domingo, 12 de fevereiro de 2017

PERÍCIA MOSTRA QUE CONTRATO DO TRÍPLEX DO LULA FOI RASURADO


A PF descobriu que os rabiscos no documento apreendido na casa de Lula escondiam a palavra “tríplex”



A PF descobriu que os rabiscos 
no documento apreendido na casa 
de Lula escondiam a palavra “TRÍPLEX” (Leonardo Benassatto/Reuters)

Em sua proposta de delação premiada, Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, revelou que a cobertura tríplex que o ex-presidente Lula comprou na praia do Guarujá, em São Paulo, foi, na verdade, UM PRESENTE DA EMPREITEIRA. VEJA mostrou os principais pontos das confissões do empreiteiro, que está preso e negocia um acordo de colaboração. Pinheiro contou que, em 2010, SOUBE QUE LULA ESTARIA INTERESSADO NO IMÓVEL. O recado, segundo ele, foi-lhe transmitido por João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. VACCARI PEDIU AO EMPREITEIRO QUE RESERVASSE UMA COBERTURA TRÍPLEX DO PRÉDIO PARA O EX-PRESIDENTE. Não houve discussão sobre preços, prazos ou condições de financiamento, por uma razão elementar: não existiu pagamento — ao menos não da maneira convencional. “FICOU ACERTADO COM VACCARI QUE ESSE APARTAMENTO SERIA ABATIDO DOS CRÉDITOS QUE O PT TINHA A RECEBER POR CONTA DE PROPINAS EM OBRAS DA OAS NA PETROBRAS”, contou Pinheiro. A defesa do ex-presidente sempre disse que as acusações de corrupção contra ele não tinham fundamento. Alega que Lula, em 2005, assinou uma proposta para comprar uma unidade no edifício — qualquer unidade, e não especificamente um tríplex. Em uma busca autorizada pela Justiça, os investigadores da Lava Jato apreenderam na casa do ex-presidente a tal “PROPOSTA DE ADESÃO”. Um dos campos estava totalmente RABISCADO e o número da unidade adquirida havia sido ALTERADO, passou de “174 para 141”. Ou seja: deixava de ser o tríplex e passava a ser uma unidade convencional. O juiz Sergio Moro requisitou uma perícia — e a novidade saída dela DERRUBA a versão de Lula.

 

 

 

 

 

 

 

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