinematográfica.


Esse filme foi considerado por muitos críticos e  grandes personalidades   do mundo do cinema,  como o melhor e mais perfeito filme até hoje  produzido, superando, mesmo com seus 7  Oscars premiados, o belíssimo e consagrado merecidamente, o filme BEN HUR, que todos concordamos ser uma joia cinematográfica que conquistou 11 prêmios Oscars da academia de cinema.


Se me perguntarem o porquê  desse filme ser considerado o melhor feito até hoje, para responder precisamos dissecar  esse Épico Clássico em todos os ângulos e chegaremos a conclusão que ele é imbatível em todos os sentidos.


O mais difícil desse filme  é o seu enredo, pura política  ou melhor, politicagem  do princípio ao fim, o que o tornaria enfadonho, não fosse a alta qualidade da adaptação, em parte, do livro escrito pelo próprio Lawrence,  " Os Sete Pilares da Sabedoria ", que foi muito bem cortado, polido e adaptado  corretamente  por Robert Bolt. 


Mas, quanto à   adaptação, felizmente, não podou  as atitudes dos governos da França e da  vampiresca Inglaterra, sempre pronta a  meter os seus dentes caninos e afiados  em qualquer país que estivesse  livre e sem defesa, pois na época,   a Inglaterra se julgava a dona do mundo e  submetia ao seu domínio, todo país  fraco e sem defesa,   principalmente na Ásia e na África,  como o fez por longo tempo com a Índia, cujas riquezas foram  roubadas  escandalosamente (Era considerada a Joia da coroa britânica) por longos anos e somente conseguiu se libertar, graças a sabedoria  liderança e  força moral do Mahatma Gandi.


Os árabes, na época, eram  tribos  muito pobres, e viviam brigando entre si. Não tinham  a menor  consciência de que precisavam de uma pátria e não  serem  arrastados pelos países dominantes  europeus, como a Inglaterra e a França, que manipulavam todos os seus passos e os compravam barato, pois serviam de escudos aos seus interesses escusos, na região.


Por acaso e considerando que o Lawrence era  visto  como um  excêntrico, quase  um  débil mental, eles acharam oportuno enviá-lo ao deserto. para  avaliar   as possibilidades de exploração  dos árabes a seu favor. Mas, o tiro saiu pela culatra, quando Lawrence  se empolgou com a cultura  árabe e passou a vivenciar seus usos e costumes e com a sua inteligência, via adiante  de si o que poderia ser feito para unir aquelas tribos   quase selvagens. dispersas e sempre em constantes atritos tribais.


Com este enredo, magicamente  bem adaptado pelo  responsável pelo script  final,  o filme foi entregue  a um dos  maiores diretores de cinema de todos os tempos, o grande David Lean, dono de vasta  obra cinematográfica, que posteriormente nos brindaria  com  outra obra prima, que foi o filme DOUTOR JIVAGO.


David Lean, grande conhecedor de cinema, não poupou esforços e conseguiu junto aos produtores um elenco sensacional de  grandes atores, começando pelo seu ator  preferido que pontuou em diversos filmes  sob sua direção, o ótimo  Alec Guinnes ( que mais tarde ganharia o Oscar de melhor ator, no filme " A ponte do Rio Kwai ", também dirigido por  David Lean. 


Neste filme houve a grande participação do ator Anthony Quinn,  que sobressai  espetacularmente em todas as cenas em que aparece e domina o filme com a sua versatilidade e conhecimento  de  como se destacar em um filme de multidão, como neste caso.  Sua presença domina a tela de maneira vibrante. Omar Shariff, um ator  árabe desconhecido no ocidente e nota-se em todo filme, muito tímido ainda por  atuar junto a grandes celebridades, mas consegue dar o seu recado, sem sobressair demasiado,  mas, graças a  experiência do diretor,  ele foi convocado  posteriormente  pelo mesmo  David Lean, com o ator principal no seu próximo filme,  "Doutor  Jivago". no qual ele  nos brindou com  um desempenho  correto, muito verídico e de grande impacto.  


Outros grandes atores completaram o elenco com maestria, tais como José Ferrer, Anthony Quayle,  Claude Rains , Jack Hawkins e   muitos outros atores de qualidade reconhecida. 


Para o papel principal foi escolhido o ator  Peter O'Toole  que na época não era uma sumidade no cinema, mas como o papel principal foi recusado por  Marlon Brando (o qual a meu ver ficaria ótimo no papel), os produtores arriscaram entregar o papel principal ao ator pouco conhecido Peter O'Toole, que se saiu admiravelmente   e hoje não vemos nenhum outro ator que poderia ter sido  tão bem adaptado ao personagem  mítico Lawrence.


A academia negou-lhe  o Oscar de melhor ator do ano, e o fez mais sete vezes, mostrando o que sempre reafirmamos, a  incompetência na  fórmula    de escolha dos premiados, seja qual for, está absolutamente errada, com grandes injustiças, que como neste caso, foi repetida mais sete vezes. Para minimizar a sua estupida avaliação, deram-lhe um Oscar Honorário no ano de 2002, o que não deu  para perdoar a burrice crônica da Academia de Cinema. 


Alguém pode afirmar, com certa razão que a escolha é feita por votos. Mas é um grande engano,  a manipulação dos votos e dos votantes é altamente canibalizada no período de votação. É uma guerra de poderes, propaganda e muito dinheiro em jogo, pois uma indicação da academia, vale no mercado distribuidor milhões de dólares, como já relatou o  critico de cinema brasileiro que reside em Hollywood,  Dalenogare, no seu site no youtube, no qual ele  denuncia em detalhes de como o Oscar disputado pela atriz brasileira  Fernanda Montenegro foi garfado pelo produtor Weinstein, comprado e roubado, para  aquele projeto de atriz Gwyneth  Paltrow.  que depois de ganhar o Oscar, mostrou ser um zero à esquerda e não fez nada que prestasse. A não ser, talvez nos  fechados escritórios do  dito  produtor, hoje preso e acusado " por elas " de terem sido estupradas. 


Voltando ao filme LAWRENCE DA ARÁBIA, muita coisa foi suprimida ou  amenizada no script  final  do filme, devido a sua   brutalidade, tais como   as cenas em que participa o ator José Ferrer.  O que é demonstrado no filme é apenas uma insinuação do que realmente aconteceu , um brutal estupro que tornou o nosso herói  vingativo contra os turcos e mais tarde no decorrer dos acontecimentos ele incentiva e autoriza o massacre de  milhares de turcos que estavam fugindo para o seu país e foram todos dizimados por ordem de Lawrence. 


A trilha sonora, do maestro Maurice Jarre é soberba,  acompanha todo o filme e fica na nossa memória como se fora um capítulo  musical adicional, sem palavras as imagens.

 

A fotografia  é muito honesta e não procura enfeitar as cenas com tomadas especiais, apenas traduz  as cenas  e nos mostra um deserto as vezes belo e soberbo, outras vezes um deserto inóspito, cruel e perigoso como jamais visto. 


Quando Lawrence volta ao Cairo para relatar o sucesso da sua  empreitada, com a conquista de Akaba,  os ingleses se mostram perplexos, desnorteados,  sem saber o que dizer ou fazer de imediato, pois jamais passou pela cabeça deles que aquele   soldado  excêntrico, quase idiota pudesse   ter capacidade de liderança e   vencer batalhas, que o seu exército jamais imaginaria lutar e vencer. 


De pronto, atendem todas as suas exigências de armas e  ouro para pagar aos exércitos, pois os árabes não aceitam ou acreditam no valor de moeda de papel .  Ele  retorna ao deserto, promovido a Major,    com maiores poderes. Depois da sua luta, guerra vencida, os árabes vão sentindo o gosto  do poder e vão   sendo criados Estados diversos com os líderes que foram apoiados  e  pelo  o major Lawrence.


A partir daí, os ingleses e também os  árabes que foram  se organizando em Estados independentes e sem  os  inimigos que foram derrotados, graças a liderança de Lawrence,  resolvem que não precisam  mais da  sua  expertise, pois ele agora só atrapalha  com as suas ideias absurdas de  direitos e independência e o descartam   sumariamente.  Ele volta à Inglaterra e passa  a ser um  militar como outro qualquer, sem prestigio ou regalias.


Uma lição desconcertante para um homem que liderou   grandes batalhas, construiu países,  entronizou reis que antes eram bárbaros  árabes do deserto e agora são poderosos, pois logo após foi  descoberto petróleo naquelas paragens e os antes pobres lideres cobertos de areia, agora se lambuzam com o ouro negro.


A historia de como Lawrence participou como figura relevante  na criação do atual império árabe, serve de exemplo de como os idealistas e  visionários são usados pelos governos  de países poderosos, como cobaia e inocentes úteis, não só como  foi no passado, mas também no presente e certamente   será no futuro, pois o ser humano, na sua grande maioria é falho de  grandeza e respeito aos direitos humanos. seja em uma humilde  região paupérrima da África, como também numa  fulgurante e  "civilizada " cidade como Londres ou Nova Iorque.

https://www.youtube.com/watch?v=HjWEma8V1eo